PRIMEIRO RELATO DE COINFECÇÃO POR RICKETTSIA BELLII E RICKETTSIA PARKERI CEPA MATA ATLÂNTICA EM AMBLYOMMA OVALE NO ESTADO RIO DE JANEIRO, BRASIL.

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
PRIMEIRO RELATO DE COINFECÇÃO POR RICKETTSIA BELLII E RICKETTSIA PARKERI CEPA MATA ATLÂNTICA EM AMBLYOMMA OVALE NO ESTADO RIO DE JANEIRO, BRASIL.
Autores
  • Thaís Silva Oliveira
  • Isadora dos Santos Dias
  • Diogo dos Santos Maia
  • Wendi Eugenio de Jesus Silva
  • Ellen Meireles Brandão
  • Gilliard do Nascimento Ferreira
  • Jônathan David Ribas Chagas
  • Lucas Aguiar Rosa Machado
  • Tassia Torres Furtado
  • Matheus Dias Cordeiro
  • Douglas McIntosh
  • Bruna de Azevedo Baêta
Modalidade
Resumo
Área temática
Protozoologia e patógenos transmitidos por vetores
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1561953-primeiro-relato-de-coinfeccao-por-rickettsia-bellii-e-rickettsia-parkeri-cepa-mata-atlantica-em-amblyomma-ovale-
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Biologia molecular, acarologia, exclusão rickettsial.
Resumo
As rickettsioses transmitidas por carrapatos apresentam dinâmica influenciada pela interação entre agentes e vetores. No Brasil, Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica, transmitida por Amblyomma ovale, associa-se a quadros clínicos brandos de febre maculosa. Paralelamente, Rickettsia bellii apresenta ampla distribuição no gênero Amblyomma e patogenicidade incerta, embora existam evidências experimentais da formação de escaras de inoculação. Essa espécie tem sido relacionada ao fenômeno de exclusão rickettsial, no qual infecções prévias reduzem a transmissão transovariana de espécies patogênicas. Entretanto, registros de coinfecção indicam interações mais complexas do que as previamente propostas. O presente estudo investigou a infecção por Rickettsia em carrapatos de vida livre coletados na Área de Relevante Interesse Ecológico Floresta da Cicuta (ARIEFC), Volta Redonda/RJ. O DNA foi extraído pelo método HotSHOT e os espécimes identificados por PCR-RFLP baseada em amplicons de 16S rDNA, com sequenciamento de 10% das amostras para confirmação. Foram aplicados ensaios de nested PCR direcionados aos genes sca2 e sca9 para R. bellii, e ompA e ompB para espécies do Grupo Febre Maculosa (GFM). Também foi realizada PCR-RFLP do gene ompA, utilizando as enzimas PstI e RsaI, seguida de sequenciamento das amostras positivas em todos os genes. Dos 46 carrapatos analisados, duas larvas foram identificadas como A. ovale. Uma apresentou positividade em ambos os ensaios para o GFM. A análise por PCR-RFLP posicionou essa amostra no complexo R. parkeri, e o sequenciamento de ompA e ompB confirmou sua identificação como R. parkeri cepa Mata Atlântica. Nos ensaios para sca2 e sca9, ambas as larvas foram positivas para R. bellii. A coinfecção detectada em larva não ingurgitada contrasta com a hipótese clássica de exclusão rickettsial e sugere transmissão transovariana simultânea. Embora estudos experimentais sejam necessários para avaliar a viabilidade dessa coinfecção ao longo do ciclo biológico do carrapato, os resultados sugerem que a interferência transovariana não impede totalmente a manutenção de múltiplas rickettsias em uma mesma linhagem. A detecção de R. parkeri cepa Mata Atlântica na ARIEFC, associada à sua circulação em cães no entorno, em concordância com estudos realizados em áreas adjacentes, levanta a hipótese da existência de um ciclo ativo envolvendo fauna silvestre e doméstica, o que eleva o risco de exposição humana. Este trabalho apresenta o primeiro relato desta coinfecção no estado do Rio de Janeiro e o segundo no Brasil. A baixa frequência de coinfecções na literatura reforça a necessidade da utilização de protocolos sensíveis para compreender a real complexidade das interações rickettsiais.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

OLIVEIRA, Thaís Silva et al.. PRIMEIRO RELATO DE COINFECÇÃO POR RICKETTSIA BELLII E RICKETTSIA PARKERI CEPA MATA ATLÂNTICA EM AMBLYOMMA OVALE NO ESTADO RIO DE JANEIRO, BRASIL... In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1561953-PRIMEIRO-RELATO-DE-COINFECCAO-POR-RICKETTSIA-BELLII-E-RICKETTSIA-PARKERI-CEPA-MATA-ATLANTICA-EM-AMBLYOMMA-OVALE-. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes