Ementa:
A concepção de tempo em Platão, Aristoteles e Santo Agostinho. O problema da relação entre tempo e eternidade. A variável bíblica. Sentidos de deslocamento no tempo em Flavio Josefo e Paulo Orósio. Sentidos em Santo Agostinho e Hugo de São Vitor. A síntese de São Tomás de Aquino e o papel do momento. Tempo, eviternidade e eternidade em São Tomás. Cronometria e cronologia. Calendários e o sentido profundo do tempo. O calendário judaico, o calendário Juliano e a configuração do calendário cristão ou comum.
O problema do tempo absoluto em Galileu Galilei e Isaac Newton. A crítica à ideia da relação tempo-eternidade no pensamento iluminista: de Immanuel Kant a John McTaggart. A morte e sua presença, para Martin Heidegger. O problema das causas na determinação dos momentos. O determinante eterno. O problema do amor. O problema da liberdade do Homem e a crítica moderna. Determinantes físicos: a segunda lei da termodinâmica e a entropia. O determinante econômico e social. O determinante libidinal. O determinante natural.
Gênese e desenvolvimento da ideia de progresso. A II Guerra Mundial e a crise da ideia de progresso. De Karl Popper a Jean-François Lyotard. O pensamento pós moderno e a crise das metanarrativas. Frederich Nietzche, Michel Foucault, Gilles Deleuze e a recuperação do eterno retorno. O tempo fragmentado e seus efeitos sobre o entendimento da pessoa humana. A crítica da história moral, por Hayden White. Recordação, memória e perdão em Platão, Aristoteles, Paul Ricouer e Jacques Derrida. A fragmentação como sentido? Diálogos com o nada, na pós-modernidade: Jean-Paul Sartre, Herbert Marcuse e o tempo desprovido de sentido.