OVARIOHISTERECTOMIA COMO TRATAMENTO DE HIPERPLASIA VAGINAL EM CADELA - RELATO DE CASO

Publicado em 03/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2550-8

Título do Trabalho
OVARIOHISTERECTOMIA COMO TRATAMENTO DE HIPERPLASIA VAGINAL EM CADELA - RELATO DE CASO
Autores
  • Maria Arianna Rodrigues Fedeli
  • Vitoria Alves
  • Natanielen Ferreira Parente
  • Débora Lana De Souza Lopes
  • Adison Rodrigues Graciliano
  • ROBSON DOS ANJOS HONORATO
  • Filipe Melo Cavalcante
  • Francisca Andreza de Sousa Brandão
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Cirúrgica de Pequenos Animais
Data de Publicação
03/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1571767-ovariohisterectomia-como-tratamento-de-hiperplasia-vaginal-em-cadela---relato-de-caso
ISBN
978-65-272-2550-8
Palavras-Chave
Ciclo estral; Citologia vaginal; Estrogênio; Protrusão vaginal; Técnica cirúrgica
Resumo
A hiperplasia vaginal é uma afecção do trato reprodutivo resultante da estimulação estrogênica durante o proestro e estro, caracterizada pela protrusão edematosa da mucosa vaginal ou vulvar. De acordo com o grau de exteriorização da mucosa, a hiperplasia vaginal é classificada em três tipos, onde no grau I observa-se discreta eversão da mucosa vaginal sem protrusão externa. No grau II, há protrusão parcial do assoalho e das paredes vaginais através da vulva. Já no grau III, ocorre protrusão completa da vagina. O diagnóstico baseia-se na associação entre sinais clínicos, histórico reprodutivo e exames complementares, como a citologia vaginal, sendo importante diferenciá-la de afecções como prolapso uterino, neoplasias e tumor venéreo transmissível. O manejo terapêutico varia conforme a gravidade do caso, incluindo tratamento conservador em casos leves e intervenção cirúrgica, como a ovariohisterectomia (OSH). Foi atendida no Hospital Veterinário de Pequenos Animais uma cadela da raça pug, com 5 anos e 2 meses, pesando 10,6 kg. Durante a anamnese, a tutora relatou episódios recorrentes de aumento de volume em região vulvar durante o período estral, porém com menor intensidade. Ao exame físico, a paciente apresentava mucosas normocoradas, TPC > 2s, linfonodos submandibulares e poplíteos não reativos, ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações e temperatura retal de 38,6 ºC. Observou-se massa em região vulvar composta por tecido hiperêmico e fragilizado, com presença de secreção, compatível com hiperplasia vaginal grau III. Foram solicitados exames hematológicos, citologia e ultrassonografia abdominal completa. Os exames hematológicos não evidenciaram alterações significativas, a citologia apresentou resultado inconclusivo e a ultrassonografia não revelou alterações uterinas, descartando a suspeita inicial de prolapso uterino. A conduta terapêutica adotada consistiu na realização de ovariohisterectomia. Previamente ao procedimento cirúrgico, foi solicitado eletrocardiograma como avaliação pré-anestésica. O protocolo anestésico incluiu dexmedetomidina (5 ug/kg), quetamina (1 mg/kg) e metadona (0,4 mg/kg). Na indução foram administrados midazolam (0,3 mg/kg/IM), propofol (3 mg/kg/EV) e manutenção anestésica com isoflurano em circuito semiaberto. Durante o pós-cirúrgico, foram administrados analgésicos (Dipirona 25 mg/kg ; tramadol 3 mg/kg ), antinflamatório (Meloxican 0,1 mg/kg ) e antibiótico (Cefalexina 30 mg/kg). A paciente permaneceu internada durante 24 horas, recebendo alta com prescrição de tramadol (3 mg/kg), dipirona (25 mg/kg), meloxicam (0,1 mg/kg) e cefalexina (25 mg/kg), além de cuidados com a ferida cirúrgica e utilização de roupa cirúrgica associada ao colar elisabetano. Após a realização da ovariohisterectomia, a paciente apresentou boa recuperação clínica, sem intercorrências trans ou pós-operatórias. Observou-se regressão progressiva da hiperplasia vaginal, com ausência de recidiva durante acompanhamento clínico. O acompanhamento pós-operatório demonstrou cicatrização da ferida cirúrgica, melhora clínica e ausência de alterações sistêmicas. A paciente manteve parâmetros fisiológicos estáveis durante acompanhamento clínico realizado. Constatou-se que o tratamento cirúrgico por meio da ovariohisterectomia apresentou-se efetivo e curativo, promovendo regressão completa da hiperplasia vaginal após 15 dias de pós-operatório. Dessa forma, ressalta-se a importância do diagnóstico diferencial e da intervenção terapêutica adequada para prevenção de complicações e recorrências da afecção.
Título do Evento
1º SEPA – Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Cidade do Evento
Sobral
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FEDELI, Maria Arianna Rodrigues et al.. OVARIOHISTERECTOMIA COMO TRATAMENTO DE HIPERPLASIA VAGINAL EM CADELA - RELATO DE CASO.. In: Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais. Anais...Sobral(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1571767-OVARIOHISTERECTOMIA-COMO-TRATAMENTO-DE-HIPERPLASIA-VAGINAL-EM-CADELA---RELATO-DE-CASO. Acesso em: 09/07/2026

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