COMUNIDADE DE HELMINTOS EM MONODELPHIS DOMESTICA NA CAATINGA BAIANA

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
COMUNIDADE DE HELMINTOS EM MONODELPHIS DOMESTICA NA CAATINGA BAIANA
Autores
  • Kelly Sousa De Alvarenga
  • Dirceu Guilherme de Souza Ramos
  • Valdinei Cristi Koppe
  • Richard de Campos Pacheco
  • Eduardo José Lopes Torres
  • Beatriz Elise de Andrade Silva
Modalidade
Resumo
Área temática
Helmintologia
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1548023-comunidade-de-helmintos-em-monodelphis-domestica-na-caatinga-baiana
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Didelphidae, Helmintofauna, Biodiversidade, Ecologia Parasitária
Resumo
O gênero Monodelphis (Burnett, 1830) apresenta 22 espécies descritas, sendo composto por pequenos didelfídeos que possuem distribuição Neotropical, restrita às Américas do Sul e Central, ocorrendo com maior diversidade no Brasil. A espécie Monodelphis domestica (Wagner, 1842) possui hábitos noturnos e terrestres. No Brasil, sua distribuição compreende o Distrito Federal e estados de Alagoas, Ceará, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Piauí e parte dos estados da Bahia, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Maranhão, Rondônia, Sergipe, Rio Grande do Norte e Tocantins. O bioma Caatinga é o único exclusivamente brasileiro, e apesar de ter uma fauna bem diversa, sua helmintofauna ainda é pouco explorada. Os trabalhos sobre a helmintofauna de M. domestica produzidos até o momento relatam apenas descrições pontuais de parasitos, carecendo de detalhes sobre interações parasito-hospedeiro e de análise ecológica robusta. Para este estudo foram recuperados 12 espécimes de M. domestica de cavernas na Caatinga do município de Gentio do Ouro, estado da Bahia. O período de coleta foi de 24 de agosto a 01 de setembro de 2016. Depois de eutanasiados e necropsiados, vísceras como: estômago, intestino delgado, intestino grosso e fígado foram extraídos e preservados em álcool 70%. Todos os órgãos foram analisados no Laboratório de Helmintologia Romero Lascasas Porto com o auxílio de estereomicroscópio. Todos os hospedeiros estavam positivos com pelo menos um helminto, totalizando 280 espécimes. Com base na microscopia de luz, realizamos a identificação morfológica através de caracteres taxonômicos que nos permitiram identificar até o nível de gênero, além disso calculamos a prevalência dos helmintos identificados. Como resultado, foram identificados dentro do filo Nematoda, os gêneros Pterygodermatites (n= 10; 83,33%), seguido por Aspidodera (n= 9; 75%), Trichuris (n= 8; 66,67%), larvas de nematódeos (n= 3; 25%) e Spirura (n= 1; 8,33%), além de dois espécimes do filo Acanthocephala (n=2; 16,67%). Os resultados preliminares apresentados contribuem com novos dados da helmintofauna de M. domestica no bioma Caatinga, sendo os gêneros Trichuris, Pterygodermatites e Spirura, registrados pela primeira vez neste hospedeiro. Desta forma, o trabalho fornece subsídio para que novos estudos da interação parasito-hospedeiro sejam elaborados, inclusive indicando a relação destes parasitos com possíveis mecanismos de transmissão mais prevalentes neste bioma.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ALVARENGA, Kelly Sousa De et al.. COMUNIDADE DE HELMINTOS EM MONODELPHIS DOMESTICA NA CAATINGA BAIANA.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1548023-COMUNIDADE-DE-HELMINTOS-EM-MONODELPHIS-DOMESTICA-NA-CAATINGA-BAIANA. Acesso em: 16/10/2026

Trabalho

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