V Seminário Argumentação na Escola

V Seminário Argumentação na Escola

presencial Universidade Federal Fluminense (Campus Gragoatá) - Niterói - Rio de Janeiro - Brasil

Sobre o evento

Evento totalmente presencial e destinado a todas as áreas do conhecimento

O Seminário Internacional Argumentação na Escola foi idealizado, em 2009, pelo Núcleo de Pesquisa em Argumentação (NuPArg), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), sob a coordenação da Profa. Selma Leitão. O evento foi pensado como um espaço para o intercâmbio acadêmico entre pesquisadores de diferentes países dedicados ao estudo da argumentação no contexto escolar. Convidados pelo NupArg, esses especialistas participaram como palestrantes, compartilhando suas experiências e construções teóricas em palestras e debates. Embora, nessa fase inicial, o evento não contemplasse a submissão de trabalhos, concentrando-se exclusivamente em palestras ministradas por pesquisadores nacionais e internacionais especialmente convidados, sua realização representou uma contribuição pioneira para os estudos da argumentação no âmbito da educação no país, fomentando reflexões e diálogos fundamentais para o desenvolvimento da área. Com base na repercussão e na relevância da primeira edição, a segunda edição do evento, em 2011, foi planejada em um formato ampliado, incorporando, além das palestras, a oferta de minicursos, com o objetivo de aprofundar as discussões e proporcionar uma experiência formativa mais abrangente aos participantes. Na terceira edição, em 2013, a programação foi novamente ampliada, passando a incluir também relatos de experiência e simpósio. A cada nova realização do evento, tornava-se mais evidente que seu foco estava na escola, na sala de aula e no professor da educação básica. Assim, a inclusão desses relatos buscou valorizar e dar visibilidade às práticas docentes, promovendo um diálogo ainda mais estreito entre a pesquisa acadêmica e a realidade educacional. Em 2018, o Grupo de Pesquisa em Educação, História e Cultura (GPEHCC) soma esforços com o NuPArg para a realização do IV Seminário Internacional e I Congresso Nacional Argumentação na Escola. Nessa edição, o evento passou por uma reformulação mais substancial, ampliando significativamente sua programação, adotando um novo formato que possibilitava a submissão de trabalhos, a fim de compartilhar e discutir resultados de pesquisas e relatos de experiência, objetivando um estímulo ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de práticas educativas, investigativas e ao aprofundamento teórico da Argumentação na Escola. Esse novo formato fortaleceu consideravelmente a possibilidade de participação e discussão entre todos os participantes. Em 2020, o evento deixa de ser realizado em virtude da pandemia de covid-19. Mas, em 2025, a Associação Brasileira de Argumentação (ABA) retoma o evento e o insere de volta ao calendário acadêmico como evento itinerante de caráter nacional, com foco na pesquisa, ensino e extensão, privilegiando a parceria com a escola de educação básica. Assim, em 2026, o V Seminário Argumentação na Escola terá lugar na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Organização

Comissão Organizadora

Glayci Kelli Reis da Silva Xavier
 (Instituto de Letras/UFF)
Sylvia De Chiaro
 (PPGECM/UFPE)
Isabel Cristina Michelan de Azevedo
 (PPGEL; Profletras/UFS)
Beatriz dos Santos Feres
 (Posling/UFF)
João Carlos Caldato Correia
 (IFRJ/Paracambi)
Eduardo Lopes Piris
(PPGL; Profletras/UESC)
Carlos Augusto Aguilar Júnior
 (Coluni/UFF)
Patrícia Ferreira Neves Ribeiro
 (Posling/UFF)
Comissão Científica

Ana Luiza Cardoso Silva Rodrigues (Matemática, UFRJ)

Claudia de Oliveira Lozada 

(Matemática, UFAL)

Gabriel Fortes (Educação, Univ. Alberto Hurtado, Chile)

Glícia Azevedo 

(Letras, Ciências e Tecnologia, UFRN)

Jairo Venício Carvalhais Oliveira (Letras, UFMG)

João Paulo Attiê

(Matemática, UFS)

Joilma Silva Carneiro 

(Matemática, UEFS)

Kátia Calligaris Rodrigues

(Ciências e Matemática, UFPE)

Maria Vanice L. Melo Barbosa (Letras, UFCG)

Nadja Pattresi

(Letras, UFF)

