RELATO DE CASO: BIOTERAPIA COM LARVAS NO MANEJO DE FERIDA PÓS-MASTECTOMIA EM CÃO

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
RELATO DE CASO: BIOTERAPIA COM LARVAS NO MANEJO DE FERIDA PÓS-MASTECTOMIA EM CÃO
Autores
  • Mireli Giovelli
  • Janaína Brand Dillmann
  • Talissa Silva dos Santos
  • Rafaela Kossmann Lima
  • Carolina Pippi Torri
  • Clarisse Chaves Barros
  • Fiama Giacomelli Scolari Valente
  • Ana Carolina Koenemann Franco
  • Silvia Gonzalez Monteiro
Modalidade
Resumo
Área temática
Entomologia e acarologia
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1501672-relato-de-caso--bioterapia-com-larvas-no-manejo-de-ferida-pos-mastectomia-em-cao
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
Larvas, tecido, díptero, Lucilia cuprina.
Resumo
A mastectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção unilateral ou completa das glândulas mamárias de animais, sendo especialmente indicada no tratamento de neoplasias mamárias, principalmente em cães. Apesar de permitir uma ampla remoção tumoral é uma técnica que apresenta alto risco de complicações pós-operatórias, como seromas, deiscência de pontos e necrose tecidual, sendo necessário uso de tratamentos adjuvantes para promover o reparo tecidual, tais como a terapia larval. A terapia larval é a utilização de larvas esterilizadas de dípteros da família Calliphoridae, selecionadas pelo hábito necrobiontófago, em feridas de difícil cicatrização. As larvas produzem enzimas digestivas e proteases que liquefazem o tecido necrosado para que possam se alimentar do mesmo. Dessa forma, removem o tecido desvitalizado e infectado, e estimulam a cicatrização. O objetivo do estudo foi demonstrar a eficiência do uso de larvas medicinais no tratamento de uma ferida causada após mastectomia. Uma cadela de 9 anos, da raça Poodle, com Síndrome de Cushing, diabetes e neoplasia mamária foi atendida numa clínica veterinária na região central do Rio Grande do Sul. Após mastectomia bilateral com retalho cutâneo, ocorreu uma infecção no local com deiscência dos pontos e necrose tecidual em toda região abdominal. Foi feita uma única aplicação das larvas desinfectadas em estágio L1 da espécie Lucilia cuprina, envoltas em uma gaze e fixadas no local da ferida por meio de atadura. Após 48 horas, as larvas foram removidas e devidamente descartadas. Durante esse período, observou-se uma progressiva melhora clínica e tecidual, com redução do edema, remoção da necrose e diminuição da infecção da lesão. O paciente seguiu o tratamento após a terapia larval com Regepil e gaze vaselinada e em 30 dias a lesão já estava completamente recoberta por tecido e com início de nascimento de pêlos no local. A bioterapia com larvas demonstrou eficácia e se apresentou como uma alternativa segura e de baixo custo para a limpeza e cicatrização de lesões causadas por complicações após mastectomia.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GIOVELLI, Mireli et al.. RELATO DE CASO: BIOTERAPIA COM LARVAS NO MANEJO DE FERIDA PÓS-MASTECTOMIA EM CÃO.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1501672-RELATO-DE-CASO--BIOTERAPIA-COM-LARVAS-NO-MANEJO-DE-FERIDA-POS-MASTECTOMIA-EM-CAO. Acesso em: 06/11/2026

Trabalho

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