ECOS DE 1904: UM PARALELO ENTRE A REVOLTA DA VACINA E O NEGACIONISMO NA PANDEMIA DE COVID-19

Publicado em 28/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2765-6

Título do Trabalho
ECOS DE 1904: UM PARALELO ENTRE A REVOLTA DA VACINA E O NEGACIONISMO NA PANDEMIA DE COVID-19
Autores
  • Cornélio Schwambach
  • Angela Balcevicz
  • BEATRIZ KUCZYNSKI
Modalidade
Versão Final do Resumo Ensino Médio/Técnico
Área temática
Ciências Humanas, Agrárias e Sociais Aplicadas
Data de Publicação
28/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/31-feira-de-ciencias-do-colegio-militar-de-curitiba-697308/1736410-ecos-de-1904--um-paralelo-entre-a-revolta-da-vacina-e-o-negacionismo-na-pandemia-de-covid-19
ISBN
978-65-272-2765-6
Palavras-Chave
Revolta da Vacina; COVID-19; Negacionismo científico; Desinformação; Saúde pública.
Resumo
O problema de pesquisa central questiona de que maneira o uso político da informação falsa — manifestado por boatos populares e impressos sensacionalistas no início do século XX e amplificado por fake news em redes digitais e aplicativos de mensagem no século XXI — influenciou diretamente o comportamento da população brasileira e comprometeu a eficácia das estratégias de saúde pública em ambas as emergências sanitárias. O objetivo geral consiste em mapear com profundidade as continuidades e rupturas na dinâmica informacional desses dois períodos históricos, demonstrando como a desconfiança nas instituições estatais e nas autoridades científicas molda a resistência sistemática às campanhas de imunização em massa. A metodologia caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, descritiva e explicativa, fundamentada rigidamente no método histórico-comparativo por meio de uma extensa revisão bibliográfica e análise documental de fontes primárias e secundárias, abrangendo jornais da época, discursos políticos, dados epidemiológicos e relatórios governamentais. Os resultados apontam que, em 1904, a revolta popular emergiu organicamente nas ruas da então capital federal como uma resposta direta à truculência do autoritarismo higienista comandado por Oswaldo Cruz e pelo prefeito Pereira Passos. Tal modelo sanitário violava arbitrariamente o espaço doméstico, impunha reformas urbanistas violentas e promovia a exclusão socioespacial das classes populares sem a mediação de qualquer comunicação pedagógica ou diálogo prévio com a sociedade. Em contrapartida, os dados analisados sobre a crise sanitária iniciada em 2020 revelam a atuação de um negacionismo de Estado orquestrado e industrializado pelas plataformas digitais, no qual a desinformação sobre a eficácia dos imunizantes e a promoção de tratamentos sem comprovação científica foram deliberadamente chanceladas e impulsionadas por altas autoridades governamentais com o intuito de promover a polarização ideológica e engajar continuamente suas bases políticas. Conclui-se que, apesar do abismo tecnológico de 116 anos que separa os dois eventos históricos, a recusa vacinal no Brasil possui raízes estruturais idênticas ligadas à crônica ruptura do pacto de confiança entre o Estado e a sociedade civil. Ambas as crises evidenciam de forma incontestável que a resistência à vacinação não decorre unicamente da ignorância individual ou da falta de acesso ao conhecimento científico, mas representa um sintoma alarmante de fraturas sociais profundas, de desinformação orquestrada e de iniquidades socioespaciais históricas, nas quais o direito pleno à proteção sanitária muitas vezes revela-se um privilégio de classe. Por fim, o estudo demonstra a urgência de reformular radicalmente a comunicação das políticas públicas de saúde no país, destacando que futuros planos de contingência epidemiológica devem abandonar posturas coercitivas ou negligentes, priorizando a transparência institucional, a valorização da ciência, o fortalecimento do letramento mediático e digital nas escolas e a garantia incondicional da justiça social para mitigar a vulnerabilidade da população diante de inevitáveis novas crises sanitárias globais.
Título do Evento
31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
Anais da 31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SCHWAMBACH, Cornélio; BALCEVICZ, Angela; KUCZYNSKI, BEATRIZ. ECOS DE 1904: UM PARALELO ENTRE A REVOLTA DA VACINA E O NEGACIONISMO NA PANDEMIA DE COVID-19.. In: Anais da 31ª Feira de Ciências do Colégio Militar de Curitiba. Anais...Curitiba(PR) CMC, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/31-feira-de-ciencias-do-colegio-militar-de-curitiba-697308/1736410-ECOS-DE-1904--UM-PARALELO-ENTRE-A-REVOLTA-DA-VACINA-E-O-NEGACIONISMO-NA-PANDEMIA-DE-COVID-19. Acesso em: 08/10/2026

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