Rafael Guimarães Nogueira (Letras, IFRJ)

Ruy César Pietropaolo (Matemática, UNICSUL-SP)

Silvio Ribeiro da Silva (Educação, UFJ)

Sirley Siqueira (Letras, Colégio Pedro II)

Valter César Montanher (Física, IFSP)

Verônica Tavares Santos Batinga (Ciências, UFRPE)

Convidados

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Valores para participação no evento

Modalidade

Faixas, Prazos e Valores*

Participação com apresentação de trabalho

Categoria

1º lote

17/12/2025 a 17/01/2026

2º lote

18/01/2026 a 18/03/2026

Estudante de Graduação

R$ 50,00

R$ 70,00

Estudante de Pós-Graduação, Graduado, Especialista**, Mestre** e Doutor**

R$ 100,00

R$ 140,00

Professor de Educação Básica

R$ 100,00

R$ 140,00

Professor do Magistério Superior ou Professor do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT)

R$ 180,00

R$ 250,00

Participação como ouvinte

Público em geral

R$ 25,00


* Membros da Associação Brasileira de Argumentação (ABA) têm desconto de R$ 20,00 em qualquer categoria ou lote. Caso deseje se filiar, visite o site da ABA, em: https://www.ababrasil.net/associe-se 


** Esta faixa de valor se aplica apenas a Especialistas, Mestres e Doutores que não estejam com vínculo de professor no Magistério Superior ou EBTT ou de pesquisador com qualquer tipo de bolsa. 


Cronograma


01/08 a 31/08/2025Período de divulgação do evento nas mídias digitais
01 a 23/09/2025

1ª Fase - Período de submissão de resumos:

Modalidade (I) Coordenação de mesa-redonda participativa

Modalidade (II) Ministração de oficina prática

24 a 30/09/2025Período de avaliação dos resumos

01/10 a 20/11/2025

[prorrogado até 30/11]

2ª Fase - Período de submissão de resumos:

(III) Debater em mesa-redonda participativa 

(IV) Expor em painel interativo de experiências inspiradoras

(V) Apresentar em sessão de comunicação oral 

01 a 08/12/2025Período de avaliação dos resumos
01 a 15/12/2025Correções e reenvio dos resumos aprovados com ressalvas 
01/12/2025Início da disponibilização automática das cartas de aceite
17/12/2025 a 31/05/2026Indicação das oficinas práticas (no processo de pagamento da inscrição) - VEJA OS RESUMOS
17/12/2025 a 17/01/2026Pagamento da taxa de inscrição - 1º lote (com desconto)
18/01 a 18/03/2026Pagamento da taxa de inscrição - 2º lote (sem desconto)
19/03/2026 a 31/05/2026Período de inscrição para participação como ouvinte
02/05/2026Divulgação da Programação Geral e do Caderno de Resumos
02 e 03/06/2026Realização do evento
04/06/2026Chamada para publicação de trabalhos completos nos Anais do V SAE
31/07/2026Publicação dos Anais

Inscrições

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Atividades

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Conheça as oficinas práticas

O evento possui 20 oficinas práticas, sendo alocadas dez em cada dia do evento. As vagas por oficina são LIMITADAS. Os resumos das oficinas podem ser consultados a seguir ou por meio deste link: VEJA OS RESUMOS 

DIA 02 DE JUNHO DE 2026

01. ENSINO DE ARGUMENTAÇÃO, ORALIDADE E INTERAÇÃO: VIVÊNCIA E REFLEXÃO POR MEIO DO GÊNERO DEBATE

Roziane Marinho Ribeiro (UFCG), Eduardo Lopes Piris (UESC)

