REPOSICIONAMENTO DE ANTIMALÁRICOS E INIBIÇÃO DE PROTEASES COMO ESTRATÉGIA CONTRA BABESIA OVIS IN VITRO

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
REPOSICIONAMENTO DE ANTIMALÁRICOS E INIBIÇÃO DE PROTEASES COMO ESTRATÉGIA CONTRA BABESIA OVIS IN VITRO
Autores
  • Eduarda de Oliveira Silva Lima Machado
  • Raquel da Cruz Soares
  • Jéssica Sofia Vieira Malaquias
  • Gustavo Capatti Cassiano
  • MARISTELA PECKLE PEIXOTO
  • Ana Gonçalves Domingos
  • Sandra Isabel Antunes
Modalidade
Resumo
Área temática
Protozoologia e patógenos transmitidos por vetores
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1545658-reposicionamento-de-antimalaricos-e-inibicao-de-proteases-como-estrategia-contra-babesia-ovis-in-vitro
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
babesiose ovina, SYBR Green I, IC50, ensaio de viabilidade
Resumo
A babesiose ovina por Babesia ovis representa um importante problema sanitário e econômico na produção de pequenos ruminantes. As opções terapêuticas, como dipropionato de imidocarb e aceturato de diminazeno, apresentam limitações, incluindo eliminação incompleta do parasito, manutenção do estado de portador, acúmulo de resíduos tóxicos e desenvolvimento de resistência, evidenciando a necessidade de novas estratégias. Nesse contexto, proteases parasitárias destacam-se como alvos promissores devido ao seu papel na invasão, egressão e aquisição de nutrientes. Além disso, a proximidade evolutiva entre Babesia e Plasmodium tem incentivado o reposicionamento de fármacos antimaláricos. Assim, este estudo avaliou in vitro a atividade de inibidores de proteases cisteínicas e de antimaláricos sobre o crescimento de B. ovis. As culturas foram mantidas em eritrócitos ovinos a 37 °C, em atmosfera microaerofílica, utilizando meio M199 suplementado. A atividade dos compostos foi determinada por ensaio de fluorescência com SYBR Green I, no qual os antimaláricos LDT-146, azul de metileno, halofantrina e cipargamina, e os inibidores de protease PG1 e PG2 foram testados, em triplicata, em cinco concentrações (5-0,3125 µM), por 96 h. A parasitemia inicial foi de 1%, e o crescimento parasitário foi quantificado por fluorescência para determinação dos valores de IC50. A recuperação parasitária foi avaliada por ensaio de viabilidade. LDT-146, azul de metileno e halofantrina apresentaram inibição dependente da concentração e do tempo, com maior eficácia nas concentrações mais elevadas (IC50: 0,725 µM; 0,64 µM; e 2,874 µM, respectivamente). Observou-se ausência de recuperação parasitária em altas concentrações e recrudescência em doses inferiores, indicando efeito citocida em níveis elevados e citostático em concentrações subinibitórias. A cipargamina demonstrou potente inibição da viabilidade de B. ovis, com supressão quase completa até 96 h. Devido à sua elevada potência, o IC50 foi estimado em 6,93 nM a partir de diluições seriadas (1:3). Seu perfil indicou efeito citocida em altas concentrações e citostático reversível em níveis mais baixos, sugerindo comportamento dependente de limiar. Os inibidores PG1 e PG2 reduziram o crescimento parasitário de forma dependente da concentração e do tempo, com inibição de até 98% e IC50 de 1,047 µM e 1,813 µM, respectivamente, indicando maior potência do PG1. Os resultados reforçam o potencial do reposicionamento de antimaláricos e das proteases como alvos promissores para o desenvolvimento de novas estratégias antibabesiais. Este é o primeiro relato da atividade desses compostos contra B. ovis, abrindo perspectivas para estudos futuros de toxicidade, efeitos hemolíticos, resistência e terapias combinadas.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MACHADO, Eduarda de Oliveira Silva Lima et al.. REPOSICIONAMENTO DE ANTIMALÁRICOS E INIBIÇÃO DE PROTEASES COMO ESTRATÉGIA CONTRA BABESIA OVIS IN VITRO.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1545658-REPOSICIONAMENTO-DE-ANTIMALARICOS-E-INIBICAO-DE-PROTEASES-COMO-ESTRATEGIA-CONTRA-BABESIA-OVIS-IN-VITRO. Acesso em: 16/10/2026

Trabalho

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