EVIDÊNCIAS SOROLÓGICAS DE EXPOSIÇÃO À RICKETTSIA SPP. EM ANIMAIS DOMÉSTICOS E SILVESTRES EM ÁREA COM ÓBITOS HUMANOS NOTIFICADOS COMO FEBRE MACULOSA NO NORDESTE DO BRASIL

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
EVIDÊNCIAS SOROLÓGICAS DE EXPOSIÇÃO À RICKETTSIA SPP. EM ANIMAIS DOMÉSTICOS E SILVESTRES EM ÁREA COM ÓBITOS HUMANOS NOTIFICADOS COMO FEBRE MACULOSA NO NORDESTE DO BRASIL
Autores
  • Bruna costa da gama
  • Thiago Fernandes Martins
  • Igor Silva Silito
  • Jonatas Campos de Almeida
  • Epitacio Correia de Farias Jr.
  • Marcelo Bahia Labruna
Modalidade
Resumo
Área temática
Protozoologia e patógenos transmitidos por vetores
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1561379-evidencias-sorologicas-de-exposicao-a------rickettsia-spp-----em-animais-domesticos-e-silvestres-em-area-com-ob
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Riquetsioses; Carrapatos; Zoonoses; Sorologia; Epidemiologia
Resumo
As Febres Maculosas (FM) são um conjunto de zoonoses causadas por bactérias Rickettsia spp. do Grupo da Febre Maculosa, transmitidas a humanos por carrapatos infectados. A severidade do quadro clínico da FM depende primariamente da espécie de Rickettsia envolvida, sendo algumas espécies mais patogênica que outras. Recentemente o Ministério da Saúde registrou dois óbitos humanos por FM no estado de Alagoas, porém, a espécie de Rickettsia não foi identificada. Até esses dois óbitos, Alagoas era considerado uma região silenciosa para FM. Diante desse cenário, o presente estudo teve como objetivo investigar a exposição a Rickettsia spp. em animais domésticos e silvestres em uma área rural do município de Maragogi, Alagoas, onde viviam as duas pessoas que morreram, supostamente por FM. Trata-se de um estudo transversal, no qual foram coletadas amostras de sangue de cães, gatos e equinos, além de pequenos mamíferos silvestres. As amostras foram analisadas por reação de imunofluorescência indireta (RIFI) utilizando antígenos de Rickettsia rickettsii, Rickettsia parkeri, Rickettsia amblyommatis, Rickettsia rhipicephali e Rickettsia bellii, considerando títulos =64 como indicativos de exposição. Foram coletadas amostras de 74 animais, sendo 66 domésticos e oito silvestres. Entre os animais domésticos, 65,1% (43/66) apresentaram anticorpos contra pelo menos uma espécie de Rickettsia, com destaque para cães (81,4%; 35/43) seguidos de gatos (50,0%; 6/12) e equinos (36,3%; 4/11). Na fauna silvestre, 100% (8/8) dos animais (roedores cricetídeos e marsupiais) apresentaram sororreatividade. Os títulos variaram de 64 a 1024, com predominância de sororreatividade para R. parkeri (71,6%; 53/74), muito embora os marsupiais tenham apresentado maiores títulos para R. amblyommatis. Os achados evidenciam a circulação de diferentes espécies de Rickettsia na área estudada, reforçando o papel de animais domésticos e silvestres como sentinelas epidemiológicas, indicando risco potencial para a população humana local. No entanto, não houve evidência sorológica de circulação de R. rickettsii, a única espécie, até o momento, que foi associada a casos fatais de FM no país.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GAMA, Bruna costa da et al.. EVIDÊNCIAS SOROLÓGICAS DE EXPOSIÇÃO À RICKETTSIA SPP. EM ANIMAIS DOMÉSTICOS E SILVESTRES EM ÁREA COM ÓBITOS HUMANOS NOTIFICADOS COMO FEBRE MACULOSA NO NORDESTE DO BRASIL.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1561379-EVIDENCIAS-SOROLOGICAS-DE-EXPOSICAO-A------RICKETTSIA-SPP-----EM-ANIMAIS-DOMESTICOS-E-SILVESTRES-EM-AREA-COM-OB. Acesso em: 01/11/2026

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