Apesar de datar da segunda metade do séc. XX, O Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, de Ariano Suassuna, propõe uma reflexão sobre a herança colonial portuguesa tendo como propósito refundar a nação a partir da mescla entre o erudito e o popular, com destaque para a cultura mestiça do sertão nordestino.
A recepção de Homero é uma das estratégias de que o autor se vale para alcançar esse objetivo. Quaderna, o narrador protagonista do romance, inicia por rivalizar com o poeta grego, a quem atribui o título de Gênio Máximo da Humanidade, mas no afã de superá-lo termina por tornar-se um Homero Brasileiro.
A professora da USP Adriane da Silva Duarte e Rainer Guggenberger, professor da UFRJ vão defender, na conferência, que O Romance da Pedra do Reino, de Ariano Suassuna, constitui uma recepção pós-colonial de Homero.
A conferência acontece na próxima quarta-feira, 8 de maio, com entrada franca.