8º Congresso Internacional de Arquitetura da Paisagem

27/05/2026 - 29/05/2026 Edifício Palácio Gustavo Capanema - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil

8º Congresso Internacional de Arquitetura da Paisagem

8º CIAP e ABAP 50 anos: Raízes e Horizontes de uma trajetória de ação pelas paisagens brasileiras

Cinquenta anos depois de nascer, para dar nome, método e lugar à paisagem no Brasil, a ABAP celebra uma trajetória que uniu técnica e sensibilidade, desenho e cuidado, cidades e territórios de vida. O 8º CIAP é esse instante de encontro entre gerações e frentes de atuação: quem projeta, pesquisa, ensina, planeja, gere políticas, mobiliza comunidades e inova em tecnologias. Não é apenas um congresso; é uma travessia compartilhada — da experiência concreta dos espaços livres às grandes decisões que moldam o futuro comum.

A paisagem é mais do que cenário: é a forma como a vida se move e nos move. Lemos-a com o corpo e com a memória; atravessamos suas luzes e sons, seus ritmos e texturas; reconhecemos afetos e pertencimentos que não cabem só no desenho técnico. É dessa leitura ampliada — sensível e informada — que emergem soluções capazes de enfrentar ilhas de calor, enchentes e secas, perdas de biodiversidade e desigualdades socioespaciais. Projetar a paisagem é, também, projetar saúde e bem-estar, costurando redes verde-azuis, restaurando ecossistemas urbanos e garantindo acessibilidade física, sensorial, cognitiva e comunicacional.

Há, no entanto, um passo civilizatório ainda por completar: afirmar a função social da paisagem como direito — reconhecível na lei, operável na política e aferível por métricas públicas. O 7º CIAP, ao recolocar essa pauta de modo direto, mostrou que o Brasil carece de um marco que sustente a complexidade do conceito e sua presença na vida pública. Ao mesmo tempo, lembrou que há uma constelação de referências que nos empurra adiante, do Convênio Europeu da Paisagem às cartas latino-americanas recentes. O 8º CIAP assume esse fio e o projeta para frente: do manifesto ao instrumento, do princípio ao protocolo, do discurso à prática.

Nosso desafio é aproximar norma e cotidiano, ciência e rua, sensível e verificável. Isso significa incluir metas e financiamento para a paisagem nos planos e orçamentos; qualificar contratos de manutenção e rotinas de monitoramento; fortalecer formações continuadas e redes locais de gestão capazes de manter, cuidar e inovar. Significa, também, ampliar o diálogo com patrimônios culturais, territórios tradicionais e periferias urbanas, reconhecendo a paisagem como campo de memória, justiça e reparação.

Para dar corpo a esse movimento, o 8º CIAP convoca contribuições que cruzem dimensões humanas, biofísicas e históricas, processos formativos e inovação tecnológica — entendendo que nenhuma dessas frentes caminha sozinha. Queremos ver políticas públicas que incorporem a paisagem, projetos e obras que integrem soluções baseadas na natureza; pesquisas que atualizem métodos de avaliação e impacto; experiências pedagógicas que formem para o comum; protótipos e ferramentas digitais que abram dados, aproximem pessoas e democratizem decisões. Aqui, a técnica ganha sentido quando serve à vida; e a poesia da paisagem se torna compromisso quando vira política.

Celebrar os 50 anos da ABAP é, por fim, renovar uma ética do ofício: fazer da paisagem um bem de todos, com processos mais participativos, transparentes e previsíveis; com critérios que falem de clima, água, biodiversidade, mobilidade, saúde e pertencimento; com desenhos que acolham diferentes corpos, idades e modos de viver. Este congresso é um convite aberto e direto: traga sua prática, sua pesquisa, sua imagem, seu mapa, sua história. Que as vozes se somem para desenhar cidades e territórios mais justos, vivos e acessíveis — onde o cotidiano possa respirar melhor.

ABAP 50 anos. 8º CIAP. Raízes que sustentam. Horizontes que já podemos tocar. 

