Título do Trabalho
TRABALHO, RENDA E AUTONOMIA: CAMINHOS DO POVO WARAO EM JOÃO PESSOA
Autores
  • Thaís Munholi Raccioni
  • Thiago Souza Santos
  • Laura Paz de Araújo Silva
  • Juliana Sampaio
  • Lanna Carolyna Vieira da Costa
  • Anselmo Clemente
Modalidade
Relato de Pesquisa
Área temática
Eixo 1 - Práticas e saberes que vêm das margens
Data de Publicação
05/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1314147-trabalho-renda-e-autonomia--caminhos-do-povo-warao-em-joao-pessoa
ISBN
978-65-272-2187-6
Palavras-Chave
migração, indígenas, Warao
Resumo
Desde 2019, o povo indígena Warao vive em João Pessoa, em condição de refúgio, deslocado de seu território originário na Venezuela. Buscam melhores condições de vida em um país enraizado na colonialidade, onde a precarização da vida é estrutural. O Estado cria dispositivos que mitigam violações e tutelam o processo diaspórico Warao. Este trabalho cartográfico analisa o processo de ressignificação do modo de vida Warao na dimensão do trabalho. Compõe um estudo vinculado à pesquisa intitulada Práticas e saberes que vêm das margens: produção de cuidado em territórios de João Pessoa, aprovada no comitê de ética da Universidade Federal da Paraíba. A pesquisadora-trabalhadora realizou 11 meses de imersão no campo, o Centro de Migrantes e Refugiados da Paraíba (CERMIR) e espaços independentes, registrada em diário cartográfico. O processamento analítico ocorreu no grupo de ensino-pesquisa-extensão ApoiaRAPS, encruzilhando conceitos-ferramenta como contracolonialidade e interseccionalidade. A estrutura urbana fragiliza práticas tradicionais como pesca e agricultura; o artesanato encontra barreiras para circular. O trabalho Warao tem sido: coleta de dinheiro nos semáforos, venda de artesanato e subempregos. As intervenções do CERMIR na Educação ampliaram o acesso à Educação de Jovens e Adultos/as (EJA) e contratações como educadores/as-bolsistas. Por outra via, dispositivos de estruturação passaram a compor o fluxo de reinvenção da vida: aprender a fazer currículo, manejo bancário, uso de QR/Pix e redes sociais. O trabalho, para os/as Warao, significa sobrevivência e afirmação identitária no processo diaspórico. Suas estratégias inventivas e micro resistências no cotidiano, no campo macroestrutural brasileiro, escancaram a urgência das políticas de reparação das violências estruturais que atravessam os/as indígenas no Brasil. O refúgio não apagou o projeto de aniquilação colonial que marca seus corpos. Assim, consolidar o direito ao trabalho digno junto aos/às Warao exige reconhecer seu devir indígena, migrante e refugiado/a.
Título do Evento
1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RACCIONI, Thaís Munholi et al.. TRABALHO, RENDA E AUTONOMIA: CAMINHOS DO POVO WARAO EM JOÃO PESSOA.. In: Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas. Anais...Campinas(SP) UNICAMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1314147-TRABALHO-RENDA-E-AUTONOMIA--CAMINHOS-DO-POVO-WARAO-EM-JOAO-PESSOA. Acesso em: 25/05/2026

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