FECHAMENTO DA JANELA TERAPÊUTICA NA DOENÇA RENAL CRÔNICA FELINA: IMPACTO DO MANEJO BASEADO EXCLUSIVAMENTE EM AZOTEMIA

Publicado em 03/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2550-8

Título do Trabalho
FECHAMENTO DA JANELA TERAPÊUTICA NA DOENÇA RENAL CRÔNICA FELINA: IMPACTO DO MANEJO BASEADO EXCLUSIVAMENTE EM AZOTEMIA
Autores
  • Isabele de Araújo Melo
  • Luana Letícia Monte Ximenes
  • Patrícia Silva de Albuquerque
  • Mayra Ferreira Gomes Matos
  • Lara Vetricia Oliveira Sampaio
  • Luis Felipe Lopes Magalhães
  • Robério Ferreira Fiuza
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
Clínica Médica de Pequenos Animais
Data de Publicação
03/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1564106-fechamento-da-janela-terapeutica-na-doenca-renal-cronica-felina--impacto-do-manejo-baseado-exclusivamente-em-azo
ISBN
978-65-272-2550-8
Palavras-Chave
Azotemia, Doença renal crônica felina, Janela terapêutica, Nefrologia veterinária
Resumo
A Doença Renal Crônica (DRC) felina é uma condição progressiva cuja evolução pode ser modulada por diagnóstico precoce e estadiamento adequado. Diretrizes da International Renal Interest Society recomendam abordagem multimodal, incluindo urinálise, avaliação estrutural e biomarcadores precoces. A utilização isolada de marcadores nitrogenados séricos pode levar a subestadiamento e atrasar a implementação de estratégias nefroprotetoras, reduzindo a janela de intervenção clínica. Objetiva-se descrever as repercussões clínicas e fisiopatológicas de um manejo baseado predominantemente em azotemia em felino jovem com DRC avançada, destacando o impacto da avaliação tardia sobre o prognóstico e as opções terapêuticas. Chegou a Clínica uma felina, sem raça definida, 5 anos, com histórico de êmese recorrente, previamente diagnosticada com DRC com base em azotemia isolada. Foi submetida por meses a fluidoterapia intermitente, sem investigação complementar, estadiamento formal ou instituição de manejo dietético e farmacológico específico. Após ausência de resposta clínica, foi encaminhada para avaliação especializada. Na admissão, apresentava apatia, desidratação e sinais compatíveis com uremia. Exames laboratoriais evidenciaram ureia de 331,3 mg/dL, creatinina de 11,4 mg/dL, SDMA de 32,5 µg/dL e fósforo sérico de 9,9 mg/dL. A urinálise revelou densidade urinária de 1.010 (isostenúria) e relação proteína/creatinina urinária de 1,35. O hemograma demonstrou anemia severa (hematócrito de 18%) com baixa resposta regenerativa. À ultrassonografia, observou-se perda da definição corticomedular, mineralizações e microcistos parenquimatosos, compatíveis com doença renal avançada. Foi instituído suporte com eritropoietina e manejo clínico intensivo. Entretanto, a paciente evoluiu com hipernatremia refratária (164 mEq/L) e agravamento progressivo da azotemia, sem resposta às medidas instituídas. A terapia dialítica foi considerada; contudo, a instabilidade clínica e a impossibilidade de estabilização prévia, incluindo suporte transfusional, inviabilizaram sua indicação. Diante do prognóstico desfavorável, optou-se pela eutanásia. O caso evidencia DRC em estágio avançado, com perda significativa de néfrons funcionais e comprometimento estrutural renal. A ausência de estadiamento conforme recomendações da IRIS e de intervenções nefroprotetoras precoces contribuiu para progressão irreversível, particularmente relevante em paciente jovem. A fluidoterapia isolada mostrou-se limitada na correção de distúrbios metabólicos em fases avançadas, não sendo suficiente para modificar a trajetória da doença. A hipernatremia observada sugere disfunção dos mecanismos de concentração urinária, enquanto a anemia não regenerativa é compatível com deficiência eritropoiética associada à DRC. Nesse contexto, a avaliação tardia restringiu significativamente as possibilidades terapêuticas, incluindo suporte dialítico. Conclui-se que o manejo baseado exclusivamente em azotemia pode comprometer o estadiamento adequado e atrasar intervenções capazes de modificar a progressão da DRC felina. A adoção de abordagem diagnóstica integrada e precoce, conforme diretrizes estabelecidas, é fundamental para ampliar a janela terapêutica, especialmente em pacientes jovens, e otimizar o prognóstico clínico.
Título do Evento
1º SEPA – Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Cidade do Evento
Sobral
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MELO, Isabele de Araújo et al.. FECHAMENTO DA JANELA TERAPÊUTICA NA DOENÇA RENAL CRÔNICA FELINA: IMPACTO DO MANEJO BASEADO EXCLUSIVAMENTE EM AZOTEMIA.. In: Anais do 1º SEPA: Simpósio de Especialidades em Pequenos Animais. Anais...Sobral(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1sepa-717829/1564106-FECHAMENTO-DA-JANELA-TERAPEUTICA-NA-DOENCA-RENAL-CRONICA-FELINA--IMPACTO-DO-MANEJO-BASEADO-EXCLUSIVAMENTE-EM-AZO. Acesso em: 01/11/2026

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