TERMOGRAFIA OCULAR COMO FERRAMENTA COMPLEMENTAR NO MONITORAMENTO DA RESPOSTA TÉRMICA EM OVINOS INFECTADOS POR TRYPANOSOMA VIVAX

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
TERMOGRAFIA OCULAR COMO FERRAMENTA COMPLEMENTAR NO MONITORAMENTO DA RESPOSTA TÉRMICA EM OVINOS INFECTADOS POR TRYPANOSOMA VIVAX
Autores
  • Nicolly Louise Posseti Ribas
  • Anna julia Gomes cardoso
  • LAVINIA BERGAMO DE CASTRO
  • Romaine Bento Da Silva
  • Júlia Beatriz de Miranda
  • GIOVANA TINELLI ARIOSO
  • Fabiano Antonio Cadioli
  • Breno Fernando Martins de Almeida
  • Tayna Rosendo
Modalidade
Resumo
Área temática
Protozoologia e patógenos transmitidos por vetores
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1558442-termografia-ocular-como-ferramenta-complementar-no-monitoramento-da-resposta-termica-em-ovinos-infectados-por-tr
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Fase aguda, febre, imagem infravermelha, parasitemia, ruminantes.
Resumo
A infecção por Trypanosoma vivax em ruminantes apresenta evolução dinâmica, com oscilações de parasitemia e manifestações clínicas que nem sempre ocorrem simultaneamente ao pico parasitário. Nesse contexto, a avaliação térmica pode auxiliar no monitoramento da resposta sistêmica por métodos rápidos e não invasivos. Este estudo teve como objetivo avaliar a relação temporal entre parasitemia, temperatura retal e termografia ocular em ovinos experimentalmente infectados por T. vivax. Foram avaliados 32 ovinos, sendo 24 infectados experimentalmente e 8 controles não infectados, acompanhados na fase aguda de infecção por 15 dias. A parasitemia foi estimada pela técnica de Brener (1961), a temperatura retal foi aferida por termômetro digital e a temperatura ocular por termografia infravermelha com termógrafo Flir®, utilizando-se a média entre os olhos. Após teste de normalidade, as comparações foram realizadas por análise de variância para medidas repetidas, com pós-teste de Tukey, ou teste de Friedman, com pós-teste de Dunn. As associações foram avaliadas por correlação de Spearman, e a relação temporal entre picos térmicos e parasitêmicos foi analisada individualmente, adotando-se p<0,05. A parasitemia apresentou comportamento flutuante, com picos individuais entre 9,80×105 e 1,81×107 parasitos/mL (mediana 8,25×106 parasitos/mL). Os ovinos infectados apresentaram maior temperatura retal média que os controles (39,37 ± 0,85 °C vs. 38,51 ± 0,66 °C; p < 0,001). A parasitemia apresentou associação positiva, porém fraca, com a temperatura retal (? = 0,178; p < 0,001), sem associação significativa com a temperatura ocular (? = -0,013; p = 0,804). Em contrapartida, a temperatura ocular apresentou correlação moderada com a temperatura retal (? = 0,505; p < 0,001), indicando que reflete predominantemente a resposta térmica sistêmica. Na análise temporal individual, o pico da temperatura retal ocorreu em média 48 antes do pico parasitêmico em 11/24 ovinos e de forma concomitante em 10/24, enquanto o pico da temperatura ocular antecedeu o pico parasitêmico em 20/24 animais e coincidiu em 3/24. Esse padrão foi significativo para ambas as variáveis (p = 0,003 e p < 0,001, respectivamente). Esses achados demonstram que a elevação térmica ocorre precocemente ou concomitante ao pico parasitêmico, com maior antecipação pela termografia ocular. Embora a temperatura ocular não tenha se associado diretamente à magnitude da parasitemia, sua correlação com a temperatura retal reforça seu potencial como ferramenta complementar, rápida e não invasiva para monitoramento da resposta térmica sistêmica em ovinos infectados por T. vivax, desde que interpretada com a avaliação clínica e parasitológica.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RIBAS, Nicolly Louise Posseti et al.. TERMOGRAFIA OCULAR COMO FERRAMENTA COMPLEMENTAR NO MONITORAMENTO DA RESPOSTA TÉRMICA EM OVINOS INFECTADOS POR TRYPANOSOMA VIVAX.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1558442-TERMOGRAFIA-OCULAR-COMO-FERRAMENTA-COMPLEMENTAR-NO-MONITORAMENTO-DA-RESPOSTA-TERMICA-EM-OVINOS-INFECTADOS-POR-TR. Acesso em: 24/10/2026

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