RETALHO AXIAL DA ARTÉRIA GENICULAR DESCENDENTE ASSOCIADO À ELETROQUIMIOTERAPIA NO TRATAMENTO DE MASTOCITOMA GRAU II EM CÃO: RELATO DE CASO

Publicado em 03/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2550-8

Título do Trabalho
RETALHO AXIAL DA ARTÉRIA GENICULAR DESCENDENTE ASSOCIADO À ELETROQUIMIOTERAPIA NO TRATAMENTO DE MASTOCITOMA GRAU II EM CÃO: RELATO DE CASO
Autores
  • Emilly Cavalcante Souza
  • Paulo Diógenes Aguiar De Almeida
  • Ana Nayra Carneiro
  • José Kauã Morais de Azevedo
  • Bárbara Heliodora Farias Paiva
  • Adison Rodrigues Graciliano
  • ROBSON DOS ANJOS HONORATO
  • Filipe Melo Cavalcante
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Médica de Pequenos Animais
Data de Publicação
03/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1571375-retalho-axial-da-arteria-genicular-descendente-associado-a-eletroquimioterapia-no-tratamento-de-mastocitoma-grau
ISBN
978-65-272-2550-8
Palavras-Chave
Cirurgia reconstrutiva; Eletroporação; Neoplasia cutânea; Oncologia veterinária; Retalho cutâneo;
Resumo
O mastocitoma cutâneo é uma das neoplasias mais frequentes em cães, sendo o tratamento cirúrgico considerado a principal abordagem terapêutica. Entretanto, a necessidade de margens amplas para reduzir a recidiva local pode resultar em extensos defeitos cutâneos, especialmente em membros, onde há limitada disponibilidade de tecido para fechamento primário. Nesses casos, técnicas reconstrutivas tornam-se fundamentais para preservação funcional e adequada cobertura do leito cirúrgico. Entre elas, destaca-se o retalho axial da artéria genicular descendente, técnica baseada em irrigação vascular direta proveniente da artéria e veia geniculares descendentes, permitindo maior perfusão tecidual, maior taxa de sobrevivência do retalho e cobertura de defeitos localizados na região distal da coxa, joelho e porção proximal da tíbia, quando comparado aos retalhos de plexo subdérmico. Foi atendido em clínica veterinária particular um cão da raça Bulldog Francês, macho, com 6 anos de idade, apresentando nódulo cutâneo de aproximadamente 2 cm localizado na região medial do membro posterior esquerdo, próximo ao linfonodo poplíteo, com histórico de crescimento progressivo há cerca de dois meses e diagnóstico citológico sugestivo de mastocitoma. Após planejamento cirúrgico visando à remoção tumoral com margens amplas, linfadenectomia regional e reconstrução do defeito cutâneo resultante, instituiu-se protocolo perioperatório incluindo administração de prometazina (0,5 mg/kg), objetivando minimizar os efeitos sistêmicos decorrentes da degranulação mastocitária. Procedeu-se com nodulectomia radical com margens laterais de 3 cm e remoção em plano fascial profundo, associada à excisão do linfonodo poplíteo ipsilateral para estadiamento oncológico. A ampla ressecção resultou em defeito cutâneo extenso, impossibilitando o fechamento primário sem tensão e aumentando o risco de isquemia e deiscência. Diante disso, optou-se pela reconstrução utilizando retalho axial da artéria genicular descendente, transposto da região crânio-lateral para a face caudal da coxa. A técnica possibilitou adequada mobilização tecidual e manutenção da perfusão vascular do retalho. Como terapia complementar para ganho de margem cirúrgica, realizou-se eletroquimioterapia transoperatória. Foi administrada bleomicina por via intravenosa e, após oito minutos, iniciou-se a eletroporação da área cirúrgica, abrangendo o leito tumoral e as bordas da ferida, com duração aproximada de 24 minutos. Em seguida, realizou-se síntese cutânea sem tensão significativa devido à adequada cobertura promovida pelo retalho. Ao término do procedimento, observou-se apenas discreta inflamação em bordas cirúrgicas, sendo instituída bandagem compressiva para redução da formação de seroma. No pós-operatório, observou-se boa viabilidade do retalho, apresentando apenas edema e seroma leves, controlados por meio de bandagens compressivas e restrição de atividade física. O exame histopatológico confirmou mastocitoma grau II com margens cirúrgicas livres, enquanto o linfonodo poplíteo não apresentou evidências de metástase regional. Conclui-se que o retalho axial da artéria genicular descendente associado à eletroquimioterapia mostrou-se alternativa eficiente para possibilitar ampla ressecção tumoral, adequado estadiamento linfonodal e fechamento cirúrgico sem tensão, preservando a integridade funcional do membro. Este relato reforça a importância das técnicas de transposição de retalhos axiais na oncologia veterinária, especialmente em regiões anatômicas desafiadoras, nas quais a manutenção de margens cirúrgicas adequadas é fundamental para o prognóstico em longo prazo.
Título do Evento
1º SEPA – Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Cidade do Evento
Sobral
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Emilly Cavalcante et al.. RETALHO AXIAL DA ARTÉRIA GENICULAR DESCENDENTE ASSOCIADO À ELETROQUIMIOTERAPIA NO TRATAMENTO DE MASTOCITOMA GRAU II EM CÃO: RELATO DE CASO.. In: Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais. Anais...Sobral(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1571375-RETALHO-AXIAL-DA-ARTERIA-GENICULAR-DESCENDENTE-ASSOCIADO-A-ELETROQUIMIOTERAPIA-NO-TRATAMENTO-DE-MASTOCITOMA-GRAU. Acesso em: 09/07/2026

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