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Eixos temáticos

A ABAP convida a comunidade profissional, acadêmica e científica a submeter e compartilhar práticas, pesquisas, atividades profissionais e projetos de ensino e extensão, entre outras possibilidades, a fim de discuti-las e formar um panorama de nossa contribuição ao permanente aprendizado e salvaguarda da paisagem. As contribuições devem se enquadrar nos seguintes eixos temáticos:

ET1: Direito à paisagem 

A paisagem é um bem coletivo e um direito fundamental, essencial à vida digna, pois articula memória, identidade e futuro. Compreendê-la como direito limita arbitrariedades do poder, orienta políticas públicas e fortalece a justiça socioambiental, a liberdade e a igualdade. No Brasil, apesar de reconhecida em normas e práticas, ainda carece de maior densidade jurídica e efetiva aplicação no cotidiano. Reconhecer o Direito à Paisagem significa converter sensibilidade em política pública, ciência em prática e utopia em ação concreta, por meio de instrumentos capazes de integrá-la ao projeto, ao planejamento e à gestão de cidades e territórios mais justos, diversos e acessíveis.
Coordenação: Doriane Azevedo (UFMT/ABAP)

ET2: Dimensão humana do projeto, do planejamento e da gestão da paisagem

A dimensão humana da paisagem valoriza a experiência cotidiana de quem vive os lugares, considerando percepções, afetos e modos de habitar. Intervir na paisagem significa promover inclusão, acessibilidade, saúde, bem-estar e segurança, enfrentando desigualdades e fortalecendo identidade e pertencimento. Isso envolve atenção à diversidade, ao conforto ambiental, à mobilidade ativa e à qualidade dos espaços públicos. Por meio de processos participativos e abordagens sensíveis, o projeto, o planejamento e a gestão contribuem para a construção coletiva de paisagens mais justas, acolhedoras e significativas.
Coordenação: Alda de Azevedo Ferreira (UFRJ/ ABAP)

ET3: Dimensão biofísica do projeto, do planejamento e da gestão da paisagem

A dimensão biofísica da paisagem aborda a ocupação do território em consonância com os processos naturais e culturais, diante de desafios como a crise climática e a perda da biodiversidade. Enfatiza estratégias verdes urbanas multiescalares — como infraestrutura verde e azul, soluções baseadas na natureza, arborização e restauração ecológica — como bases para o projeto, o planejamento e a gestão da paisagem. Essas abordagens contribuem para a sustentabilidade urbana e para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, articulando meio ambiente, justiça social e qualidade de vida.

Coordenação: Manoela Netto (PUC MInas / ABAP)

ET4: Dimensão histórica e patrimonial do projeto, do planejamento e da gestão da paisagem 

A dimensão histórica e patrimonial da paisagem reconhece jardins, parques, praças e sítios culturais como portadores de identidades, memórias e saberes locais. Valorizar seus aspectos materiais e imateriais é fundamental para enfrentar desafios contemporâneos sem apagar as marcas do passado. Esse eixo reúne estudos e práticas voltados à documentação histórica, à declaração de significância e à criação de diretrizes e instrumentos que integrem conservação, uso compatível e gestão da paisagem.
Coordenação: Barbara Cortizo de Aguiar (COC-Fiocruz/ABAP)

ET5: Processos formativos sobre a paisagem

A formação em Arquitetura da Paisagem no Brasil é interdisciplinar e ainda demanda maior densidade curricular. Este eixo reúne experiências e propostas que articulam ensino, pesquisa e extensão, integrando graduação e pós-graduação. Valoriza abordagens contemporâneas — como participação, decolonialidade, acessibilidade, saúde e clima — e a atualização de métodos e ferramentas digitais. O objetivo é qualificar competências críticas e técnicas para o projeto, o planejamento e a gestão da paisagem com relevância pública.
Coordenação: Danielly Aliprandi (IFF/ ABAP)

ET6: Tecnologia e inovação na paisagem

Este eixo trata do uso da tecnologia em favor do interesse público, explorando materiais de baixo carbono, técnicas construtivas inovadoras e ferramentas digitais — como SIG, sensoriamento remoto, IA e simulações — no projeto, planejamento e gestão da paisagem. Destaca ganhos em desempenho ambiental, resiliência climática e eficiência, além da ampliação da participação social por meios digitais. Também aborda governança de dados, acessibilidade e ética, visando aplicar a inovação à redução das desigualdades, à proteção da biodiversidade e à promoção de territórios mais justos.

Coordenação: Gutemberg Weingartner (UFMS/ ABAP)

Organização do Evento

              

Apoio

Comissões

Organização Geral

Alessandro Filla Rosaneli (ABAP/UFPR)

Alda de Azevedo Ferreira (ABAP/UFRJ)

Danielly  Cozer Aliprandi (ABAP/IFF)


Coordenação Científica

Barbara Cortizo de Aguiar (COC/Fiocruz)

Doriane Azevedo (ABAP; FAET/UFMT)

Patrícia Maya (UFRJ)


Coordenação de Eventos

Laura de Siqueira Duarte (PUC Rio)

Taiane Marcela Silva Alves (PROARQ/UFRJ)

Fernanda Silva Freitas (PROARQ/UFRJ)

