GIGANTORHYNCHUS ECHINODISCUS COMO ACHADO DE NECROPSIA EM TAMANDUÁ-MIRIM (TAMANDUA TETRADACTYLA) RECEBIDO NO NÚCLEO DE ATENDIMENTO E PESQUISA DE ANIMAIS SILVESTRES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ, ILHÉUS, BA

Publicado em 24/09/2026 - ISBN: 978-65-272-2733-5

Título do Trabalho
GIGANTORHYNCHUS ECHINODISCUS COMO ACHADO DE NECROPSIA EM TAMANDUÁ-MIRIM (TAMANDUA TETRADACTYLA) RECEBIDO NO NÚCLEO DE ATENDIMENTO E PESQUISA DE ANIMAIS SILVESTRES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ, ILHÉUS, BA
Autores
  • Guilherme Rosa Vilas Boas Santos
  • Vitória Costa Pinto
  • Jônathas Lomanto Fernandes Filho
  • Stefany Beriao Aurich
  • Pedro Borges Faian
  • Jaqueline Maria da Silva Pinto
  • Luana Araújo Ribeiro
Modalidade
Resumo
Área temática
Helmintologia
Data de Publicação
24/09/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1486217-gigantorhynchus-echinodiscus-como-achado-de-necropsia-em-tamandua-mirim-(tamandua-tetradactyla)-recebido-no-nucl
ISBN
978-65-272-2733-5
Palavras-Chave
acantocéfalo, endoparasitos, Mata Atlântica, parasitos, xenarthra
Resumo
O Tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla), é um mamífero xenartro da família Myrmecophagidae, encontrado desde a Venezuela até o Brasil. Ainda existem poucos relatos a respeito dos os endoparasitos que acometem esses animais bem como sua distribuição nas diferentes regiões brasileiras. Em 10 de outubro de 2024 um Tamanduá-mirim macho foi encaminhado ao Núcleo de Atendimento e Pesquisa de Animais Silvestres da Universidade Estatual de Santa Cruz por um morador de uma fazenda às margens da BR-415, em Ilhéus, Bahia. O animal foi examinado sendo observado fratura no membro pélvico direito, vindo a óbito em 21 de outubro de 2024, conduzido ao Setor de Patologia e necropsiado em 31 de outubro de 2025. O exame interno constatou presença de líquido transparente no tecido subcutâneo, na cavidade torácica hemotórax e na abdominal hemoperitôneo. Apresentava musculatura congesta com áreas de hemorragia evidenciando fratura completa do fêmur. A mucosa do estômago próxima ao piloro bastante espessada e foram encontrados três parasitos no intestino delgado, sendo encaminhados ao Laboratório de Parasitologia Veterinária para identificação. Os parasitos recuperados foram analisados com o auxílio de microscópio e lupa. Os três espécimes coletados do intestino delgado eram um macho (9,5cm) e duas fêmeas (10cm e 21cm). Conforme características morfológicas e morfométricas com base na literatura, foram identificados como sendo o acantocéfalo Gigantorhynchus echinodiscus. Verificaram-se nos parasitos probóscida cilíndrica em ambos os sexos, coroa composta por seis ganchos maiores e fileiras de ganchos menores distribuídos ao longo da tromba, além de lemniscos de aspecto filiforme e alongado até metade do tronco. No aparelho reprodutor do macho, um par de testículos elipsoides e glândulas do cemento em fileira única, seguida por ducto ejaculador e bolsa copulatória. As extremidades posteriores das fêmeas terminaram em uma campânula sendo observados: útero, vagina e poro genital. Foi possível ainda, identificar ovos elípticos compostos por três membranas no útero. Vale ressaltar que o G. echinodiscus é comum em tamanduás na América do Sul, fixando-se com ganchos no intestino, podendo causar graves lesões na mucosa e seu ciclo de vida envolve cupins como hospedeiros intermediários. Apesar do animal ter vindo a óbito em decorrência do atropelamento, é importante registrar a ocorrência de helmintos desses animais nas diferentes regiões brasileiras visto que são escassos os trabalhos sobre a diversidade de parasitos de animais da superordem Xenarthra, no bioma Mata Atlântica, considerando que muitas espécies ocorrem em baixa densidade populacional, tendo seu habitat continuamente ameaçado pelo desmatamento.
Título do Evento
23º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Cidade do Evento
Belo Horizonte
Título dos Anais do Evento
Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Guilherme Rosa Vilas Boas et al.. GIGANTORHYNCHUS ECHINODISCUS COMO ACHADO DE NECROPSIA EM TAMANDUÁ-MIRIM (TAMANDUA TETRADACTYLA) RECEBIDO NO NÚCLEO DE ATENDIMENTO E PESQUISA DE ANIMAIS SILVESTRES DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ, ILHÉUS, BA.. In: Anais do XXIII Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária. Anais...Belo Horizonte(MG) Centro de Atividades Didáticas I (CAD 1) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/23-congresso-brasileiro-de-parasitologia-veterinaria-673729/1486217-GIGANTORHYNCHUS-ECHINODISCUS-COMO-ACHADO-DE-NECROPSIA-EM-TAMANDUA-MIRIM-(TAMANDUA-TETRADACTYLA)-RECEBIDO-NO-NUCL. Acesso em: 05/11/2026

Trabalho

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