BIOENSAIOS LABORATORIAIS COMO FERRAMENTAS PREDITIVAS DA EFICÁCIA A CAMPO DE CARRAPATICIDAS SISTÊMICOS PARA CONTROLE DE RHIPICEPHALUS MICROPLUS

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
BIOENSAIOS LABORATORIAIS COMO FERRAMENTAS PREDITIVAS DA EFICÁCIA A CAMPO DE CARRAPATICIDAS SISTÊMICOS PARA CONTROLE DE RHIPICEPHALUS MICROPLUS
Autores
  • Jose Reck
  • GUILHERME KLAFKE
Modalidade
Resumo
Área temática
Reunião de Resistência a Carrapaticidas
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1564670-bioensaios-laboratoriais-como-ferramentas-preditivas-da-eficacia-a-campo-de-carrapaticidas-sistemicos-para-contr
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
resistência, carrapaticidas, biocarrapaticidograma
Resumo
Ao estabelecer um programa de controle do carrapato, a escolha do carrapaticida deve ser orientada pelo perfil de suscetibilidade da população presente na propriedade, aumentando a probabilidade de sucesso do tratamento a campo. Nesse contexto, os bioensaios laboratoriais são ferramentas úteis para apoiar recomendações técnicas, mas sua capacidade de predizer a eficácia dos tratamentos deve ser avaliada para diferentes princípios ativos, formulações e condições de campo. Assim, este estudo comparou os resultados de bioensaios laboratoriais com a eficácia a campo dos carrapaticidas sistêmicos ivermectina e fluazuron em propriedades bovinas de diferentes municípios do Rio Grande do Sul, Brasil. O estudo foi conduzido em sete propriedades de bovinos de corte. Amostras de Rhipicephalus microplus foram coletadas previamente aos tratamentos e submetidas a bioensaios laboratoriais. Para ivermectina, foi utilizado o teste de imersão de larvas (TIL), para a estimativa da razão de resistência. Para fluazuron, foi utilizado o teste de imersão de adultos (TIA), com avaliação da redução da eclosão larval. Os ensaios a campo foram realizados em desenho pareado, incluindo contagem e randomização dos animais no dia do tratamento, grupo controle não tratado e avaliação da eficácia no 28º dia após a aplicação de ivermectina injetável 3,15% ou fluazuron pour-on 2,5%. Para ivermectina, os resultados laboratoriais apresentaram forte associação com a eficácia a campo. A razão de resistência obtida no TIL apresentou elevada associação com a eficácia observada, com R² = 0,975. Populações com maior suscetibilidade nos bioensaios apresentaram maior eficácia após o tratamento, enquanto populações com menor mortalidade larval ou maior razão de resistência apresentaram menor eficácia. Para fluazuron, a eficácia in vitro estimada pelo TIA também apresentou associação com a eficácia a campo, com R² = 0,7947. Populações com baixa redução da eclosão larval apresentaram baixa eficácia do tratamento, enquanto populações com elevada eficácia in vitro apresentaram melhor desempenho a campo. Os resultados indicam que os bioensaios avaliados apresentaram associação consistente com a eficácia a campo, especialmente para ivermectina, reforçando seu potencial como ferramentas preditivas para orientar recomendações de tratamento e apoiar o manejo sustentável da resistência em R. microplus.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RECK, Jose; KLAFKE, GUILHERME. BIOENSAIOS LABORATORIAIS COMO FERRAMENTAS PREDITIVAS DA EFICÁCIA A CAMPO DE CARRAPATICIDAS SISTÊMICOS PARA CONTROLE DE RHIPICEPHALUS MICROPLUS.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1564670-BIOENSAIOS-LABORATORIAIS-COMO-FERRAMENTAS-PREDITIVAS-DA-EFICACIA-A-CAMPO-DE-CARRAPATICIDAS-SISTEMICOS-PARA-CONTR. Acesso em: 01/11/2026

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