EXPOSIÇÃO SOROLÓGICA A RICKETTSIA SPP. EM ANIMAIS DOMÉSTICOS E SILVESTRES EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
EXPOSIÇÃO SOROLÓGICA A RICKETTSIA SPP. EM ANIMAIS DOMÉSTICOS E SILVESTRES EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL
Autores
  • Ivaneide Nunes da Costa
  • Marcelo Bahia Labruna
  • Kamila Pereira De França
  • Gabriel Moreira Valença
  • Lilith Helena de Castro Barroso
  • Jansen Fernandes de Medeiros
  • André de Abreu Rangel Aguirre
Modalidade
Resumo
Área temática
Protozoologia e patógenos transmitidos por vetores
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1565626-exposicao-sorologica-a-rickettsia-spp-em-animais-domesticos-e-silvestres-em-unidades-de-conservacao-da-amazonia
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Cães, marsupiais, equinos, roedores
Resumo
As riquetsioses são zoonoses transmitidas por carrapatos e relevantes para a saúde pública, cujo conhecimento epidemiológico no Brasil é limitado, com a Amazônia ainda pouco estudada. Mesmo com poucos casos humanos notificados, essa região pode sustentar circulação enzoótica silenciosa de Rickettsia spp. Diante disso, esse estudo avaliou a exposição sorológica desses agentes em animais domésticos e silvestres em Unidades de Conservação da Amazônia Ocidental com diferentes níveis de antropização. A investigação sorológica foi conduzida por meio da Reação de Imunofluorescência Indireta (IFI), utilizando amostras de soro de cães (n=336), equinos (n=54), roedores (n=50) e marsupiais (n=65). Os soros foram testados contra antígenos de cinco espécies de Rickettsia circulantes no Brasil (R. rickettsii, R. parkeri, R. amblyommatis, R. rhipicephali e R. bellii). Inicialmente, todas as amostras foram triadas na diluição 1:64 e, aquelas reagentes, tituladas em diluições seriadas. Títulos pelo menos quatro vezes superiores para um determinado antígeno foram considerados sugestivos de reação homóloga, permitindo inferências mais conservadoras frente às reações cruzadas conhecidas entre riquétsias. Nas áreas adjacentes ao Parque Nacional Mapinguari (PM) e ao Parque Natural de Porto Velho (PN). Observou se soropositividade em cães, equinos e marsupiais em ambas as localidades, com frequências variando de 30,1% a 34,4% nos cães, 26,3% a 42,9% nos equinos e 25,0% a 69,0% nos marsupiais. Nenhum dos 50 roedores avaliados apresentou reatividade sorológica. Em todos os grupos soropositivos, houve predomínio marcante de anticorpos contra Rickettsia bellii, frequentemente associados a títulos compatíveis com reação homóloga. Reatividades para R. amblyommatis e R. parkeri também foram observadas, geralmente em menor intensidade e com ampla sobreposição sorológica, enquanto anticorpos contra R. rickettsii e R. rhipicephali ocorreram em baixas frequências. Esse padrão foi consistente entre as duas áreas estudadas. Os resultados indicam ampla exposição de animais domésticos e silvestres a Rickettsia spp. na Amazônia Ocidental, com predominância de riquétsias aparentemente não patogênicas, especialmente R. bellii, sugerindo a existência de ciclos enzoóticos estáveis e silenciosos na região.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Ivaneide Nunes da et al.. EXPOSIÇÃO SOROLÓGICA A RICKETTSIA SPP. EM ANIMAIS DOMÉSTICOS E SILVESTRES EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1565626-EXPOSICAO-SOROLOGICA-A-RICKETTSIA-SPP-EM-ANIMAIS-DOMESTICOS-E-SILVESTRES-EM-UNIDADES-DE-CONSERVACAO-DA-AMAZONIA. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

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