NO CAMPO OU DO CAMPO E COMO O DEBATE FILOSÓFICO EXIGE ALGO ALÉM DA NOMENCLATURA

Publicado em 18/01/2022 - ISBN: 978-65-5941-529-8

Título do Trabalho
NO CAMPO OU DO CAMPO E COMO O DEBATE FILOSÓFICO EXIGE ALGO ALÉM DA NOMENCLATURA
Autores
  • LIA ALVES MARTINS
Modalidade
III Seminário Interno de Iniciação à Pesquisa Científica, Tecnológica e em Inovação: Iniciação Científica (PIBIC / voluntário)
Área temática
Ciências Exatas e da Terra
Data de Publicação
18/01/2022
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/2cepexufcat/414964-no-campo-ou-do-campo-e-como-o-debate-filosofico-exige-algo-alem-da-nomenclatura
ISBN
978-65-5941-529-8
Palavras-Chave
no campo ou do campo
Resumo
Este plano de trabalho está vinculado ao projeto de pesquisa intitulado “O girassol e a grama: por uma filosofia da diferença na educação do campo”. Em síntese, esta pesquisa consiste em analisar, a partir da filosofia da diferença, a potência presente na proposta de formação de professores dos cursos de educação do campo ao mesmo tempo em que são analisados os limitadores teóricos produzidos por uma compreensão homogênea do que é a educação do campo. A educação do campo na universidade, portanto, como discussão acadêmica é um fenômeno relativamente novo, com expressividade apenas na última década (2010-2020). Nesse fenômeno é possível identificar ao menos dois movimentos principais: (i) A iniciativa de grupos organizados e acadêmicos que possibilitaram a criação de projetos experimentais e da produção de artigos, livros e outras produções acadêmicas; (ii) iniciativa governamental, decorrente do alinhamento de pensamento com o primeiro movimento e, que, viabilizou um programa de criação de cursos de educação do campo. Ao considerar esses dois movimentos nas suas complexidades, propõe-se correspondê-los ao conceito de agenciamento, criado por Gilles Deleuze (1925-1995) e recorrente em diversas obras individuais e em co-autoria com Félix Guattari (1930-1992). O agenciamento opera o pensamento em torno do que é a educação do campo, ao mesmo tempo em que operacionaliza as condições para a sua concretização. Não se trata, pois, de iniciativas desconexas, mas da fusão dos diferentes agentes produtores do consenso sobre a matéria “o que é educação do campo”. Exemplo disso é a insistente batalha pela imposição da nomenclatura educação DO campo, aniquilando outras, como educação NO campo ou educação rural. Não há, portanto, forças opositoras na sua constituição, pois elas são sistematicamente repelidas para fora do fluxo. Em linhas gerais, o plano de trabalho proposto consiste em procurar entender o acontecimento educação do campo, fora da clássica imagem do pensamento historicizante, que o reclamaria segundo as estruturas racionais do ato inaugural, do momento glorioso ou, ao contrário, da punição merecida.
Título do Evento
2º CEPEx-UFCAT Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Catalão
Cidade do Evento
Catalão
Título dos Anais do Evento
Anais do CEPEx-UFCAT Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Catalão
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI
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Como citar

MARTINS, LIA ALVES. NO CAMPO OU DO CAMPO E COMO O DEBATE FILOSÓFICO EXIGE ALGO ALÉM DA NOMENCLATURA.. In: Anais do CEPEx-UFCAT Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Catalão. Anais...Catalão(GO) UFCAT, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/2cepexufcat/414964-NO-CAMPO-OU-DO-CAMPO-E-COMO-O-DEBATE-FILOSOFICO-EXIGE-ALGO-ALEM-DA-NOMENCLATURA. Acesso em: 21/06/2024

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