Título do Trabalho
TRABALHO E VULNERABILIDADE: UM RETRATO DAS CONDIÇÕES TRANS EM JOÃO PESSOA
Autores
  • Analuiza Batista Durand
  • Marcelo Rodrigo Portela Ferreira
  • Juliana Sampaio
Modalidade
Relato de Pesquisa
Área temática
Eixo 4 - Investigação e repertórios teóricos para o encontro com os Saberes e Práticas que vem das Margens
Data de Publicação
05/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1289935-trabalho-e-vulnerabilidade--um-retrato-das-condicoes-trans-em-joao-pessoa
ISBN
978-65-272-2187-6
Palavras-Chave
Trabalho, LGBT, Estatística, Vulnerabilidade, Transsexuais, Travestis.
Resumo
Pessoas transsexuais e travestis (trans) enfrentam barreiras socio-econômicas que limitam seu acesso ao trabalho formal. A escassez de dados sobre esse grupo evidencia a importância de análises locais para subsidiar políticas públicas direcionadas à inclusão laboral. Esse estudo teve como objetivo caracterizar o perfil sociodemográfico e laboral de pessoas trans atendidas num Serviço Especializado na Atenção LGBTQIAPNb+ em João Pessoa. Trata-se de estudo documental e descritivo, de análise de registros de atendimentos do referido serviço, examinando variáveis sociodemográficas, cruzadas com variáveis sobre trabalho. Foram analisados 559 registros realizados entre 2022 e 2025 (junho). O perfil predominante foi de jovens-adultas (79,6% entre 18-34 anos), mulheres trans (65,8%), com ensino médio (54,9%) e renda de até dois salários-mínimos, indicando vulnerabilidade econômica significativa. A análise cruzada evidencia que a faixa etária influencia a empregabilidade, com apenas 37,5% das jovens de 18-24 anos empregadas, contra 76,2% delas com 45-59 anos. Mesmo pessoas com ensino superior completo, permanecem em situação de vulnerabilidade, com 39,4% recebendo apenas 1-2 salários-mínimos. Indígenas apresentam maior taxa de emprego com 55,9%, seguidas por brancas (45,6%), pardas (44,3%) e negras (42,6%). Homens trans têm melhores condições econômicas (46,6% com 1-2 salários), comparados a mulheres trans (34,8%) e travestis (40%). Pessoas com deficiência apresentam menor inserção laboral (37,5% empregados). As ocupações variam conforme idade: jovens concentram-se em telemarketing (4,5%) e trabalho sexual (2,5%), enquanto pessoas acima dos 35 anos tem maior estabilidade em comércio e no setor beleza. Entre os/as empregados/as, 49,8% recebem 1-2 salários-mínimos; e desempregados (28,4%) sobrevivem com menos de um salário. Os dados evidenciam desigualdades interseccionais na inserção laboral da população trans, reforçando a urgência de políticas públicas voltadas à promoção da inclusão e equidade no mercado de trabalho para essa população.
Título do Evento
1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Cidade do Evento
Campinas
Título dos Anais do Evento
Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DURAND, Analuiza Batista; FERREIRA, Marcelo Rodrigo Portela; SAMPAIO, Juliana. TRABALHO E VULNERABILIDADE: UM RETRATO DAS CONDIÇÕES TRANS EM JOÃO PESSOA.. In: Anais do 1º Seminário Internacional da Rede de Observatórios de Micropolítica, Cuidado e Saúde Coletiva - Saberes e Práticas de Cuidado Produzidos às Margens: Percorrendo Veredas. Anais...Campinas(SP) UNICAMP, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/1-seminario-internacional-rede-observatorios-micropolitica-cuidado/1289935-TRABALHO-E-VULNERABILIDADE--UM-RETRATO-DAS-CONDICOES-TRANS-EM-JOAO-PESSOA. Acesso em: 23/05/2026

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