EPISTEMOLOGIAS MARGINALIZADAS E MICROPOLÍTICA DO CUIDADO: CARTOGRAFANDO TECNOLOGIAS DE RESISTÊNCIA NA PRODUÇÃO DE SAÚDE

Publicado em 05/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2187-6

Título do Trabalho
EPISTEMOLOGIAS MARGINALIZADAS E MICROPOLÍTICA DO CUIDADO: CARTOGRAFANDO TECNOLOGIAS DE RESISTÊNCIA NA PRODUÇÃO DE SAÚDE
Autores
  • Mírian Ribeiro Conceição
  • Túlio Batista Franco
  • Alessia Benizzi
  • Pedro Victorino Carvalho de Souza
Modalidade
Relato de Experiência
Área temática
Eixo 4 - Investigação e repertórios teóricos para o encontro com os Saberes e Práticas que vem das Margens
Data de Publicação
05/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1339771-epistemologias-marginalizadas-e-micropolitica-do-cuidado--cartografando-tecnologias-de-resistencia-na-producao-d
ISBN
978-65-272-2187-6
Palavras-Chave
colonialidade do saber; micropolítica do cuidado; injustiça epistêmica; trabalho vivo em ato; saúde coletiva
Resumo
Este trabalho apresenta reflexões teórico-metodológicas desenvolvidas em pesquisa Práticas e Saberes que vêm das margens que cartografa como o conhecimento dos indivíduos são reconhecidos e incorporados nas práticas de cuidado, pesquisa e formação em saúde. A problematização parte do reconhecimento de que a colonialidade do saber persiste nas práticas sanitárias, produzindo injustiças epistêmicas que silenciam vozes e saberes de populações vulnerabilizadas. O objetivo é construir lentes analíticas para mapear como dispositivos coloniais operam na micropolítica do cuidado, tanto produzindo barreiras quanto possibilitando resistências. O percurso teórico-metodológico articula múltiplas perspectivas: o conceito de "trabalho vivo em ato" e tecnologias do cuidado de Merhy e Franco; a injustiça testemunhal de Fricker; as críticas decoloniais de Césaire sobre o epistemicídio colonial e a necropolítica de Mbembe. Estas referências configuram-se como ferramentas cartográficas que permitem visibilizar como o encontro trabalhador-usuário constitui acontecimento micropolítico atravessado por relações de poder identitário que determinam credibilidade e legitimidade dos saberes. A própria construção dessas lentes teóricas revela-se processo cartográfico, mapeando tensões entre o modelo biomédico hegemônico e as dimensões ético-político-estéticas da saúde coletiva. As reflexões apontam que reconhecer epistemologicamente os traços coloniais nas práticas de saúde é movimento fundamental para criar metodologias que valorizem saberes marginalizados, rompendo com critérios eurocentrados e construindo práticas de cuidado como resistência à matriz predatória da colonialidade que sistematicamente subalterniza determinados corpos e experiências.
Título do Evento
1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CONCEIÇÃO, Mírian Ribeiro et al.. EPISTEMOLOGIAS MARGINALIZADAS E MICROPOLÍTICA DO CUIDADO: CARTOGRAFANDO TECNOLOGIAS DE RESISTÊNCIA NA PRODUÇÃO DE SAÚDE.. In: Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas. Anais...Campinas(SP) UNICAMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1339771-EPISTEMOLOGIAS-MARGINALIZADAS-E-MICROPOLITICA-DO-CUIDADO--CARTOGRAFANDO-TECNOLOGIAS-DE-RESISTENCIA-NA-PRODUCAO-D. Acesso em: 29/05/2026

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