PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA FEBRE MACULOSA EM GOIÁS, BRASIL: SÉRIE HISTÓRICA DE 2010 A 2024.

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA FEBRE MACULOSA EM GOIÁS, BRASIL: SÉRIE HISTÓRICA DE 2010 A 2024.
Autores
  • Mariana Avelar Tavares
  • Larissa Araújo Leal Reis
  • HELTON FREIRES OLIVEIRA
  • Warley Vieira de Freitas Paula
  • Raphaela Bueno Mendes Bittencourt
  • Jonatas Campos de Almeida
  • Felipe da Silva Krawczak
Modalidade
Resumo
Área temática
Protozoologia e patógenos transmitidos por vetores
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1545694-perfil-clinico-epidemiologico-da-febre-maculosa-em-goias-brasil--serie-historica-de-2010-a-2024
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Rickettsia parkeri, Goiás, saúde pública.
Resumo
No Brasil, duas riquétsias estão associadas à febre maculosa (FM) em humanos: Rickettsia rickettsii, agente da forma mais grave e letal, e Rickettsia parkeri cepa Mata Atlântica, causadora da forma mais branda e sem letalidade. Em Goiás, embora haja casos confirmados desde 2010, ainda não está elucidado qual é o agente etiológico da FM nem sua cadeia epidemiológica. Portanto, este estudo objetivou descrever o perfil clínico-epidemiológico dos casos notificados para FM em Goiás, no período de 2010 a 2024, constituindo uma série histórica de 14 anos. Os dados foram obtidos dos sistemas SINAN-NET e GAL e analisados segundo variáveis sociodemográficas, clínicas, epidemiológicas, laboratoriais e de evolução. De 2010 a 2024 foram notificados 524 casos para FM, dos quais 19 foram confirmados. O perfil dos positivos foi de homens (13/19; 68,4%) adultos (12/19; 63,1%) e pardos (11/19; 57,9%). O maior número de notificações (154/524; 29,4%) ocorreu em 2023, enquanto o de confirmações (10/19; 52,6%) foi em 2024, com o início dos sintomas predominando em agosto (4/19; 21%), seguido de julho, setembro e outubro (3/19; 15,8% cada). Os sinais e sintomas mais comuns foram febre (19/19; 100%), cefaleia (17/19; 89,4%), mialgia (15/19; 78,9%), prostração (11/19; 57,8%), náusea (11/19; 57,8%) e exantema (10/19; 52,6%). Os pacientes relataram exposição a ambientes de matas, cachoeiras ou rios (16/19; 84,2%), além de contato com carrapatos (15/19; 79%) e cães ou gatos (11/19; 57,8%). Predominou caráter autóctone nos casos (10/19; 52,6%) com local provável de infecção na zona rural (14/19; 73,6%) e seu ambiente apresentou proporções iguais para domiciliar e de lazer (7/19; 36,8%) com a predominância de homens para ambos (5/7; 71,4% e 6/7 85,7%, respectivamente). A hospitalização não foi necessária para grande parte (12/19; 63,1%), já entre os hospitalizados, a média de permanência foi de 6,6 dias. Todos os casos foram confirmados por critério laboratorial, majoritariamente por reação de imunofluorescência indireta (RIFI) (18/19; 94,7%) e com títulos baixos de soroconversão (64-2048). Todos evoluíram para a cura. O perfil-epidemiológico encontrado dos pacientes mostrou uma forma de FM branda e sem letalidade, padrão também visto na infecção por R. parkeri cepa Mata Atlântica. Já a sazonalidade dos casos evidencia a relação entre a dinâmica sazonal de larvas e ninfas de Amblyomma sculptum, principal vetor da FM causada por R. rickettsii no Brasil. Os achados permitem delinear o panorama da FM em Goiás e subsidiar a construção de estratégias preventivas e de educação em saúde mais direcionadas.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TAVARES, Mariana Avelar et al.. PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DA FEBRE MACULOSA EM GOIÁS, BRASIL: SÉRIE HISTÓRICA DE 2010 A 2024... In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1545694-PERFIL-CLINICO-EPIDEMIOLOGICO-DA-FEBRE-MACULOSA-EM-GOIAS-BRASIL--SERIE-HISTORICA-DE-2010-A-2024. Acesso em: 16/10/2026

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