Resumo: Esta oficina prática tem como objetivo capacitar professores da educação básica para o ensino da argumentação na modalidade oral em sala de aula, promovendo uma vivência reflexiva sobre o ato de argumentar e seus mecanismos linguageiros. Ao assumir o ensino de argumentação nas práticas de letramentos que exigem dos participantes a capacidade de discutir questões sociais controversas, recorre aos aportes da concepção interacional de argumentação (Plantin, 2008; Grácio, 2011), dos estudos da interação conversacional (Marcuschi, 2001; Kerbrat-Orecchioni, 2006), à proposta de ensino de debate como gênero oral do argumentar (Dolz; Schneuwly; de Pietro, 2004; Ribeiro, 2009; Copolla; Dolz, 2020) capaz de promover cidadania, agência e emancipação humana (Egglezou, 2020; Azevedo et al., 2023; Azevedo; Piris, 2023; Piris; Alves-Lima, 2025). Os participantes serão convidados a engajar-se em um microdebate sobre um tema controverso relevante para o contexto educacional, vivenciando, na prática, as etapas de preparação (definição de tese, seleção de argumentos e contra-argumentos), execução (fala, escuta ativa e réplica) e avaliação. Após a atividade, será conduzida uma reflexão coletiva para analisar os mecanismos argumentativos mobilizados, os desafios da oralidade e da interação argumentativa e as possibilidades de adaptação da estratégia didática para diferentes níveis de ensino. A oficina privilegia a aprendizagem pela ação e pelo diálogo, demonstrando como criar situações de interação que desenvolvam nos estudantes a capacidade de argumentar com clareza, respeitar opiniões divergentes e construir conhecimento de forma colaborativa.

Palavras-chave: Formação de Professores. Argumentação oral. Debate em sala de aula. Letramento argumentativo. 


02. NAVEGANDO PELA LITERATURA INFANTIL E JUVENIL: LEITURA ARGUMENTATIVA DE NARRATIVAS LITERÁRIAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA

Washington Elias Paes (UFF), Ana Maria Prior Vieira (UFF)

Resumo: Esta oficina tem como objetivo demonstrar as contribuições de uma análise argumentativa das narrativas literárias para o ensino de leitura na Educação Básica a partir de obras infantis e juvenis que abordam temas sociais, como desigualdades e preconceitos. A proposta é compartilhar mecanismos que estimulem a criticidade e a aprendizagem reflexiva no ensino de Língua Portuguesa e Literatura. Para isso, recorreremos a linguistas como Patrick Charaudeau (2019), Ruth Amossy (2020) e Beatriz Feres (2021, 2023). Destinada a educadores da Educação Básica, a oficina utilizará o estudo de textos aliado à análise em grupo, favorecendo a interação, o diálogo e a mediação textualmente orientada. O trabalho se articula às competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente aquelas voltadas à análise de posicionamentos argumentativos e à identificação de peculiaridades estilísticas e estruturais de diferentes gêneros literários. Durante a oficina, serão analisados os livros ilustrados Os Pombos, de Blandina Franco e José Carlos Lollo; O Carrinho da Madame Miséria, de Lise Melinand; Super, de Jean-Claude Alphen; e Bom Dia, Todas as Cores, de Ruth Rocha. Em seguida, as ideias principais serão registradas, e os textos analisados serão trocados entre os grupos, de modo que cada grupo realize uma nova leitura crítica. Na etapa final, as interpretações serão compartilhadas em debate coletivo, destacando-se recorrências e contrastes nas análises. Dessa forma, pretende-se reconhecer como as narrativas, por meio de suas estruturas e de seus conteúdos simbólicos particulares, buscam atuar sobre o leitor e reverberar no tecido social, constituindo importantes espaços de (in)visibilidade de tensões da realidade brasileira.

Palavras-chave: Leitura argumentativa. Organização narrativa. Literatura infantil e juvenil. Educação Básica. 


03. FLUXO: RODAS DE CONVERSA E ATIVIDADES DE LEITURA PARA A AMPLIAÇÃO DE REPERTÓRIO EM UM CURSINHO POPULAR PRÉ-UNIVERSITÁRIO

Winola Weiss Pires Cunha (USP)

