ESTRUTURA DE COMUNIDADES DE HELMINTOS ASSOCIADAS À PEQUENOS DIDELFÍDEOS DO PANTANAL DO MATO GROSSO DO SUL

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
ESTRUTURA DE COMUNIDADES DE HELMINTOS ASSOCIADAS À PEQUENOS DIDELFÍDEOS DO PANTANAL DO MATO GROSSO DO SUL
Autores
  • Eliseu Baldez do Nascimento Neto
  • Nayara Yoshie Sano
  • Eduardo José Lopes Torres
Modalidade
Resumo
Área temática
Helmintologia
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1547625-estrutura-de-comunidades-de-helmintos-associadas-a-pequenos-didelfideos-do-pantanal-do-mato-grosso-do-sul
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Didelphimorphia, Nematoda, Rede de interações, Substituição de espécies, Saúde única
Resumo
O Pantanal, uma das maiores planícies inundáveis do planeta, vem sofrendo pressões antrópicas que impactam na reorganização da fauna, especialmente em pequenos mamíferos e, consequentemente, nas comunidades de parasitos associadas. Neste estudo avaliamos a composição e a estrutura das redes das comunidades de helmintos de pequenos marsupiais coletados em duas localidades no Pantanal Sul-mato-grossense: Área conservada (Fazenda Nhumirim); e Área antropizada (Assentamento Tamarineiro 2). Para isso, integramos dados das coletas destes hospedeiros utilizando armadilhas live-trap, com iscas atrativas, no solo e sub-bosque totalizando 800 armadilhas-noite. Foram capturados 49 indivíduos pertencentes a cinco espécies de didelfídeos, Gracilinanus agilis, Marmosops ocellatus, Marmosa (Micoureus) budini, Thylamys macrurus e Monodelphis domestica, os quais foram anestesiados e eutanasiados conforme protocolos de ética animal aprovados. Todos os helmintos foram separados em solução salina para posteriormente serem contados, identificados previamente e fixados quimicamente. Foi verificado que 26 marsupiais estavam infectados por 11 espécies de helmintos (10 nematoides e um cestódeo). A área antropizada apresentou maior riqueza (oito espécies) em relação à conservada (sete), com padrão associado a substituição de espécies parasitos, sendo que os monoxenos representaram a maior carga parasitária. Na área conservada, Didelphoxyuris thylamisis apresentou prevalência de 4,2%, intensidade média de 108 e abundância média de 4,50 (0 – 13,50), enquanto na área antropizada esses valores foram 28% de prevalência, com intensidade média de 80,29 e abundância média de 22,48 (1,92 – 63,40). Gracilioxyuris agilisis exibiu prevalência semelhante entre as áreas (16%), com maior intensidade e abundância na área antropizada 117,75 (13,25 – 221) e 18,84 (1,16 – 58,36) em comparação à conservada 33,5 (5,75 – 85,25) e 5,58 (0,71 – 23,67). Helmintos heteroxenos apresentaram baixas abundâncias (0,04 a 0,84), independentemente da localidade. As redes parasito-hospedeiro diferiram entre as áreas: a área conservada apresentou especialização e baixa modularidade (H2' = 0,71; Qw = 0,09), enquanto a área antropizada apresentou menor especialização e modularidade (H2' = 0,50; Qw = 0,02). A rede conjunta apresentou baixa especialização (H2' = 0,17) e modularidade (Qw = 0,03), com conectividade sustentada principalmente pelo hospedeiro Gracilinanus agilis e por nematoides monoxenos dominantes. Nossos resultados sugerem que a perturbação ambiental não apenas altera a composição das comunidades parasitárias, mas também pode simplificar sua organização estrutural, favorecendo espécies generalistas e ciclos diretos. Esses padrões reforçam o papel de pequenos marsupiais e suas redes de parasitos como sentinelas ecológicas sensíveis e destacam implicações relevantes para a dinâmica de transmissão sob a perspectiva de Saúde Única.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NETO, Eliseu Baldez do Nascimento; SANO, Nayara Yoshie; TORRES, Eduardo José Lopes. ESTRUTURA DE COMUNIDADES DE HELMINTOS ASSOCIADAS À PEQUENOS DIDELFÍDEOS DO PANTANAL DO MATO GROSSO DO SUL.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1547625-ESTRUTURA-DE-COMUNIDADES-DE-HELMINTOS-ASSOCIADAS-A-PEQUENOS-DIDELFIDEOS-DO-PANTANAL-DO-MATO-GROSSO-DO-SUL. Acesso em: 16/10/2026

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