HIGIENISMO E A CIDADE: OS VIVENTES DE RUA ENTRE O CUIDADO E A EXCLUSÃO NA ERA DA COP 30

Publicado em 05/02/2026 - ISBN: 978-65-272-2187-6

Título do Trabalho
HIGIENISMO E A CIDADE: OS VIVENTES DE RUA ENTRE O CUIDADO E A EXCLUSÃO NA ERA DA COP 30
Autores
  • Isabella Nogueira Bravim
  • José Guilherme Wady Santos
  • ANA Lúcia Santos da Silva
  • Emerson Elias Merhy
Modalidade
Relato de Pesquisa
Área temática
Eixo 2 - Encontros e Desencontros do Sistema de Saúde com os Saberes e Práticas que vêm das Margens
Data de Publicação
05/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1335604-higienismo-e-a-cidade--os-viventes-de-rua-entre-o-cuidado-e-a-exclusao-na-era-da-cop-30
ISBN
978-65-272-2187-6
Palavras-Chave
Viventes de Rua; Saúde Mental; Pesquisa Interferência; COP 30.
Resumo
O Complexo do Ver-o-Peso (Belém/PA) é considerado um dos maiores e mais tradicionais mercados a céu aberto da América Latina. Território caracterizado pela intensa circulação cultural, econômica e turística da cidade, também apresenta grande concentração de viventes de rua. Diante do contexto de preparativos para a realização da COP 30, o presente trabalho buscou compreender a forma como o poder público tem se voltado a essa coexistência, considerando as políticas de cuidado em saúde mental voltadas aos viventes e as ações higienistas como indutoras de segregação, bem como a existência/emergência de possíveis movimentos contra-hegemônicos. Na perspectiva da pesquisa interferência, foram feitos movimentos cartográficos, produtores de encontros com viventes de rua e equipe de saúde, presentes no território e, a partir disso, colocou-se em análise os aspectos de interesse, também explicitados nas ações concretas realizadas no Complexo. Sob as lentes foucaultianas como possibilidades de análise das práticas higienistas implementadas, e intensificadas, pela lógica da “cidade espetáculo”, notou-se um recrudescimento dessas práticas, como vigilância explícita do espaço higienizado, dada a permanência dos viventes no território, o que aumenta a tensão sempre presente; além de ações que visam o cadastro das pessoas que lá habitam, sem a correspondente política de cuidado necessária, mas sob forte indicativo de criação de vagas apenas para abrigamento durante o período do mega evento. Não há movimentos de resistência contra a hegemonia higienista notada no contexto, para além da postura da equipe de saúde frente às ações lá ocorridas, quando solicitada a acompanhar as incursões assistencialistas conduzidas pelos “órgãos com corpos”, como tentativa de manter a vinculação com os usuários por ela atendidos. Portanto, os viventes de rua que habitam o Complexo se insurgem com sua presença incômoda às lentes dos que, com eles, disputam o território espetacularizado.
Título do Evento
1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BRAVIM, Isabella Nogueira et al.. HIGIENISMO E A CIDADE: OS VIVENTES DE RUA ENTRE O CUIDADO E A EXCLUSÃO NA ERA DA COP 30.. In: Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas. Anais...Campinas(SP) UNICAMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1335604-HIGIENISMO-E-A-CIDADE--OS-VIVENTES-DE-RUA-ENTRE-O-CUIDADO-E-A-EXCLUSAO-NA-ERA-DA-COP-30. Acesso em: 29/05/2026

Trabalho

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