Resumo: A oficina objetiva promover uma vivência e a reflexão sobre as estratégias didáticas utilizadas para preparar estudantes para a redação ENEM. Isso será feito por meio de uma oficina elaborada no contexto de pesquisa de Doutorado em andamento, direcionada para estudantes de um cursinho popular da cidade de São Paulo. O objetivo neste contexto é desenvolver o repertório pessoal dos estudantes por meio de práticas críticas de diálogo, leitura e escrita. Já no Seminário, o público-alvo será professoras, professores, pesquisadoras e pesquisadores da área. Dessa forma, buscaremos, por meio da aplicação da oficina, refletir criticamente sobre as práticas voltadas para o desenvolvimento de capacidades argumentativas (Azevedo; Santos; Calhau; Leal; Piris, 2023) a partir de uma perspectiva crítica, embasando-nos na proposta da Argumentação Emancipadora (Azevedo; Piris, 2023). Com isso, objetivamos incentivar práticas pedagógicas opositoras aos processos de subalternização de sujeitos e de grupos sociais (Carneiro, 2023; Ribeiro, 2017; Spivak, 2014), dentre os quais localizamos a perspectiva bancária (Freire, 2019) que ronda a preparação para os exames vestibulares, sobretudo as ferramentas de ensino que visam a “facilitar” a escrita de textos argumentativos (como modelos prontos, repertórios “coringa”, entre outras), mas que, na prática, alienam estudantes do próprio processo de escrita. Com vistas a dialogar com essas demandas, o projeto FLUXO promove práticas de multiletramento (Grupo Nova Londres, 2021; Cope, Kalantzis, 2015) com debates sobre diversas temáticas, integrando saberes e habilidades de diversas áreas do conhecimento para a produção de uma redação completa referente a um tema em estilo ENEM. Busca-se desenvolver, progressivamente, uma cultura argumentativa (Zarefsky, 2009) pautada pela curiosidade epistemológica; uma perspectiva que busca aproveitar a preparação para o ENEM para promover um olhar crítico e verdadeiramente atento às questões sociais brasileiras, engajado com a emersão da consciência da realidade e com a transformação social.

Palavras-chave: argumentação; ENEM; roda de conversa; leitura. 


04. ARGUMENTAÇÃO E ENSINO: ESTRATÉGIAS PARA A FORMAÇÃO DOCENTE NO TRABALHO COM GÊNEROS TEXTUAIS ARGUMENTATIVOS

Alexandra Alves da Silva (UERJ), Giselle de Souza Reis Coutinho (UFF)

Resumo: A proposta tem como base os estudos de Patrick Charaudeau (2016) e José Luiz Fiorin (2023) sobre a Argumentação. O objetivo geral é explicitar as possibilidades do ensino da sustentação argumentativa entre os mais diversos gêneros textuais, como a publicidade e a dissertação, a fim de ampliar ferramentas pedagógicas utilizadas pelos docentes de Produção Textual e de oferecer novos recursos para trabalhar textos argumentativos e dissertativos. O público-alvo principal, então, são os professores da educação básica e formandos do curso de Letras. A oficina será dividida em três etapas para conseguir abarcar as metodologias principais do ensino do texto argumentativo. Assim, no primeiro momento, a partir da exposição do conceito teórico de Argumentação, suscitaremos uma pequena reflexão sobre essa prática, principalmente em relação à docência. No segundo, explicitaremos as ferramentas pedagógicas que podem ser utilizadas, por meio da análise de textos-base e da aplicação da teoria de argumentação, para o aperfeiçoamento do pensamento crítico dos estudantes a partir da adequada mediação do professor. Por último, no terceiro, proporemos uma atividade de correção de diferentes gêneros, em que os docentes possam perceber e identificar problemas quanto à coerência textual. Espera-se, com essa oficina, que os professores de Língua Portuguesa possam experienciar, aprender e trocar informações sobre o ensino crítico da argumentação nas salas de aula do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. A oficina tem como objetivo geral, então, possibilitar que os docentes reflitam sobre a prática do ensino de argumentação e compreendam que a dimensão argumentativa se constrói tanto em relação ao desenvolvimento estrutural, à progressão textual, quanto à marca de autoria - seleção de repertório, defesa de ponto de vista, interpretação do tema entre outros.

Palavras-chave: Discurso. Argumentação. Produção textual. Prática docente. 


05. VIVÊNCIAS, DISCUSSÕES E REFLEXÕES PARA A AUTONOMIA DA MATEMÁTICA ESCOLAR EM PRÁTICAS ARGUMENTATIVAS

Murilo Falcirolli Amorim (USP), Ana Paula Jahn (USP)

