A TRAJETORIA DE UM GESTANTE NO SUS: BARREIRAS AO ACESSO, VIOLENCIAS INSTITUCIONAIS E POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO PELO CUIDADO EM SAÚDE

Publicado em 05/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2187-6

Título do Trabalho
A TRAJETORIA DE UM GESTANTE NO SUS: BARREIRAS AO ACESSO, VIOLENCIAS INSTITUCIONAIS E POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO PELO CUIDADO EM SAÚDE
Autores
  • Sergio Resende Carvalho
  • Cláudia Helena de Oliveira Rego
  • Sara Vieira Sabatine Antunes
  • Ricardo Sparapan Pena
  • Suane Felippe Soares
  • Juliana Luporini Do Nascimento
  • Rodolfo Podversek Reis
  • Jonatas Justino
  • Gustavo Tenório Cunha
  • Daniele Pompei Sacardo
Modalidade
Relato de Experiência
Área temática
Eixo 2 - Encontros e Desencontros do Sistema de Saúde com os Saberes e Práticas que vêm das Margens
Data de Publicação
05/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1336588-a-trajetoria-de-um-gestante-no-sus--barreiras-ao-acesso-violencias-institucionais-e-possibilidades-de-transform
ISBN
978-65-272-2187-6
Palavras-Chave
TRANSEXUALIDADE, TRANSFOBIA, SAÚDE PÚBLICA, EDUCAÇÃO PERMANENTE
Resumo
Esse trabalho descreve a trajetória de um homem transexual gestante e analisa as violências institucionais e as possibilidades de mudança no SUS. O caso revela o despreparo dos serviços para lidar com situações que envolvem a diversidade. O paciente negro, em uso de testosterona, descobriu gravidez não planejada e iniciou pré-natal tardiamente após diversos constrangimentos em seu centro de saude. Enfrentou insegurança diante da possibilidade de transfobia; atraso em diagnósticos e tratamentos, problemas burocráticos que exigiram autonegação de sua identidade para emissão de guia de cesárea e episódios de constrangimento durante sua internação e puerpério. A análise classifica barreiras em três dimensões: transfobia estrutural expressa em comportamentos que naturalizam a exclusão, em consonância com a noção de violência simbólica( Bourdieu,1998), transfobia por arranjos binários dos serviços, que limita o acesso a banheiros, enfermarias, e fluxos organizados apenas para homens e mulheres, reforçando a condição de vida precária ( Butler,2019) e a transfobia por desinformação, resultante da falta de formação em saude trans, o que compromete vinculo, diagnóstico e tratamento. Foi utilizada a ferramenta usuário guia para mapear instituições do SUS e suas tensões políticas, deixando evidente que o problema central nao está no corpo gestante, mas no próprio SUS que ainda não garante cuidado integral, universal e equânime a população trans. A Política Nacional de Saúde Integral LGBT (2011) constitui um marco importante, mas sua implementação é frágil. Nesse contesto a Educação Permanente em Saúde (Portarias nº 198/2004 e nº 1.996/2007) emerge como uma ferramenta estratégica não apenas para capacitação técnica, mas para fomentar reflexão crítica, transformação institucional e protagonismo trans na formulação do cuidado.
Título do Evento
1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

REGO, Cláudia Helena de Oliveira et al.. A TRAJETORIA DE UM GESTANTE NO SUS: BARREIRAS AO ACESSO, VIOLENCIAS INSTITUCIONAIS E POSSIBILIDADES DE TRANSFORMAÇÃO PELO CUIDADO EM SAÚDE.. In: Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas. Anais...Campinas(SP) UNICAMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1336588-A-TRAJETORIA-DE-UM-GESTANTE-NO-SUS--BARREIRAS-AO-ACESSO-VIOLENCIAS-INSTITUCIONAIS-E-POSSIBILIDADES-DE-TRANSFORM. Acesso em: 29/05/2026

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