PERFIL HEMATOLÓGICO DE CÃES COM MICROFILAREMIA DETECTADA EM ESFREGAÇO SANGUÍNEO

Publicado em 03/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2550-8

Título do Trabalho
PERFIL HEMATOLÓGICO DE CÃES COM MICROFILAREMIA DETECTADA EM ESFREGAÇO SANGUÍNEO
Autores
  • Lia Mara Ambrósio De Oliveira Frota
  • Vitoria Alves
  • Tifanny Yasmin Rocha de Sousa
  • Emilly Cavalcante Souza
  • Paulo Diógenes Aguiar De Almeida
  • Isabelly Cunha Lopes
  • ANA LAYSLA FROTA MACHADO
  • ROBSON DOS ANJOS HONORATO
Modalidade
Pesquisa Científica
Área temática
Diagnóstico por Imagem e Patologia Clínica
Data de Publicação
03/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1568287-perfil-hematologico-de-caes-com-microfilaremia-detectada-em-esfregaco-sanguineo
ISBN
978-65-272-2550-8
Palavras-Chave
Esfregaço sanguíneo; Hematologia veterinária; Hemoparasitose; Microscopia óptica; Patologia clínica.
Resumo
As hemoparasitoses apresentam elevada importância na clínica de pequenos animais, destacando-se as infecções por microfilárias devido ao potencial de causar alterações hematológicas e comprometimento sistêmico em cães. A microfilaremia refere-se à presença de larvas de filarídeos circulantes na corrente sanguínea, podendo ser causada por espécies como Dirofilaria immitis, Dirofilaria repens e Acanthocheilonema reconditum, sendo Dirofilaria immitis a principal espécie associada à dirofilariose canina, conhecida popularmente como “doença do verme do coração”. A transmissão ocorre por meio da picada de mosquitos hematófagos dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles, responsáveis pela inoculação das formas infectantes nos hospedeiros susceptíveis. Muitos cães infectados permanecem assintomáticos, especialmente nas fases iniciais da infecção, tornando os exames laboratoriais fundamentais para identificação da doença. A microfilaremia pode ser identificada durante a avaliação microscópica do hemograma, reforçando a relevância do esfregaço sanguíneo como ferramenta complementar na rotina da patologia clínica veterinária. Além disso, cães infectados podem apresentar alterações hematológicas variáveis, incluindo anemia, eosinofilia, leucocitose, trombocitopenia, hiperproteinemia e alterações inflamatórias compatíveis com resposta imunológica frente à presença parasitária. A observação direta dessas estruturas parasitárias auxilia no direcionamento diagnóstico e terapêutico dos pacientes acometidos, contribuindo para melhor prognóstico clínico. O objetivo desse trabalho é descrever o perfil hematológico de cães com estruturas compatíveis com microfilárias detectadas em esfregaço sanguíneo. Foi realizado um estudo retrospectivo e descritivo a partir da avaliação de hemogramas de três cães atendidos em laboratório veterinário no município de Sobral, Ceará. As amostras sanguíneas foram coletadas em tubos contendo EDTA e processadas por contagem automatizada associada à microscopia óptica para avaliação morfológica celular, pesquisa de hemoparasitos e análise de alterações hematológicas. Foram analisados eritrograma, leucograma, plaquetograma, proteínas plasmáticas totais e alterações observadas nos esfregaços sanguíneos. Durante a avaliação microscópica, realizou-se análise detalhada das estruturas celulares e pesquisa de formas parasitárias circulantes em sangue periférico. Entre os principais achados hematológicos observou-se anemia em diferentes graus, evidenciada pela redução de hemácias, hemoglobina e hematócrito, além de anisocitose e rouleaux eritrocitário em parte dos pacientes avaliados. Também foram identificadas alterações compatíveis com resposta inflamatória sistêmica, incluindo neutrofilia, desvio à esquerda regenerativo, eosinofilia, linfócitos reativos e monócitos ativados. Em parte dos pacientes observou-se hiperproteinemia e trombocitopenia associada à presença de agregados plaquetários. Durante a avaliação microscópica foram observadas estruturas compatíveis com microfilárias em sangue periférico dos três cães avaliados, permitindo associação entre os achados hematológicos e a presença parasitária. Os achados demonstram a importância da microscopia óptica associada ao hemograma automatizado na identificação de hemoparasitos, permitindo correlação entre alterações hematológicas e presença parasitária. Conclui-se que cães com microfilaremia podem apresentar alterações hematológicas variáveis, destacando-se alterações anêmicas, inflamatórias e proteicas, reforçando a relevância da avaliação microscópica criteriosa e do esfregaço sanguíneo na rotina da patologia clínica veterinária.
Título do Evento
1º SEPA – Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Cidade do Evento
Sobral
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FROTA, Lia Mara Ambrósio De Oliveira et al.. PERFIL HEMATOLÓGICO DE CÃES COM MICROFILAREMIA DETECTADA EM ESFREGAÇO SANGUÍNEO.. In: Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais. Anais...Sobral(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1568287-PERFIL-HEMATOLOGICO-DE-CAES-COM-MICROFILAREMIA-DETECTADA-EM-ESFREGACO-SANGUINEO. Acesso em: 09/07/2026

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