6º Seminário de Teoria Arqueológica Contemporânea

6º Seminário de Teoria Arqueológica Contemporânea

online Este é um evento online

6° Seminário de Teoria Arqueológica Contemporânea

Canal do PPArque no Youtube

QUANDO MUNDOS COLAPSAM: PATRIMÔNIOS EM CRISE, TECNOPOLÍTICAS DO FIM E AS ARQUEOLOGIAS DE FUTUROS POSSÍVEIS


21 a 23 de Julho de 2026


  • “Por isso, cuidado, meu bem/ Há perigo na esquina/ Eles venceram e o sinal está fechado pra nós/ Que somos jovens” (Como Nossos Pais. Belchior, 1976)


Com expectativa e felicidade, anunciamos a realização do 6° Seminário de Teoria Arqueológica Contemporânea (SETA). Após breve pausa, o evento retorna ao seu propósito de confrontar as práticas arqueológicas e patrimoniais com questões epistemológicas, ontológicas e políticas que emergem da contemporaneidade. Desse modo, damos continuidade à iniciativa gestada em 2019, sob a responsabilidade do Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Desde 2023, o evento vem sendo encampado também por discentes da Pós-Graduação em Arqueologia da Universidade Federal de Pernambuco.  Ao longo de suas cinco edições, o SETA pode extrapolar fronteiras regionais e nacionais, articulando diferentes coletivos para a promoção de debates e a produção de conhecimento qualificado. 


Para a edição de 2026, trazemos o seguinte tema QUANDO MUNDOS COLAPSAM: PATRIMÔNIOS EM CRISE, TECNOPOLÍTICAS DO FIM E AS ARQUEOLOGIAS DE FUTUROS POSSÍVEIS. Nosso ponto de partida é o reconhecimento do fim do mundo como projeto político e racional. Não se trata de uma metáfora distante, mas de uma condição concreta: crises ambientais irreversíveis, desmonte de políticas preservacionistas, precarização do trabalho arqueológico e patrimonial, erosão de direitos sociais, avanço de autoritarismos, intensificação de desigualdades, destruição seletiva de patrimônios e memórias, violências identitárias, para citar alguns exemplos. O que se desfaz diante de nós é um projeto histórico: o mundo moderno e suas promessas de progresso, emancipação e felicidade, que nunca se realizaram plenamente e de que, de tão sólido, agora se desmancha no ar.  


Assim, falar de “mundos que colapsam” implica reconhecer que há forças em disputa, interesses ativos na produção de ruínas e apagamentos, e que não podemos nos dar ao luxo da ingenuidade ou mesmo da apatia. Como alerta Mark Fisher, em sua obra “Realismo Capitalista”, vivemos em uma época onde tornou-se mais fácil (e crível) imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. É justamente nesse horizonte que a sensação de esgotamento se instala como forma de captura. No entanto, encarar o colapso, em vez de negá-lo ou romantizá-lo, pode abrir fissuras. Nestas brechas, talvez possamos acessar experiências que foram derrotadas, interrompidas ou marginalizadas. Ou ainda vestígios de universos que não desapareceram por completo, mas que persistem de maneira concomitante conosco e que, ao serem evidenciados no presente, apontam para a construção de outras maneiras de habitar o planeta.

O evento será transmitido no Canal do PPArque no Youtube.


As inscrições para participação como ouvinte ficarão abertas até o dia 20/07/2026.

 


As inscrições para comunicações acontecerão até dia 21/06/2026


REGRAS DE SUBMISSÃO DE RESUMOS PARA COMUNICAÇÕES



*******************************************************************


WHEN WORLDS COLLAPSE: HERITAGE IN CRISIS, TECHNOPOLITICS OF THE END, AND THE ARCHAEOLOGIES OF POSSIBLE FUTURES

 

July 21–23, 2026

 

“So be careful, my dear / There is danger on the corner / They have won and the signal is closed to us / We who are young” (“Like Our Parents,” Belchior, 1976).


With anticipation and enthusiasm, we announce the 6th Seminar on Contemporary Archaeological Theory (SETA). After a brief pause, the event returns to its original purpose of confronting archaeological and heritage practices with the epistemological, ontological, and political questions emerging from contemporary realities. In this way, we continue the initiative launched in 2019 under the responsibility of the Graduate Program in Archaeology at the Federal University of Vale do São Francisco. Since 2023, the event has also been organized by graduate students from the Graduate Program in Archaeology at the Federal University of Pernambuco. Throughout its five editions, SETA has expanded beyond regional and national boundaries, bringing together different collectives to promote debate and the production of qualified knowledge.


For the 2026 edition, we present the following theme: WHEN WORLDS COLLAPSE: HERITAGE IN CRISIS, TECHNOPOLITICS OF THE END, AND THE ARCHAEOLOGIES OF POSSIBLE FUTURES. Our point of departure is the recognition of the end of the world as a political and rational project. This is not a distant metaphor, but a concrete condition: irreversible environmental crises, the dismantling of preservation policies, the precarization of archaeological and heritage work, the erosion of social rights, the rise of authoritarianisms, the intensification of inequalities, the selective destruction of heritage and memory, and identity-based violence, to name only a few examples. What is unraveling before us is a historical project: the modern world and its promises of progress, emancipation, and happiness — promises that were never fully realized and which, once thought solid, are now dissolving into air.


Thus, speaking of “worlds that collapse” implies recognizing that there are forces in dispute, active interests invested in the production of ruins and erasures, and that we can no longer afford the luxury of naïveté or even apathy. As Mark Fisher warns in his work Capitalist Realism, we live in a time in which it has become easier — and more believable — to imagine the end of the world than the end of capitalism. It is precisely within this horizon that the feeling of exhaustion installs itself as a form of capture. Yet confronting collapse, rather than denying or romanticizing it, may open fissures. Within these breaches, perhaps we may access experiences that were defeated, interrupted, or marginalized. Or even traces of worlds that did not entirely disappear, but continue to persist alongside us and which, when brought into visibility in the present, point toward the construction of other ways of inhabiting the planet.


The event will be streamed on the PPArque YouTube Channel.



Registration for participation as a listener/attendee will remain open until July 20, 2026.


 

Registration for paper presentations will be open until June 21, 2026.

 


RULES FOR ABSTRACT SUBMISSION FOR PAPER PRESENTATIONS



*******************************************************************


CUANDO LOS MUNDOS COLAPSAN: PATRIMONIOS EN CRISIS, TECNOPOLÍTICAS DEL FIN Y LAS ARQUEOLOGÍAS DE FUTUROS POSIBLES


21 al 23 de julio de 2026


“Por eso, cuidado, mi amor / Hay peligro en la esquina / Ellos vencieron y la señal está cerrada para nosotros / Que somos jóvenes” (“Como nuestros padres”, Belchior, 1976)

 

Con expectativa y alegría, anunciamos la realización del 6.º Seminario de Teoría Arqueológica Contemporánea (SETA). Tras una breve pausa, el evento retoma su propósito de confrontar las prácticas arqueológicas y patrimoniales con las cuestiones epistemológicas, ontológicas y políticas que emergen de la contemporaneidad. De este modo, damos continuidad a la iniciativa gestada en 2019 bajo la responsabilidad del Programa de Posgrado en Arqueología de la Universidad Federal del Vale do São Francisco. Desde 2023, el evento también ha sido impulsado por estudiantes del Posgrado en Arqueología de la Universidad Federal de Pernambuco. A lo largo de sus cinco ediciones, el SETA ha logrado trascender fronteras regionales y nacionales, articulando diferentes colectivos para la promoción de debates y la producción de conocimiento cualificado.


Para la edición de 2026, presentamos el siguiente tema: CUANDO LOS MUNDOS COLAPSAN: PATRIMONIOS EN CRISIS, TECNOPOLÍTICAS DEL FIN Y LAS ARQUEOLOGÍAS DE FUTUROS POSIBLES. Nuestro punto de partida es el reconocimiento del fin del mundo como proyecto político y racional. No se trata de una metáfora distante, sino de una condición concreta: crisis ambientales irreversibles, desmantelamiento de políticas de preservación, precarización del trabajo arqueológico y patrimonial, erosión de derechos sociales, avance de autoritarismos, intensificación de desigualdades, destrucción selectiva de patrimonios y memorias, violencias identitarias, por citar algunos ejemplos. Lo que se deshace ante nosotros es un proyecto histórico: el mundo moderno y sus promesas de progreso, emancipación y felicidad, que nunca llegaron a realizarse plenamente y que, de tan sólido, ahora se desvanece en el aire.


Así, hablar de “mundos que colapsan” implica reconocer que existen fuerzas en disputa, intereses activos en la producción de ruinas y borramientos, y que ya no podemos permitirnos el lujo de la ingenuidad ni siquiera de la apatía. Como advierte Mark Fisher en su obra Capitalist Realism, vivimos en una época en la que se ha vuelto más fácil —y más creíble— imaginar el fin del mundo que el fin del capitalismo. Es precisamente en este horizonte donde la sensación de agotamiento se instala como forma de captura. Sin embargo, enfrentar el colapso, en lugar de negarlo o romantizarlo, puede abrir fisuras. En estas brechas, quizás podamos acceder a experiencias que fueron derrotadas, interrumpidas o marginadas. O incluso a vestigios de universos que no desaparecieron por completo, sino que persisten de manera concomitante con nosotros y que, al hacerse visibles en el presente, apuntan hacia la construcción de otras maneras de habitar el planeta.


El evento será transmitido a través del Canal de PPArque en YouTube.

 


Las inscripciones para participar como oyente permanecerán abiertas hasta el día 20/07/2026.

 

Las inscripciones para comunicaciones estarán abiertas hasta el día 21/06/2026.

 

REGLAS PARA LA PRESENTACIÓN DE RESÚMENES DE COMUNICACIONES

 


EIXOS TEMÁTICOS 


EIXO 1 - FRACASSO COMO HERANÇA E POTÊNCIA: PROCESSOS DE PATRIMONIALIZAÇÃO, MEMÓRIA SOCIAL E POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO 

Este eixo reúne pesquisas sobre diferentes tipologias de patrimônio, contemplando seus processos de formação, gestão, interfaces sociais e efeitos políticos. Partimos de uma crítica à concepção colonial e eurocêntrica que o ancora a ideia de patrimônio em uma temporalidade linear e em narrativas de continuidade, estabilidade e sucesso nacional. Explicando melhor, compreendemos que, historicamente, o patrimônio resulta de processos seletivos que projetam no passado valores associados a ideais modernos de êxito, glória e honra, ao mesmo tempo em que marginalizam outras experiências incompatíveis com qualquer expectativa de triunfo frente ao poder dominante. Por este viés, é possível transitar por fragmentos, ruínas e vestígios de mundos não hegemônicos, que nos inspiram em sua potência imaginativa e política, ao mesmo tempo que podemos narrar no presente, o colapso de realidades inteiras sob o antropoceno, onde a memória pode se converter em testemunho de fracasso herdado.  Assumir esse posicionamento implica também em tensionar nossas práticas de pesquisa e gestão, atravessadas por limites, precarizações e contradições. Assim, seguimos a provocação de Jack Halberstam, em “A Arte Queer do Fracasso”, que ao invés de tratar o fracasso somente como ausência ou perda, o mobiliza como campo de potência, no qual se abrem possibilidades de reexistência, invenção e reconfiguração. Na empreitada, serão bem-vindos trabalhos que abordem: processos de patrimonialização e suas críticas; políticas e práticas de gestão do patrimônio; relações entre patrimônio, memória e poder; museus; bem como reflexões teóricas e metodológicas que tensionem os limites e as possibilidades do campo patrimonial.


EIXO 2 - ARQUEOLOGIAS, PATRIMÔNIOS E TECNOPOLÍTICAS: PROVOCAÇÕES SOBRE DISPUTAS E PODERES EM MUNDOS E PRESENTES-PASSADOS 

Como alertado por Fernanda Bruno e colaboradores no livro “Tecnopolíticas da vigilância: perspectivas da margem”, ao longo do tempo, múltiplos atores sociais têm desenvolvido e usado diferentes tecnologias para criar, reforçar e até mesmo reverter formas de dominação ou exploração quer seja nas relações constituídas com e na natureza ou em sociedade. Neste sentido, ao voltarmos nosso olhar para os agenciamentos sociotécnicos implementados por diferentes grupos humanos ao longo do tempo, quer seja no processo de transformar uma rocha em lâmina ou no emprego de veículos aéreos não tripulados para o mapeamento de terrenos, percebemos que este é um contexto privilegiado para análise e compreensão das múltiplas formas de atuação, controle e silenciamento de diferentes mundos. Neste mister, o presente eixo temático busca promover reflexões e debates que partam do estudo ou emprego de tecnologias como ferramentas para problematização de contextos sociotécnicos que promovem a construção e destruição de presentes-passados. Assim sendo almejamos agregar tanto trabalhos que partam da análise e classificação de diferentes materialidades arqueológicas (lítico, cerâmica, pinturas, vidro, trançados, etc) para discutir processos de transmissão cultural, relações de poder, violências e persistências quanto pesquisas que abordem o emprego de diferentes tecnologias no fazer arqueológico e/ou reflitam sobre suas finalidades num mundo marcado por crises climáticas, humanitárias e bélicas. Portanto, nossa provocação é discutir as contribuições que as ciências arqueológicas podem trazer não apenas no estudo das tecnologias, mas também na compreensão de como elas estão ontologicamente vinculadas à cenários de e em disputa.


EIXO 3 – ARQUEOLOGIAS DO (E NO) PRESENTE: TEMPORALIDADES, MATERIAIS E LUTAS POR MUNDOS POSSÍVEIS

Neste eixo, reivindicamos o presente como uma dimensão constitutiva da arqueologia, de forma a instigar reflexões sobre a sua natureza disciplinar e política, seus efeitos no mundo e as possibilidades de produção de conhecimentos emergentes das interfaces entre memória, tempo e materialidade.  As abordagens das arqueologias do mundo contemporâneo são diversas, mas parecem concordar quando visualizam o hoje como um campo de disputas, onde diferentes temporalidades, materialidades, saberes, versões de passado, e projetos de mundo se entrelaçam, se tensionam e se reconfiguram continuamente. Ao nosso ver, tal interesse se mostra sintomático em uma conjuntura de crise global, demarcada pelo capitalismo tardio, pela subjetivação neoliberal, pelo colapso ambiental, incomensurabilidade entre pretensões universalizantes e identidades singulares, entre outros aspectos que agregam ansiedade e descrença aos nossos projetos de futuro, ao mesmo tempo em que salientam a urgência do agora como território para imaginar outras realidades possíveis.  Por este viés, a arqueologia, a construção do sentido de arqueológico, bem como as superfícies por onde se desenrolam diversos modos de vida se tornam alvo de interesse para investigações, reconhecendo que os vestígios e processos que observamos muitas vezes são naturalizados ou invisibilizados, sendo atravessados por dinâmicas de colonialidade, por formas de exploração e controle, mas também por gestos de resistência, criação e reexistência. Assim, neste eixo, buscamos acolher estudos que tratem das formas de habitar o presente, de tecer memórias e de projetar futuros, ressaltando como tais operações se condensam tanto em experiências materiais contemporâneos, quanto na produção de afetos, narrativas e imaginários.  Desse modo, são bem-vindos trabalhos que versem sobre: arqueologias do contemporâneo e do presente; estudos de cultura material; interfaces entre arte, arqueologia, educação, história da arqueologia, abordagens de arqueologia pública e comunitária, bem como reflexões teóricas e metodológicas que explorem os limites e as potencialidades ontológicas e epistemológicas das arqueologias do presente. 



**********************************************************

THEMATIC AXES

AXIS 1 – FAILURE AS HERITAGE AND POTENCY: HERITAGIZATION PROCESSES, SOCIAL MEMORY, AND PRESERVATION POLICIES

This axis brings together research on different types of heritage, encompassing their processes of formation, management, social interfaces, and political effects. We begin from a critique of the colonial and Eurocentric conception that anchors the idea of heritage in a linear temporality and in narratives of continuity, stability, and national success. More specifically, we understand that heritage has historically resulted from selective processes that project onto the past values associated with modern ideals of achievement, glory, and honor, while simultaneously marginalizing other experiences incompatible with any expectation of triumph before dominant power structures. From this perspective, it becomes possible to engage with fragments, ruins, and vestiges of non-hegemonic worlds that inspire us through their imaginative and political potential, while also enabling us to narrate, in the present, the collapse of entire realities under the Anthropocene, where memory may become testimony to inherited failure. Adopting this standpoint also implies challenging our own research and management practices, which are themselves traversed by limits, precarious conditions, and contradictions. In this sense, we follow the provocation proposed by Jack Halberstam in The Queer Art of Failure, which, rather than treating failure solely as absence or loss, mobilizes it as a field of potency through which possibilities of reexistence, invention, and reconfiguration may emerge. Accordingly, papers addressing the following themes are welcome: heritagization processes and their critiques; heritage management policies and practices; relationships between heritage, memory, and power; museums; as well as theoretical and methodological reflections that challenge the limits and possibilities of the heritage field.

AXIS 2 – ARCHAEOLOGIES, HERITAGES, AND TECHNOPOLITICS: PROVOCATIONS ON DISPUTES AND POWERS IN PRESENT-PASTS AND WORLDS IN CONFLICT

As warned by Fernanda Bruno and collaborators in the book Technopolitics of Surveillance: Perspectives from the Margins, throughout history multiple social actors have developed and employed different technologies to create, reinforce, and even reverse forms of domination and exploitation, whether in relations established with and within nature or in society itself. In this sense, when we turn our attention to the sociotechnical assemblages implemented by different human groups over time — whether in the process of transforming a rock into a blade or in the use of unmanned aerial vehicles for terrain mapping — we perceive a privileged context for analyzing and understanding the multiple forms of action, control, and silencing imposed upon different worlds. Thus, this thematic axis seeks to foster reflections and debates grounded in the study or use of technologies as tools for problematizing sociotechnical contexts that promote the construction and destruction of present-pasts. We therefore aim to bring together works that, on the one hand, analyze and classify different archaeological materialities (lithics, ceramics, rock paintings, glass, woven artifacts, etc.) in order to discuss processes of cultural transmission, power relations, violence, and persistence, and, on the other hand, research that addresses the use of different technologies in archaeological practice and/or reflects upon their purposes in a world marked by climatic, humanitarian, and military crises. Our provocation, therefore, is to discuss the contributions that archaeological sciences may offer not only in the study of technologies themselves, but also in understanding how they are ontologically linked to scenarios of and in dispute.


AXIS 3 – ARCHAEOLOGIES OF (AND IN) THE PRESENT: TEMPORALITIES, MATERIALS, AND STRUGGLES FOR POSSIBLE WORLDS
In this axis, we reclaim the present as a constitutive dimension of archaeology, seeking to stimulate reflections on its disciplinary and political nature, its effects upon the world, and the possibilities for producing knowledge emerging from the interfaces between memory, time, and materiality. Approaches within archaeologies of the contemporary world are diverse, yet they seem to converge in understanding the present as a field of disputes, where different temporalities, materialities, knowledges, versions of the past, and projects of world-making intertwine, confront one another, and are continuously reconfigured. In our view, such interest appears symptomatic of a context of global crisis marked by late capitalism, neoliberal subjectivation, environmental collapse, and the incommensurability between universalizing ambitions and singular identities, among other aspects that add anxiety and disbelief to our projects of the future, while simultaneously emphasizing the urgency of the present as a territory for imagining other possible realities. From this perspective, archaeology, the construction of the meaning of the archaeological, as well as the surfaces upon which different ways of life unfold, become targets of investigation, recognizing that the vestiges and processes we observe are often naturalized or rendered invisible, traversed by dynamics of coloniality, forms of exploitation and control, but also by gestures of resistance, creation, and reexistence. Thus, within this axis, we seek to welcome studies that address ways of inhabiting the present, weaving memories, and projecting futures, emphasizing how such operations become condensed both in contemporary material experiences and in the production of affects, narratives, and imaginaries. Accordingly, papers dealing with the following themes are welcome: archaeologies of the contemporary and of the present; material culture studies; interfaces between art, archaeology, education, history of archaeology, public and community archaeology approaches; as well as theoretical and methodological reflections exploring the ontological and epistemological limits and potentialities of archaeologies of the present.


**********************************************************

EJES TEMÁTICOS

EJE 1 – EL FRACASO COMO HERENCIA Y POTENCIA: PROCESOS DE PATRIMONIALIZACIÓN, MEMORIA SOCIAL Y POLÍTICAS DE PRESERVACIÓN

Este eje reúne investigaciones sobre diferentes tipologías de patrimonio, contemplando sus procesos de formación, gestión, interfaces sociales y efectos políticos. Partimos de una crítica a la concepción colonial y eurocéntrica que ancla la idea de patrimonio en una temporalidad lineal y en narrativas de continuidad, estabilidad y éxito nacional. En otras palabras, comprendemos que, históricamente, el patrimonio resulta de procesos selectivos que proyectan en el pasado valores asociados a ideales modernos de éxito, gloria y honor, al mismo tiempo que marginan otras experiencias incompatibles con cualquier expectativa de triunfo frente al poder dominante. Desde esta perspectiva, es posible transitar por fragmentos, ruinas y vestigios de mundos no hegemónicos, que nos inspiran por su potencia imaginativa y política, al mismo tiempo que podemos narrar en el presente el colapso de realidades enteras bajo el antropoceno, donde la memoria puede convertirse en testimonio de un fracaso heredado. Asumir esta posición implica también tensionar nuestras prácticas de investigación y gestión, atravesadas por límites, precarizaciones y contradicciones. En este sentido, seguimos la provocación propuesta por Jack Halberstam en El arte queer del fracaso, quien, en lugar de tratar el fracaso únicamente como ausencia o pérdida, lo moviliza como un campo de potencia en el que se abren posibilidades de reexistencia, invención y reconfiguración. En esta línea, serán bienvenidos trabajos que aborden: procesos de patrimonialización y sus críticas; políticas y prácticas de gestión del patrimonio; relaciones entre patrimonio, memoria y poder; museos; así como reflexiones teóricas y metodológicas que tensionen los límites y las posibilidades del campo patrimonial.


EJE 2 – ARQUEOLOGÍAS, PATRIMONIOS Y TECNOPOLÍTICAS: PROVOCACIONES SOBRE DISPUTAS Y PODERES EN MUNDOS Y PRESENTES-PASADOS

Como advierten Fernanda Bruno y colaboradores en el libro Tecnopolíticas de la vigilancia: perspectivas desde el margen, a lo largo del tiempo múltiples actores sociales han desarrollado y utilizado diferentes tecnologías para crear, reforzar e incluso revertir formas de dominación o explotación, ya sea en las relaciones constituidas con y en la naturaleza o en la sociedad. En este sentido, al dirigir nuestra mirada hacia los ensamblajes sociotécnicos implementados por diferentes grupos humanos a lo largo del tiempo —ya sea en el proceso de transformar una roca en una lámina o en el empleo de vehículos aéreos no tripulados para el mapeo de terrenos— percibimos un contexto privilegiado para el análisis y la comprensión de las múltiples formas de actuación, control y silenciamiento de diferentes mundos. Así, el presente eje temático busca promover reflexiones y debates que partan del estudio o del empleo de tecnologías como herramientas para problematizar contextos sociotécnicos que promueven la construcción y destrucción de presentes-pasados. De este modo, aspiramos a reunir tanto trabajos que partan del análisis y clasificación de diferentes materialidades arqueológicas (lítico, cerámica, pinturas, vidrio, trenzados, etc.) para discutir procesos de transmisión cultural, relaciones de poder, violencias y persistencias, como investigaciones que aborden el empleo de diferentes tecnologías en el quehacer arqueológico y/o reflexionen sobre sus finalidades en un mundo marcado por crisis climáticas, humanitarias y bélicas. Por lo tanto, nuestra provocación consiste en discutir las contribuciones que las ciencias arqueológicas pueden aportar no solo al estudio de las tecnologías, sino también a la comprensión de cómo estas están ontológicamente vinculadas a escenarios de y en disputa.


EJE 3 – ARQUEOLOGÍAS DEL (Y EN EL) PRESENTE: TEMPORALIDADES, MATERIALIDADES Y LUCHAS POR MUNDOS POSIBLES

En este eje, reivindicamos el presente como una dimensión constitutiva de la arqueología, buscando estimular reflexiones sobre su naturaleza disciplinaria y política, sus efectos en el mundo y las posibilidades de producción de conocimientos emergentes de las interfaces entre memoria, tiempo y materialidad. Los enfoques de las arqueologías del mundo contemporáneo son diversos, pero parecen coincidir al visualizar el hoy como un campo de disputas, donde diferentes temporalidades, materialidades, saberes, versiones del pasado y proyectos de mundo se entrelazan, se tensionan y se reconfiguran continuamente. A nuestro entender, dicho interés se muestra sintomático de una coyuntura de crisis global marcada por el capitalismo tardío, la subjetivación neoliberal, el colapso ambiental y la inconmensurabilidad entre pretensiones universalizantes e identidades singulares, entre otros aspectos que agregan ansiedad y descreimiento a nuestros proyectos de futuro, al mismo tiempo que resaltan la urgencia del presente como territorio para imaginar otras realidades posibles. Desde esta perspectiva, la arqueología, la construcción del sentido de lo arqueológico, así como las superficies sobre las cuales se desarrollan diversos modos de vida, se convierten en objeto de interés para las investigaciones, reconociendo que los vestigios y procesos que observamos muchas veces son naturalizados o invisibilizados, atravesados por dinámicas de colonialidad, por formas de explotación y control, pero también por gestos de resistencia, creación y reexistencia. Así, en este eje buscamos acoger estudios que aborden las formas de habitar el presente, de tejer memorias y de proyectar futuros, destacando cómo tales operaciones se condensan tanto en experiencias materiales contemporáneas como en la producción de afectos, narrativas e imaginarios. De este modo, serán bienvenidos trabajos que versen sobre: arqueologías de lo contemporáneo y del presente; estudios de cultura material; interfaces entre arte, arqueología, educación, historia de la arqueología, enfoques de arqueología pública y comunitaria; así como reflexiones teóricas y metodológicas que exploren los límites y las potencialidades ontológicas y epistemológicas de las arqueologías del presente.


Inscrições

{{'Label_CodigoPromocionalAplicadoComSucesso' | translate}}
{{'Label_Presencial' | translate}} {{'Label_Online' | translate}} {{'Label_PresencialEOnline' | translate}}
{{item.ingressoPrecoAtual.titulo}}

{{item.titulo}}

{{'Label_DoacaoAPartir' | translate}} {{item.valores[0].valor | currency:viewModel.evento.moeda}}

{{item.descricao}}
{{'Titulo_Gratis' |translate}} {{viewModel.configuracaoInscricaoEvento.descricaoEntradaGratis}}
{{entrada.valor | currency:viewModel.evento.moeda}} {{entrada.valor | currency:viewModel.evento.moeda}}  

{{entrada.valorComDesconto | currency:viewModel.evento.moeda}}

{{'Titulo_Ate' | translate}} {{entrada.validoAte |date: viewModel.evento.cultura.formatoData}}
{{'Titulo_Ate' | translate}} {{entrada.validoAte |date: viewModel.evento.cultura.formatoData}}
{{'Label_APartirDe' | translate}} {{entrada.validoDe | date:viewModel.evento.cultura.formatoData}}
Calendar

{{'Titulo_NaoDisponivel' | translate}}

Submissões

{{areaSiteEvento.jsonObj.configuracaoSubmissao.dataInicioSubmissao}} - {{areaSiteEvento.jsonObj.configuracaoSubmissao.dataLimiteSubmissao}}

{{item.denominacao}}
{{item.denominacao}}
{{item.denominacao}}

{{areaSiteEvento.titulo}}

{{viewModel.evento.titulo}}

{{viewModel.evento.responsavelEvento}}