QUANDO MUNDOS COLAPSAM: PATRIMÔNIOS EM CRISE, TECNOPOLÍTICAS DO FIM E AS ARQUEOLOGIAS DE FUTUROS POSSÍVEIS
21 a 23 de Julho de 2026
- “Por isso, cuidado, meu bem/ Há perigo na esquina/ Eles venceram e o sinal está fechado pra nós/ Que somos jovens” (Como Nossos Pais. Belchior, 1976)
Com expectativa e felicidade, anunciamos a realização do 6° Seminário de Teoria Arqueológica Contemporânea (SETA). Após breve pausa, o evento retorna ao seu propósito de confrontar as práticas arqueológicas e patrimoniais com questões epistemológicas, ontológicas e políticas que emergem da contemporaneidade. Desse modo, damos continuidade à iniciativa gestada em 2019, sob a responsabilidade do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Desde 2023, o evento vem sendo encampado também por discentes da Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco. Ao longo de suas cinco edições, o SETA pode extrapolar fronteiras regionais e nacionais, articulando diferentes coletivos para a promoção de debates e a produção de conhecimento qualificado.
Para a edição de 2026, trazemos o seguinte tema QUANDO MUNDOS COLAPSAM: PATRIMÔNIOS EM CRISE, TECNOPOLÍTICAS DO FIM E AS ARQUEOLOGIAS DE FUTUROS POSSÍVEIS. Nosso ponto de partida é o reconhecimento do fim do mundo como projeto político e racional. Não se trata de uma metáfora distante, mas de uma condição concreta: crises ambientais irreversíveis, desmonte de políticas preservacionistas, precarização do trabalho arqueológico e patrimonial, erosão de direitos sociais, avanço de autoritarismos, intensificação de desigualdades, destruição seletiva de patrimônios e memórias, violências identitárias, para citar alguns exemplos. O que se desfaz diante de nós é um projeto histórico: o mundo moderno e suas promessas de progresso, emancipação e felicidade, que nunca se realizaram plenamente e de que, de tão sólido, agora se desmancha no ar.
Assim, falar de “mundos que colapsam” implica reconhecer que há forças em disputa, interesses ativos na produção de ruínas e apagamentos, e que não podemos nos dar ao luxo da ingenuidade ou mesmo da apatia. Como alerta Mark Fisher, em sua obra “Realismo Capitalista”, vivemos em uma época onde tornou-se mais fácil (e crível) imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. É justamente nesse horizonte que a sensação de esgotamento se instala como forma de captura. No entanto, encarar o colapso, em vez de negá-lo ou romantizá-lo, pode abrir fissuras. Nestas brechas, talvez possamos acessar experiências que foram derrotadas, interrompidas ou marginalizadas. Ou ainda vestígios de universos que não desapareceram por completo, mas que persistem de maneira concomitante conosco e que, ao serem evidenciados no presente, apontam para a construção de outras maneiras de habitar o planeta.
O evento será transmitido no Canal do PPArque no Youtube.
As inscrições para participação como ouvinte
ficarão abertas até o dia 20/07/2026.
As inscrições para comunicações acontecerão até
dia 21/06/2026
REGRAS DE SUBMISSÃO DE RESUMOS PARA COMUNICAÇÕES
*******************************************************************
WHEN WORLDS COLLAPSE: HERITAGE IN CRISIS,
TECHNOPOLITICS OF THE END, AND THE ARCHAEOLOGIES OF POSSIBLE FUTURES
July 21–23, 2026
“So be
careful, my dear / There is danger on the corner / They have won and the signal
is closed to us / We who are young” (“Like Our Parents,” Belchior, 1976).
With
anticipation and enthusiasm, we announce the 6th Seminar on Contemporary
Archaeological Theory (SETA). After a brief pause, the event returns to its
original purpose of confronting archaeological and heritage practices with the
epistemological, ontological, and political questions emerging from
contemporary realities. In this way, we continue the initiative launched in
2019 under the responsibility of the Graduate Program in Archaeology at the
Federal University of Vale do São Francisco. Since 2023, the event has also
been organized by graduate students from the Graduate Program in Archaeology at
the Federal University of Pernambuco. Throughout its five editions, SETA has
expanded beyond regional and national boundaries, bringing together different
collectives to promote debate and the production of qualified knowledge.
For the
2026 edition, we present the following theme: WHEN WORLDS COLLAPSE: HERITAGE IN
CRISIS, TECHNOPOLITICS OF THE END, AND THE ARCHAEOLOGIES OF POSSIBLE FUTURES.
Our point of departure is the recognition of the end of the world as a
political and rational project. This is not a distant metaphor, but a concrete
condition: irreversible environmental crises, the dismantling of preservation
policies, the precarization of archaeological and heritage work, the erosion of
social rights, the rise of authoritarianisms, the intensification of
inequalities, the selective destruction of heritage and memory, and
identity-based violence, to name only a few examples. What is unraveling before
us is a historical project: the modern world and its promises of progress, emancipation,
and happiness — promises that were never fully realized and which, once thought
solid, are now dissolving into air.
