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O
presente projeto insere-se em uma abordagem interdisciplinar, articulando
diferentes áreas do conhecimento fundamentais para a compreensão e efetivação
da inclusão de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino
superior, com destaque para:
- Ciências
Humanas e Sociais Aplicadas (Direito): análise dos
marcos legais, direitos fundamentais, políticas públicas e garantias de
acessibilidade, com ênfase na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº
13.146/2015), que estabelece o dever institucional de promover adaptações
razoáveis e eliminar barreiras educacionais;
- Ciências
da Saúde (Psicologia): compreensão do TEA sob a
perspectiva do neurodesenvolvimento, incluindo aspectos cognitivos,
comportamentais e emocionais que impactam a aprendizagem, a interação
social e a permanência no ambiente acadêmico;
- Ciências
da Educação (Pedagogia): desenvolvimento de
estratégias pedagógicas inclusivas, metodologias ativas adaptadas,
flexibilização curricular e práticas de ensino centradas no estudante,
respeitando suas singularidades.
Essa integração entre áreas do
conhecimento é essencial para a construção de uma prática inclusiva efetiva,
uma vez que a inclusão educacional não se restringe ao campo pedagógico, mas
envolve dimensões jurídicas, psicológicas, sociais e institucionais.
A importância da inclusão no ensino
superior fundamenta-se em princípios constitucionais como a dignidade da pessoa
humana, a igualdade de oportunidades e o direito à educação, além de
compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Convenção sobre os
Direitos das Pessoas com Deficiência.
No contexto universitário, a
inclusão de estudantes autistas representa não apenas uma obrigação legal, mas
um avanço ético e social, promovendo:
- A
democratização do acesso ao conhecimento;
- A
valorização da diversidade humana;
- O
desenvolvimento de ambientes acadêmicos mais inovadores e empáticos;
- A
formação de profissionais mais preparados para atuar em uma sociedade
plural.
Além disso, a adoção de adaptações
razoáveis contribui para a melhoria da qualidade do ensino como um todo,
beneficiando não apenas estudantes com TEA, mas todos aqueles que apresentam
diferentes estilos de aprendizagem. Portanto, compreender a área do
conhecimento envolvida e reconhecer a importância da inclusão são passos
fundamentais para a construção de práticas educacionais transformadoras,
alinhadas às diretrizes contemporâneas de equidade, acessibilidade e justiça
social no ensino superior.
A inclusão de estudantes com
Transtorno do Espectro Autista (TEA) no ensino superior representa um dos
grandes desafios contemporâneos das políticas educacionais inclusivas. O TEA é
caracterizado por alterações na comunicação social e padrões comportamentais
restritos e repetitivos, com manifestações heterogêneas que impactam
diretamente o processo de aprendizagem e interação acadêmica.
No
contexto universitário, embora haja avanços legais significativos no Brasil —
como a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e a Política Nacional de
Educação Especial — ainda se observam lacunas na efetiva implementação de
práticas inclusivas, especialmente no que se refere às chamadas adaptações
razoáveis.
Essas adaptações consistem em
ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional à
instituição, garantindo igualdade de condições no acesso, permanência e
aprendizagem dos estudantes com deficiência, incluindo aqueles com TEA.
Diante desse cenário, o presente
projeto propõe a realização de uma palestra formativa, por videoconferência,
voltada aos acadêmicos dos cursos de Direito, Psicologia e Pedagogia da
Faculdade Santo Antônio, visando fomentar o conhecimento técnico, jurídico e
pedagógico sobre inclusão de estudantes autistas no ensino superior.
Objetivo Geral:
Promover a formação acadêmica e profissional sobre adaptações razoáveis para estudantes autistas no ensino superior, contribuindo para práticas inclusivas efetivas no ambiente universitário.
Objetivos Específicos:
- Compreender
o conceito de adaptações razoáveis sob a perspectiva legal e educacional;
- Analisar
as especificidades do TEA no contexto do ensino superior;
- Identificar
barreiras enfrentadas por estudantes autistas;
- Apresentar
estratégias pedagógicas inclusivas baseadas em evidências;
- Discutir
casos práticos;
- Sensibilizar
os acadêmicos para atuação profissional inclusiva.
BREVE HISTÓRICO DA IES PROPONENTE/EXECUTORA:
Sociedade Educacional da Região Amazônia – SERA, Sociedade
sem fins lucrativos, fundada em 14 de março de 2000, com o objetivo de promover
pesquisa, educação, assistência, comunicação, cultura, esporte, lazer e turismo
por meio da elaboração e execução de programas, projetos e prestações de
serviços nas mais diversas áreas de abrangência com o objetivo principal de
colaborar com o desenvolvimento sustentável do Estado de Rondônia e de toda
região amazônica minimizando as diferenças sociais existentes em relação aos
demais estados da federação brasileira.
Missão – A Sociedade Educacional da Região Amazônica – SERA
tem como missão fazer a diferença e ser referência em pesquisa, educação,
assistência, comunicação, cultura, esporte, lazer e turismo a partir da
transformação do conhecimento em práticas sociais, com foco no desenvolvimento,
gestão e execução de projetos inovadores nas áreas tecnológica, formação
profissional, inclusão digital, informática educativa, trabalho,
empreendedorismo atendendo ao setor público e privado utilizando metodologias
inovadoras, tecnologia da informação e comunicação.
O SERA possui cooperação técnica com a Faculdade Santo
Antônio - FSA de Caçapava/SP para realização de projetos educativos e sociais,
bem como formações em nível de imersão a especialização latu sensu.