APLICAÇÃO DE FIDGET TOYS NO AUXÍLIO AO APRENDIZADO

Publicado em 28/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2765-6

Título do Trabalho
APLICAÇÃO DE FIDGET TOYS NO AUXÍLIO AO APRENDIZADO
Autores
  • BRUNO AUGUSTO DIAS
  • Miguel Henrique Skrobot
  • Guilherme Yoshikiyo Fuse Sakai
  • ARTHUR ROSSETIN KINDZIERSKI
Modalidade
Versão Final do Resumo 3ª Cia
Área temática
3ª Companhia do CMC
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/31-feira-de-ciencias-do-colegio-militar-de-curitiba-697308/1754058-aplicacao-de-fidget-toys-no-auxilio-ao-aprendizado
ISBN
978-65-272-2765-6
Palavras-Chave
fidget toys; concentração; ansiedade; ambiente escolar; autorregulação.
Resumo
Fidget toys são pequenos objetos manipuláveis que permitem movimentos repetitivos das mãos e vêm sendo usados em escolas como recursos de autorregulação. Sua popularidade, contudo, supera a quantidade de evidências disponíveis: alguns estudos observaram aumento de comportamento em tarefa em estudantes com TDAH, enquanto outros encontraram piora da atenção ou ausência de benefício. Revisões recentes ressaltam essa heterogeneidade e recomendam avaliar o efeito conforme o dispositivo, o aluno e o contexto de uso (GRAZIANO; GARCIA; LANDIS, 2020; ASPIRANTI; HULAC, 2022; SCHOENEN et al., 2024). Comparar diferentes modelos em um mesmo grupo de estudantes pode indicar quais características são mais compatíveis com a sala de aula. Avaliar a associação entre o uso de quatro modelos de fidget toys e alterações percebidas em ansiedade/nervosismo e concentração em estudantes do Ensino Fundamental, comparando ainda conforto, facilidade, relaxamento, discrição, silêncio, qualidade geral e aceitação para uso escolar. Realizou-se estudo quantitativo e qualitativo, de medidas repetidas, em aulas regulares, com 72 estudantes das turmas 601 (n=22), 602 (n=28) e 603 (n=22). Cada participante testou os quatro modelos (A, B, C e D), totalizando 288 avaliações válidas, com questionários identificados por código. Os brinquedos foram distribuídos em sequências de rotação e usados por 3 a 5 minutos cada. Imediatamente antes e depois do uso, o aluno registrou ansiedade/nervosismo e facilidade de concentração em escalas de 0 a 4; após o uso, avaliou seis características em escala de 1 a 5 e respondeu perguntas de aceitação e questões abertas. Aplicaram-se os testes de Wilcoxon (antes versus depois), Friedman (variáveis ordinais) e Cochran Q (variáveis de aceitação), com significância de 5%. As respostas abertas foram analisadas por recorrência temática. A ansiedade média caiu de 1,25 para 0,82 e a concentração aumentou de 2,35 para 2,97, ambas com diferença significativa (Wilcoxon, p<0,001). A magnitude da redução da ansiedade diferiu entre os modelos (Friedman, p<0,001), sendo maior em A (0,75) e C (0,66); em análises individuais, apenas A e C reduziram a ansiedade significativamente, enquanto B (0,13) e D (0,21) não atingiram significância. A concentração melhorou com os quatro modelos, mas a diferença de magnitude entre eles não foi significativa (p=0,130). Houve diferenças entre os modelos em conforto, facilidade de uso, relaxamento, discrição e qualidade geral (p<0,001), mas não em silêncio (p=0,173). O modelo A obteve as maiores médias em facilidade de uso (4,65), relaxamento (4,51) e qualidade geral (4,58); o C, em discrição (4,43) e silêncio (4,33). Para uso na escola, C foi o mais escolhido (86,1%), seguido de A (77,8%), D (44,4%) e B (41,7%), com diferença significativa (Cochran Q=51,87; gl=3; p<0,001). Não houve diferenças entre as turmas nem efeito da posição do modelo na sequência sobre a qualidade geral (p=0,736). Nas respostas abertas, A foi associado a encaixe e relaxamento, com crítica ao barulho, e C a flexibilidade e variedade de movimentos; B foi criticado por rigidez e monotonia, e D pelo tamanho reduzido e aperto no dedo. O efeito percebido dos fidget toys não foi uniforme: características do próprio dispositivo parecem importar. A e C reuniram as melhores avaliações globais e as maiores reduções de ansiedade, o que é compatível com a literatura, que não sustenta a ideia de benefício universal. A melhora da concentração deve ser interpretada com cautela, pois não houve grupo controle, as medidas foram autorreferidas e a exposição foi curta; o uso de um único contexto escolar também limita a generalização. Ainda assim, os resultados indicam que um dispositivo adequado à sala de aula precisa equilibrar manipulação variada, conforto, baixa exigência motora, discrição e baixo ruído. Para estudos futuros, recomenda-se grupo controle, medidas objetivas de atenção e desempenho e acompanhamento mais longo
Título do Evento
31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais da 31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DIAS, BRUNO AUGUSTO et al.. APLICAÇÃO DE FIDGET TOYS NO AUXÍLIO AO APRENDIZADO.. In: Anais da 31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba. Anais...Curitiba(PR) CMC, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/31-feira-de-ciencias-do-colegio-militar-de-curitiba-697308/1754058-APLICACAO-DE-FIDGET-TOYS-NO-AUXILIO-AO-APRENDIZADO. Acesso em: 06/10/2026

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