MANEJO DIAGNÓSTICO-TERAPÊUTICO DE DERMATOFITOSE FELINA: RELATO DE CASO

Publicado em 03/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2550-8

Título do Trabalho
MANEJO DIAGNÓSTICO-TERAPÊUTICO DE DERMATOFITOSE FELINA: RELATO DE CASO
Autores
  • Maria Andressa Xavier Araujo
  • Tifanny Yasmin Rocha de Sousa
  • Lavinia Fernandes Albuquerque
  • Ana Nayra Carneiro
  • Ana Clivia Sousa Da Ponte
  • Ramuelly Olinda Cavalcante
  • Maria Vitória De Sousa Gomes
  • BEATRIZ NEPOMUCENO PRADO
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Dermatologia, Oftalmologia e Especialidades Clínicas
Data de Publicação
03/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1570272-manejo-diagnostico-terapeutico-de-dermatofitose-felina--relato-de-caso
ISBN
978-65-272-2550-8
Palavras-Chave
Antimicótico; Dermatopatia; Medicina Felina; Saúde Pública.
Resumo
A dermatofitose é uma das afecções cutâneas mais rotineiras na clínica médica de pequenos animais, sendo uma enfermidade infectocontagiosa comum em gatos, especialmente em situações de vulnerabilidade. Esta patologia tem como principal agente etiológico o fungo Microsporum canis, capaz de invadir os tecidos queratinizados. Sua relevância epidemiológica é acentuada pelo alto potencial zoonótico e pela resistência das estruturas fúngicas no ambiente. A transmissão ocorre pelo contato direto com hospedeiros infectados ou fômites. Embora o diagnóstico tradicional dependa da cultura fúngica, resultados falso-negativos podem ocorrer, tornando a citologia e a avaliação clínica fundamentais para a condução do caso. Este trabalho relata o manejo clínico de um felino, macho, jovem, resgatado das ruas. O paciente apresentava lesões cutâneas generalizadas e prurido. Notavelmente, os tutores relataram lesões semelhantes em si mesmos, que regrediram com o uso de pomada antimicótica. O animal já havia recebido três doses de selamectina sem sucesso. Durante o exame físico, observou-se lambedura excessiva, alopecia generalizada (especialmente na cauda) e descamação difusa. A metodologia diagnóstica incluiu hemograma, perfil bioquímico renal e hepático, além de raspado cutâneo, citologia e cultura fúngica. Durante a coleta, alguns pelos apresentaram fluorescência sob lâmpada de Wood. A citologia de pele revelou a presença de estruturas arredondadas azuladas circundadas por um halo descolorado, compatíveis com artroconídios de dermatófitos. Não foram observadas estruturas bacterianas ou parasitárias, e a cultura fúngica apresentou resultado negativo, enquanto os exames hematológicos não demonstraram alterações. Considerando os achados clínicos, a fluorescência e o risco zoonótico, instituiu-se terapia oral com itraconazol (10 mg/kg/dia) associado ao suporte nutracêutico com silimarina (Hepvet, 0,2 ml/kg) para proteção hepática sendo esta conduta realizada por 30 dias. Na primeira reavaliação, os exames hematológicos permaneceram normais e a segunda citologia ainda evidenciou artroconídios, mas o paciente apresentava boa evolução clínica, com repilação de áreas previamente alopécicas. O tratamento foi mantido por mais 30 dias. Na terceira avaliação, a citologia tornou-se negativa, e o protocolo de itraconazol foi mantido por mais 30 dias. Na quarta citologia, realizada ao final do tratamento, o resultado permaneceu negativo e com total cobertura pilosa e exames hematológicos sem alterações, permitindo a alta do paciente e o diagnóstico terapêutico de dermatofitose. Os resultados demonstram que a identificação precoce das estruturas fúngicas via citologia permite uma resposta ágil, minimizando a transmissão zoonótica e a contaminação ambiental. A integração do histórico, exame físico, citologia e fluorescência permitiu o diagnóstico seguro, mesmo na ausência de cultura positiva. O acompanhamento monitorado da terapia, incluindo reavaliações clínicas e laboratoriais, é indispensável, visto que os antifúngicos azóis demandam metabolização pelo sistema citocromo P450, exigindo vigilância da função hepática. O manejo adequado contribui decisivamente para o controle da contaminação por esporos no ambiente domiciliar. Conclui-se que a abordagem integrada garantiu a eficácia do tratamento, a restauração da saúde cutânea e o pleno bem-estar do paciente no pós-resgate.
Título do Evento
1º SEPA – Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Cidade do Evento
Sobral
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ARAUJO, Maria Andressa Xavier et al.. MANEJO DIAGNÓSTICO-TERAPÊUTICO DE DERMATOFITOSE FELINA: RELATO DE CASO.. In: Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais. Anais...Sobral(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1570272-MANEJO-DIAGNOSTICO-TERAPEUTICO-DE-DERMATOFITOSE-FELINA--RELATO-DE-CASO. Acesso em: 09/07/2026

Trabalho

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