FRACASSO ESCOLAR E MEDICALIZAÇÃO: O QUE DIZEM OS PROFESSORES?

Publicado em 18/01/2022 - ISBN: 978-65-5941-529-8

Título do Trabalho
FRACASSO ESCOLAR E MEDICALIZAÇÃO: O QUE DIZEM OS PROFESSORES?
Autores
  • Adriane Erbs de Abreu
  • Janaina Cassiano Silva
Modalidade
III Seminário Interno de Iniciação à Pesquisa Científica, Tecnológica e em Inovação: Iniciação Científica (PIBIC / voluntário)
Área temática
Ciências Humanas
Data de Publicação
18/01/2022
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
Português
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/2cepexufcat/414588-fracasso-escolar-e-medicalizacao--o-que-dizem-os-professores
ISBN
978-65-5941-529-8
Palavras-Chave
Medicalização, Escola, Psicologia Histórico-Cultural
Resumo
A presente pesquisa de Iniciação Científica, modalidade PIVIC, foi desenvolvida no curso de Psicologia da Universidade Federal de Catalão. O objetivo geral foi identificar e analisar a concepção de medicalização do fracasso escolar dos professores da rede municipal de ensino à luz da Teoria Histórico-Cultural, para discutir o processo de medicalização do fracasso escolar e a relação com a escola à luz da Teoria Histórico-Cultural. A metodologia pautou-se nos fundamentos metodológicos e filosóficos do materialismo histórico-dialético e a análise dos dados foi produzida a partir de núcleos de significação. As etapas da pesquisa consistiram em contato com a escola, elaboração do roteiro de entrevista e entrevista com o coordenador pedagógico – único docente que aceitou o convite para participar da pesquisa. Cabe ressaltar que tivemos a recusa de três professoras da rede municipal. Com a entrevista foi possível observar que os termos “fracasso escolar” e “medicalização do ensino” são pouco conhecidos pelo docente do ensino básico, mas ainda assim este demonstrou uma visão crítica após a compreensão dos conceitos. De modo geral, a visão apresentada pelo entrevistado foi contra os apontamentos feitos pela literatura, em que os profissionais entrevistados possuem uma visão biologicista, a-histórica e unicausal, contribuindo para a perpetuação de estigmas, exclusão e práticas de ensino reguladoras. Além disso, o entrevistado reconhece a importância de investigar as causas dos problemas de comportamento, separando comportamentos inerentes à idade e fase de desenvolvimento das crianças de comportamentos sintomáticos e passíveis de acompanhamento médico/psicológico. Mesmo com a recusa das professoras em participar das entrevistas, foi possível identificar e analisar a concepção de medicalização do fracasso escolar do coordenador pedagógico da rede municipal de ensino, bem como discutir e compreender o processo de medicalização do fracasso escolar e a relação com a escola à luz da Psicologia Histórico-Cultural. Como possível continuidade do estudo, seria relevante uma nova tentativa de entrevista com um número maior de professores, permitindo um estudo comparativo com os dados de pesquisas atuais na área estudada.
Título do Evento
2º CEPEx-UFCAT Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Catalão
Cidade do Evento
Catalão
Título dos Anais do Evento
Anais do CEPEx-UFCAT Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Catalão
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI
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Como citar

ABREU, Adriane Erbs de; SILVA, Janaina Cassiano. FRACASSO ESCOLAR E MEDICALIZAÇÃO: O QUE DIZEM OS PROFESSORES?.. In: Anais do CEPEx-UFCAT Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Catalão. Anais...Catalão(GO) UFCAT, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/2cepexufcat/414588-FRACASSO-ESCOLAR-E-MEDICALIZACAO--O-QUE-DIZEM-OS-PROFESSORES. Acesso em: 13/07/2024

Trabalho

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