REDE DE PROTEÇÃO E CUIDADO AO POVO WARAO EM JOÃO PESSOA: LIMITES E RESISTÊNCIAS

Publicado em 05/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2187-6

Título do Trabalho
REDE DE PROTEÇÃO E CUIDADO AO POVO WARAO EM JOÃO PESSOA: LIMITES E RESISTÊNCIAS
Autores
  • Laura Paz de Araújo Silva
  • Juliana Sampaio
  • Thaís Munholi Raccioni
  • Thiago Souza Santos
  • Lanna Carolyna Vieira da Costa
  • Anselmo Clemente
Modalidade
Relato de Pesquisa
Área temática
Eixo 3 - Processos Formativos em (não)diálogos com os Saberes e Práticas que vêm das Margens
Data de Publicação
05/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1340224-rede-de-protecao-e-cuidado-ao-povo-warao-em-joao-pessoa--limites-e-resistencias
ISBN
978-65-272-2187-6
Palavras-Chave
Refúgio; Territorialidade; Warao
Resumo
Nos últimos anos, as migrações Sul-Sul têm se intensificado em razão de crises políticas, econômicas e humanitárias na América Latina e do crescente movimento anti-imigração nos países do Norte global. Nesse cenário, destaca-se a migração venezuelana para o Brasil, a qual, dentre os migrantes, encontra-se o povo indígena Warao, originário do Delta do Orinoco, no nordeste da Venezuela. Sua trajetória de deslocamentos expressa tanto processos históricos de desterritorialização quanto a busca por refúgio e sobrevivência. Este trabalho teve como objetivo cartografar as trajetórias do povo Warao em seu processo de refúgio em João Pessoa-PB. Adotou-se uma abordagem qualitativa, com base em dispositivos cartográficos, mediante o acompanhamento e imersão no campo, durante 8 meses, junto a uma equipe multiprofissional de referência do cuidado para o povo Warao. Os resultados indicam que, desde 2019, indígenas Warao residem em João Pessoa em abrigos improvisados instituídos pelo Estado paraibano, caracterizados por condições de precariedade e superlotação. Essa experiência, atravessada por mortes, inclusive de crianças, evidencia tanto a fragilidade das políticas públicas quanto a persistência de barreiras nos sistemas de saúde, educação e assistência social. Nesse contexto, foi criado o Centro Estadual de Referência de Migrantes e Refugiados (CERMIR), cuja função é mediar políticas públicas e articular equipamentos institucionais, embora ainda limitado em sua capacidade de garantir efetividade dos direitos. Paralelamente, o povo Warao tem criado novas territorialidades nas relações estabelecidas com a cidade, firmado parcerias com a universidade por meio do artesanato, e, mais recentemente, formando e estabelecendo uma associação indígena, o que afirma práticas de resistência e protagonismo. A experiência migratória das(os) Warao no Brasil se inscreve, assim, em um campo de tensões marcado por dispositivos coloniais e necropolíticos, mas também pela emergência de novos modos de existir e reivindicação ao direito à vida.
Título do Evento
1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Laura Paz de Araújo et al.. REDE DE PROTEÇÃO E CUIDADO AO POVO WARAO EM JOÃO PESSOA: LIMITES E RESISTÊNCIAS.. In: Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas. Anais...Campinas(SP) UNICAMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1340224-REDE-DE-PROTECAO-E-CUIDADO-AO-POVO-WARAO-EM-JOAO-PESSOA--LIMITES-E-RESISTENCIAS. Acesso em: 30/05/2026

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