Thus,
speaking of “worlds that collapse” implies recognizing that there are forces in
dispute, active interests invested in the production of ruins and erasures, and
that we can no longer afford the luxury of naïveté or even apathy. As Mark
Fisher warns in his work Capitalist Realism, we live in a time in which it has
become easier — and more believable — to imagine the end of the world than the
end of capitalism. It is precisely within this horizon that the feeling of
exhaustion installs itself as a form of capture. Yet confronting collapse,
rather than denying or romanticizing it, may open fissures. Within these
breaches, perhaps we may access experiences that were defeated, interrupted, or
marginalized. Or even traces of worlds that did not entirely disappear, but
continue to persist alongside us and which, when brought into visibility in the
present, point toward the construction of other ways of inhabiting the planet.
The event
will be streamed on the PPArque YouTube Channel.
Registration for participation as a listener/attendee will remain
open until July 20, 2026.
Registration for paper presentations will be open until June 21,
2026.
RULES FOR ABSTRACT SUBMISSION FOR PAPER PRESENTATIONS
*******************************************************************
CUANDO LOS MUNDOS COLAPSAN: PATRIMONIOS EN CRISIS, TECNOPOLÍTICAS DEL FIN Y LAS ARQUEOLOGÍAS DE FUTUROS POSIBLES
21 al 23 de julio de 2026
“Por eso,
cuidado, mi amor / Hay peligro en la esquina / Ellos vencieron y la señal está
cerrada para nosotros / Que somos jóvenes” (“Como nuestros padres”, Belchior,
1976)
Con
expectativa y alegría, anunciamos la realización del 6.º Seminario de Teoría
Arqueológica Contemporánea (SETA). Tras una breve pausa, el evento retoma su
propósito de confrontar las prácticas arqueológicas y patrimoniales con las
cuestiones epistemológicas, ontológicas y políticas que emergen de la
contemporaneidad. De este modo, damos continuidad a la iniciativa gestada en
2019 bajo la responsabilidad del Programa de Posgrado en Arqueología de la
Universidad Federal del Vale do São Francisco. Desde 2023, el evento también ha
sido impulsado por estudiantes del Posgrado en Arqueología de la Universidad
Federal de Pernambuco. A lo largo de sus cinco ediciones, el SETA ha logrado
trascender fronteras regionales y nacionales, articulando diferentes colectivos
para la promoción de debates y la producción de conocimiento cualificado.
Para la
edición de 2026, presentamos el siguiente tema: CUANDO LOS MUNDOS COLAPSAN:
PATRIMONIOS EN CRISIS, TECNOPOLÍTICAS DEL FIN Y LAS ARQUEOLOGÍAS DE FUTUROS
POSIBLES. Nuestro punto de partida es el reconocimiento del fin del mundo
como proyecto político y racional. No se trata de una metáfora distante, sino
de una condición concreta: crisis ambientales irreversibles, desmantelamiento
de políticas de preservación, precarización del trabajo arqueológico y
patrimonial, erosión de derechos sociales, avance de autoritarismos,
intensificación de desigualdades, destrucción selectiva de patrimonios y
memorias, violencias identitarias, por citar algunos ejemplos. Lo que se deshace
ante nosotros es un proyecto histórico: el mundo moderno y sus promesas de
progreso, emancipación y felicidad, que nunca llegaron a realizarse plenamente
y que, de tan sólido, ahora se desvanece en el aire.
Así,
hablar de “mundos que colapsan” implica reconocer que existen fuerzas en
disputa, intereses activos en la producción de ruinas y borramientos, y que ya
no podemos permitirnos el lujo de la ingenuidad ni siquiera de la apatía. Como
advierte Mark Fisher en su obra Capitalist Realism, vivimos en una época en la
que se ha vuelto más fácil —y más creíble— imaginar el fin del mundo que el fin
del capitalismo. Es precisamente en este horizonte donde la sensación de
agotamiento se instala como forma de captura. Sin embargo, enfrentar el
colapso, en lugar de negarlo o romantizarlo, puede abrir fisuras. En estas
brechas, quizás podamos acceder a experiencias que fueron derrotadas,
interrumpidas o marginadas. O incluso a vestigios de universos que no
desaparecieron por completo, sino que persisten de manera concomitante con
nosotros y que, al hacerse visibles en el presente, apuntan hacia la
construcción de otras maneras de habitar el planeta.
El evento
será transmitido a través del Canal de PPArque en YouTube.
Las inscripciones para participar como oyente permanecerán abiertas
hasta el día 20/07/2026.
Las inscripciones para comunicaciones estarán abiertas hasta el día
21/06/2026.
REGLAS PARA LA PRESENTACIÓN DE RESÚMENES DE COMUNICACIONES