Resumo: Os objetivos desta oficina são: (1) perceber que a produção de argumentações em matemática exige não apenas o conhecimento do conteúdo teórico, mas também um saber-fazer de ordem procedimental: não basta conhecer uma propriedade para saber usá-la como argumento; (2) reconhecer que (e por que) a prática argumentativa na matemática da Educação Básica não precisa estar subordinada às regras da matemática acadêmica; (3) refletir sobre o valor didático de situações de argumentação no contexto escolar. A oficina será conduzida de forma interativa e participativa numa sequência de três tarefas. (1) Vivência de dificuldade na argumentação escolar: Simularemos, com os participantes, uma dificuldade experienciada por estudantes quando se deparam com tarefas de argumentação. Os participantes deverão provar (argumentar com o objetivo de validar) uma proposição com base em uma definição dada. Essa definição será modificada três vezes. Cada modificação exigirá que os participantes elaborem novas argumentações para a mesma proposição. Discutiremos sobre a origem das dificuldades dos participantes na realização da tarefa. (2) Reflexão sobre argumentos formais e informais: Apresentaremos três provas (argumentações) diferentes para uma mesma proposição, duas “formais” e uma informal. Discutiremos sobre o tipo de argumentação que desejamos validar e encorajar em contexto escolar. (3) Simulação de um debate entre estudantes: Simularemos uma interação de sala de aula envolvendo interpretação de definições, debate e refutação, na qual os participantes atuarão como se fossem estudantes da Educação Básica, exemplificando uma possível estratégia metodológica para promover situações de argumentação na sala de aula. O público-alvo são professores que ensinam matemática, o que inclui professoras e professores dos Anos Iniciais. Professores(as) e licenciandos(as) de outras áreas específicas são bem-vindos, e podem nos ajudar a avaliar a pertinência das nossas propostas para a docência em suas áreas do conhecimento.

Palavras-chave: Matemática escolar. Argumentação. Autonomia. Formalismo. 


06. ARGUMENTAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE NO CICLO ARGUMENTATIVO DE APRENDIZAGEM (CAA)

Tacyane Lima de Menezes (SEDUC-BA), João Paulo Attie (UFS)

Resumo: A oficina tem como proposta vivenciar a argumentação como prática formativa interdisciplinar, aplicada ao ensino, à pesquisa e à extensão. Destina-se a professores da Educação Básica, pesquisadores e estudantes de diferentes áreas, buscando articular a teoria da argumentação a partir de Toulmin (2006), lógica, Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca (2005), retórica, e Gonçalves-Segundo (2020), dialética, às concepções de interdisciplinaridade de Fazenda (1979, 1994), Japiassu (1976), Gadotti (2004), Morin (2000, 2005) e Pombo (2005, 2006). Além disso, ancora-se em Saviani (2008), cuja pedagogia histórico-crítica entende a educação como mediação intencional entre saberes e prática social, e em Gasparin (2002), que sistematiza os cinco passos desse método, inspirando a estrutura do CAA (Ciclo Argumentativo de Aprendizagem) como instrumento pedagógico que integra dimensões lógicas, retóricas, dialéticas e interdisciplinares no processo educativo. A dinâmica será participativa e organizada nos seis momentos do CAA. No diagnóstico inicial, os participantes analisarão uma situação-problema de relevância social, ética na inteligência artificial, mudanças climáticas ou desigualdades, mobilizando saberes prévios e valores. Na problematização, diferentes hipóteses e perspectivas disciplinares serão discutidas, ampliando o campo investigativo. O confronto ocorrerá por meio de debate orientado, com apresentação de argumentos, refutações e contra-argumentos. Na etapa de instrumentalização, serão incorporadas as estruturas argumentativas: Toulmin (2006) contribui para a organização lógica, Perelman (2005) para a adesão retórica e Gonçalves-Segundo (2020) para a mediação dialógica e epistêmica, sempre em diálogo interdisciplinar. A catarse consistirá em síntese argumentativa que integra os diferentes saberes em visão crítica e articulada. Por fim, a aplicação transformadora permitirá avaliar aprendizagens, limites e possibilidades de aplicação do CAA em contextos pedagógicos e sociais. Espera-se que a oficina contribua para compreender o CAA como princípio estruturante de uma formação crítica e interdisciplinar, fortalecendo a articulação entre escola, universidade e sociedade, e promovendo a argumentação como eixo de conhecimento e cidadania.

Palavras-chave: Argumentação. Interdisciplinaridade. Pedagogia histórico-crítica. Ciclo Argumentativo de Aprendizagem (CAA). 


