AVALIAÇÃO TEMPORAL DA HEMOLINFA DE RHIPICEPHALUS MICROPLUS PARA DETECÇÃO DE ESPOROCINETOS DE BABESIA SPP. EM ÁREA ENDÊMICA DE BABESIOSE

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
AVALIAÇÃO TEMPORAL DA HEMOLINFA DE RHIPICEPHALUS MICROPLUS PARA DETECÇÃO DE ESPOROCINETOS DE BABESIA SPP. EM ÁREA ENDÊMICA DE BABESIOSE
Autores
  • Luíza Marteleto Antunes
  • Ana Carolina Romanielo Di Mambro
  • João Paulo Soares Alves
  • Christopher Gerald de Almeida Vargas Crawford
  • Pedro Henrique Cotrin Rodrigues
  • JULIA ANGELICA GONCALVES DA SILVEIRA
Modalidade
Resumo
Área temática
Protozoologia e patógenos transmitidos por vetores
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1565787-avaliacao-temporal-da-hemolinfa-de-rhipicephalus-microplus-para-deteccao-de-esporocinetos-de-babesia-spp-em-are
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
hemoparasitos, carrapato do boi, padronização
Resumo
Carrapatos da espécie Rhipicephalus microplus atuam como vetores biológicos de Babesia bovis e B. bigemina, protozoários com ciclo complexo envolvendo o hospedeiro vertebrado e o artrópode vetor. Após o ingurgitamento, os gametas presentes no sangue ingerido se diferenciam no intestino do carrapato, originando esporocinetos, formas móveis que atravessam o epitélio intestinal e alcançam a hemolinfa, de onde se disseminam para tecidos como ovários e glândulas salivares, etapa essencial para a transmissão. Entretanto, não há padronização quanto ao momento ideal para coleta de hemolinfa para análise parasitológica e a variação nos tempos pós-desprendimento compromete a comparabilidade e a reprodutibilidade dos estudos. Assim, este estudo teve como objetivo determinar o momento ideal pós-desprendimento para detecção de esporocinetos de Babesia spp. na hemolinfa de fêmeas ingurgitadas de Rhipicephalus microplus. As teleóginas foram obtidas de hospedeiros distintos, naturalmente infestados e sabidamente positivos para Babesia spp., sendo mantidas sob condições controladas no Laboratório de Protozoologia Veterinária (Protovet/UFMG). A hemolinfa foi coletada por secção da porção distal das patas, sendo realizadas duas coletas nas mesmas teleóginas: entre o 3º e 5º dia pós-desprendimento (Grupo 1) e entre o 8º e 10º dia (Grupo 2). As amostras foram coradas pelo método Panótico Rápido e analisadas em microscopia óptica. Amostras de hemolinfa foram avaliadas individualmente por teleógina, por meio da contagem de esporocinetos, sendo expressa por escore semiquantitativo: 0 (ausente), 1 (1–5 esporocinetos), 2 (6–10 esporocinetos) e 3 (>10 esporocinetos). Foram analisadas 34 teleóginas no total, sendo realizadas 34 coletas por grupo, totalizando 68 coletas pareadas. Nas coletas do Grupo 1, observou-se predominância de escores 1 e 2, com maior frequência de detecção de esporocinetos e melhor qualidade de amostra, associada à maior volume de hemolinfa. Já no Grupo 2, houve predominância de escores 0 e 1, indicando redução na detecção parasitária e maior dificuldade de coleta. A comparação pareada entre os dois momentos evidenciou tendência de redução dos escores ao longo do tempo apesar da observação de um caso isolado de escore 3 em coleta tardia. Os resultados indicaram que o período entre o 3º e 5º dia pós-desprendimento representou o momento mais adequado para coleta de hemolinfa, por proporcionar melhor equilíbrio entre volume amostral e detecção parasitária. A padronização desse intervalo pode aumentar a sensibilidade diagnóstica, reduzir a ocorrência de resultados falso-negativos e contribuir para a reprodutibilidade de estudos epidemiológicos envolvendo Babesia spp. em carrapatos.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ANTUNES, Luíza Marteleto et al.. AVALIAÇÃO TEMPORAL DA HEMOLINFA DE RHIPICEPHALUS MICROPLUS PARA DETECÇÃO DE ESPOROCINETOS DE BABESIA SPP. EM ÁREA ENDÊMICA DE BABESIOSE.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1565787-AVALIACAO-TEMPORAL-DA-HEMOLINFA-DE-RHIPICEPHALUS-MICROPLUS-PARA-DETECCAO-DE-ESPOROCINETOS-DE-BABESIA-SPP-EM-ARE. Acesso em: 01/11/2026

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