Lígia Castanheira Magalhães (PROARQ/UFRJ)

Ingrid de Souza Soares (PROARQ/UFRJ)


Coordenação Técnica

Maria Lis Paula de Moraes dos Santos (MPAP/UFRJ)

Mylenna Linares Merlo (PROARQ/UFRJ)

Rebeca Barbosa da Costa (PROARQ/UFRJ)

Pedro Michelotti (MPAP/UFRJ)


Coordenação de Mídias

Nátaly Santos Carvalho (PROARQ/UFRJ)

Lia Maria Gomes Bahia (PROARQ/UFRJ)

Sofia Vezzaro Taiarol (PROARQ/UFRJ)

 

Comissão Científica

Alda de Azevedo Ferreira (UFRJ; ABAP)

Alessandro Filla Rosaneli (UFPR; ABAP)

Alex Lamounier (UFF)

Alex Nogueira Rezende (FAENG/UFMS)

Alfio Conti (EA/UFMG)

Aline Figueirôa (UFBA)

Aline Stefânia Zim (FAU/UNB)

Ana Clara Mourão Moura (EA/UFMG)

Ana Cecília Mattei de Arruda Campos (FAU/USP; PUC Campinas)

Ana Paula Pereira de Campos Lettieri

Andréa Arruda (UFMT; FA-UL)

Anna Rachel Julianelli (UFRN)

Barbara Cortizo de Aguiar (COC/Fiocruz)

Camila Amaro (CPNV/UFMS)

Camila Sant'Anna (UFBA)

Camila Salles de Faria (UFMT)

Carla Urbina (PUC Rio)

Cristiane Duarte (UFRJ)

Cybelle Miranda (UFPA)

Daniel Athias de Almeida (UFRJ)

Danielly Cozer Aliprandi (ABAP; IFF/RJ)

David Tavares Barbosa (UEsPI)

Doriane Azevedo (UFMT; ABAP)

Eliane Guaraldo (FAENG/UFMS)

Esdras Arraes (UFERSA)

Ethel Pinheiro (UFRJ)

Euler Sandeville Jr. (FAU/USP)

Fernanda Rocha

Fernando Birello de Lima (UNEMAT)

Filipe Rafael Gracioli (IPHAN/CLC)

Flavia Braga (UFF)

Flora Monte Alegre Olmos Fernandez (IFF)

Francine Sakata (Mackenzie)

Gilfranco Medeiros Alves (FAENG/UFMS)

Glauco Cocozza (UFU)

Graciete Guerra da Costa (UFRR)

Gustavo Nagib (Pesquisador GAsPERR)

Gutemberg Weingartner (ABAP; FAENG/UFMS)

Inês El-Jaick Andrade (COC/Fiocruz)

Isabella Januário (UEM)

Jeanne de Almeida Trindade (IBMR)

Joelmir Marques Silva (UFPE)

Jorge Baptista Azevedo (UFF)

Julia Monteiro (Iphan/SRBM)

Juliana Couto Trujillo (FAENG/UFMS)

Júlio César Botega do Carmo (FAENG/UFMS)

Karin Schwabe Meneguetti (UEM)

Katia Atsumi Nakayama (UFMT)

Leonardo Loyolla (Escola da Cidade)

Lizia Agra Villarim (UFCG)

Lorena Maia Resende (Newton Paiva BH)

Luana Kallas (UFG)

Lúcia Hidaka (UFAL)

Lúcia Maria de S. C. Veras (UFPE)

Luciana Bongiovanni Martins Schenk (IAU/USP)

Luciana Bragança (UFMG)

Luciana Massami Inoue (UFSJ)

Lucimara Albieri de Oliveira (UFTO)

Luis Guilherme Pippi (UFSM)

Katia Atsumi Nakayama (UFMT)

Karin Schwabe Meneguetti (UEM)

Manoela Gimmler Netto (IEC PUC Minas; ABAP)

Marcio Carvalho (Iphan/CE)

Maria de Jesus B. Leite (UFPE)

Maria Elisa Feghali (UFRJ)

Monica Bahia Schlee (UFRJ)

Newton Célio Becker de Moura (UFC)

Pedro Mergulhão (UNIFAP)

Rafael Winter Ribeiro (UFRJ)

Raquel Weiss (UFSM)

Rubens de Andrade (UFRJ)

Rubens do Amaral (IEC PUC Minas)

Simone Marques de Sousa Safe

Vera Tângari (FAU/UFRJ)

Virgínia Vasconcellos (UFRJ)


Organização

Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP)


Edifício Gustavo Capanema - R. da Imprensa, 16 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20030-120

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