CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE PHYSOCEPHALUS MERIDIONALIS EM TAPIRUS TERRESTRIS

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE PHYSOCEPHALUS MERIDIONALIS EM TAPIRUS TERRESTRIS
Autores
  • Lizandra Fernandes da Silva
  • Mell Mosqueira
  • Nicoly Ferreira de Urzedo
  • João Victor de Oliveira Araújo Alves
  • Romero Monteiro Povoa Filho
  • Maria Laura Mendes Morais
  • José Alberto Iannacone Oliver
  • Dirceu Guilherme de Souza Ramos
Modalidade
Resumo
Área temática
Helmintologia
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1531718-caracterizacao-morfologica-de-physocephalus-meridionalis-em-tapirus-terrestris
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Antas, cerrado, nematódeo, trato gastrointestinal
Resumo
A anta brasileira (Tapirus terrestris), maior mamífero terrestre do Brasil, desempenha um papel ecológico vital e abriga uma diversificada fauna de helmintos. Dentre esses, destaca-se o nematódeo Physocephalus meridionalis (Spirocercidae), parasita comumente encontrado no trato gastrointestinal de mamíferos selvagens neotropicais. Este trabalho tem como objetivo caracterizar a morfologia de P. meridionalis em espécimes oriundos de T. terrestres. Foi necropsiada uma anta com óbito proveniente de atropelamento em uma rodovia goiana que apresentou lesões no estômago, com aspecto tumoral e que continha em seu interior a presença de nematódeos. Os parasitos coletados foram fixados em álcool 70% e identificados conforme chaves taxonômicas para nematódeos. O nematódeo caracteriza-se pelo corpo filiforme e cutícula cervical inflada. Apresentava seis lábios laterais fundidos em duas massas, além de cápsula bucal cilíndrica com paredes espessadas em anéis. Os machos exibem cauda enrolada, asas simétricas com oito pares de papilas pré-anais, espículos desiguais, gubernáculo e ausência de coroa pericloacal. As fêmeas possuem vulva em posição posterior e ovos ovoides de casca robusta. Os parasitos foram classificados como P. meridionalis devido a presença de asas laterais, característica que é não vista em Physocephalus nitidulans, outro nematódeo que também é encontrado em T. terrestris, a ausência de asas foi o critério determinante para a classificação dos parasitas como P. meridionalis. A infecção ocorre pela ingestão acidental de besouros coprófagos, que atuam como hospedeiros intermediários no ciclo biológico do nematódeo. Após a digestão do inseto no estômago da anta, a larva é liberada e fixa-se na mucosa gástrica, onde completa seu desenvolvimento até a fase adulta e realiza a reprodução. A ocorrência do gênero Physocephalus, já relatada em outras espécies como javalis e catetos, reforçando a capacidade adaptativa deste nematódeo entre diferentes hospedeiros silvestres. Portanto, o monitoramento deste parasita bem como seus hospedeiros é essencial para a vigilância parasitológica, afim de avaliar e ampliar os conhecimentos sobre os parasitas de antas e as características morfológicas de diferentes parasitas.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Lizandra Fernandes da et al.. CARACTERIZAÇÃO MORFOLÓGICA DE PHYSOCEPHALUS MERIDIONALIS EM TAPIRUS TERRESTRIS.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1531718-CARACTERIZACAO-MORFOLOGICA-DE-PHYSOCEPHALUS-MERIDIONALIS-EM-TAPIRUS-TERRESTRIS. Acesso em: 13/10/2026

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