DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE BIOMPHALARIA SPP. NO ESTADO DO PARÁ: ATUALIZAÇÃO DAS ÁREAS DE RISCO PARA ESQUISTOSSOMOSE

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE BIOMPHALARIA SPP. NO ESTADO DO PARÁ: ATUALIZAÇÃO DAS ÁREAS DE RISCO PARA ESQUISTOSSOMOSE
Autores
  • Salathyel Farias Pereira
  • Shirley Ferreira de Oliveira Nascimento
  • Isabelle Helena Lima Dias
  • ÁLVARO LUAN SANTANA FONSECA
  • Ricardo José de Paula Souza e Guimarães
  • Christiane De Oliveira Goveia
Modalidade
Resumo
Área temática
Helmintologia
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1541827-distribuicao-espacial-e-identificacao-molecular-de-biomphalaria-spp-no-estado-do-para--atualizacao-das-areas-de
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Schistosoma mansoni, Malacologia médica, Epidemiologia espacial, Vigilância em Saúde Pública, Amazônia
Resumo
A esquistossomose mansônica permanece como um grave desafio de saúde pública em regiões tropicais. A dinâmica de transmissão da doença envolve uma complexa interface ambiente–animal–humano, característica dos sistemas parasitários de importância para a abordagem integrada em saúde (One Health). Na Amazônia brasileira, a vasta extensão territorial e a complexidade das bacias hidrográficas dificultam o mapeamento dos planorbídeos hospedeiros intermediários. A superação das limitações da taxonomia morfológica tradicional exige a aplicação de ferramentas moleculares para um monitoramento epidemiológico preciso para identificar as espécies do gênero Biomphalaria circulantes no estado do Pará, determinar sua distribuição geográfica e identificar áreas potenciais de transmissão da esquistossomose. Entre setembro de 2013 e setembro de 2018, conduziram-se inquéritos malacológicos em 83 municípios paraenses. Os moluscos foram avaliados quanto à liberação de cercárias de Schistosoma mansoni. A identificação taxonômica foi realizada por meio de morfologia comparada e, quando necessário, confirmada pela técnica molecular PCR-RFLP, direcionada à região ITS-rDNA. Foram obtidos 24.289 planorbídeos em 50 municípios. A infecção natural por S. mansoni foi detectada em 1,4% (293) dos espécimes examinados, sendo todos pertencentes à espécie B. glabrata, evidenciando focos ativos de transmissão. A análise integrada confirmou a circulação de seis espécies: B. glabrata, B. tenagophila, B. straminea, B. kuhniana, B. schrammi e B. occidentalis. A modelagem espacial por densidade de Kernel evidenciou que o risco de transmissão se concentra nas mesorregiões Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense. A análise integrada permitiu confirmar a circulação de seis espécies de Biomphalaria no estado do Pará, com detecção de infecção natural por S. mansoni exclusivamente em B. glabrata, concentrada nas mesorregiões Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense. A abordagem baseada em biologia molecular associada ao geoprocessamento possibilitou a atualização rigorosa do mapa planorbídico regional. A compreensão da distribuição ecológica dos hospedeiros intermediários contribui para estratégias integradas de vigilância ambiental, animal e humana. Tais evidências são cruciais para o direcionamento estratégico de políticas para a esquistossomose, contribuindo para o fortalecimento das estratégias de vigilância e controle da doença na região amazônica.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PEREIRA, Salathyel Farias et al.. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL E IDENTIFICAÇÃO MOLECULAR DE BIOMPHALARIA SPP. NO ESTADO DO PARÁ: ATUALIZAÇÃO DAS ÁREAS DE RISCO PARA ESQUISTOSSOMOSE.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1541827-DISTRIBUICAO-ESPACIAL-E-IDENTIFICACAO-MOLECULAR-DE-BIOMPHALARIA-SPP-NO-ESTADO-DO-PARA--ATUALIZACAO-DAS-AREAS-DE. Acesso em: 13/10/2026

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