07. (RE)VIVENCIANDO A DOCÊNCIA: UMA OFICINA DE ARGUMENTAÇÃO PRÁTICA PARA DECISÕES PEDAGÓGICAS

Nádia Oliveira (UFPE)

Resumo: A oficina tem como objetivo levar os participantes a (re)vivenciarem experiências docentes por meio da argumentação prática, entendida como uma modalidade de raciocínio mobilizada em situações que exigem análise, defesa e escolha de uma proposta de ação (Fairclough; Fairclough, 2012). No contexto da educação, ela possibilita a explicitação dos motivos de uma ação ou intenção de agir, estando vinculada a processos de tomada de decisão (Fenstermacher; Richardson, 1994). Tornar a ação explícita permite sua reconstrução, favorecendo o desenvolvimento de pensamentos mais sofisticados sobre os desafios da prática docente. Busca-se, assim, oferecer um espaço no qual os professores possam fortalecer a capacidade de tomar decisões fundamentadas, críticas e reflexivas. Com essa finalidade, a oficina será estruturada em quatro momentos: i. Fase de aquecimento: destinada ao relato de situações reais de sala de aula que demandam rápida deliberação; ii. Estudo de caso: no qual os participantes deverão deliberar e construir um curso de ação justificado para a situação apresentada; iii. Momento de perguntas reflexivas: voltado a estimular a revisão das ações inicialmente propostas; e, por fim, iv. Uma reflexão coletiva: promovendo a discussão das experiências vividas e o compartilhamento das revisões realizadas após as perguntas reflexivas. Esse processo de explicitação e revisão da ação favorece o aprimoramento da prática docente por meio da articulação entre conhecimentos teóricos e aplicados, capazes de oferecer respostas aos desafios presentes no cotidiano escolar. Além disso, espera-se que os participantes reflitam sobre essa experiência como uma estratégia pedagógica possível de ser adaptada ao seu contexto, favorecendo a reflexão e o aperfeiçoamento das práticas docentes. A atividade é voltada a professores da educação básica, formadores e estudantes de licenciatura, e encontra-se aberta à participação de todos que desejarem integrar esse espaço de reflexão e aprimoramento da prática docente.

Palavras-chave: Formação docente. Argumentação prática. Tomada de decisão. Ação pedagógica. 


08. DO TRAÇO AO ARGUMENTO: NARRATIVAS EM HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO DE CIÊNCIA

Taís de Oliveira Silva (UFRN), Dayana Miranda de Souza (UFRN)

Resumo: A educação científica tem ganhado destaque por priorizar o desenvolvimento de uma postura crítica e reflexiva nos estudantes. Diante disso, diferentes metodologias vêm sendo adotadas, entre as quais a argumentação se destaca como uma estratégia capaz de estimular processos metacognitivos e promover uma aprendizagem problematizadora (De Chiaro, 2015). Apesar do potencial da argumentação, sua aplicação no ensino de Ciências ainda enfrenta desafios. Nesse contexto, esta oficina foi pensada para professores da educação básica e licenciandos com o objetivo de explorar HQ como estratégia para promover a argumentação científica entre estudantes, por meio da análise e criação de narrativas investigativas. Defendemos que, por meio da argumentação, as HQ articulam contextos naturais e científicos ao integrar recursos linguísticos e visuais, favorecendo uma compreensão mais analítica da realidade (Kundlatsch; Silveira, 2018; Silva; Leão, 2023). As atividades serão divididas em dois momentos: um teórico, voltado aos fundamentos da argumentação e seus processos de negociação e justificação (Leitão, 2011), e outro prático, dedicado à aplicação em HQ. Na etapa prática, os participantes serão organizados em grupos e receberão uma HQ com uma temática científica, organizada com alguns argumentos, mas propositalmente incompleta. A tarefa consistirá em analisar criticamente as evidências apresentadas na HQ e nos dados científicos fornecidos, para então elaborar um posicionamento. Como produto final, os grupos deverão construir uma HQ, utilizando um template no qual deverão registrar hipóteses, evidências e conclusões do caso. As produções serão socializadas com o intuito de demonstrar, de forma prática, como se daria a mediação de uma situação análoga em sala de aula, destacando as posturas pedagógicas que o professor pode adotar. De modo geral, acredita-se que esta oficina possa ampliar a compreensão da aprendizagem por meio da investigação e da debatibilidade proporcionada pela argumentação articulada às HQ e ainda promover um espaço formativo crítico-reflexivo.

Palavras-chave: Argumentação. História em Quadrinhos. Investigação. Ciência. 


09. CIRANDA INTELIGENTE: ARGUMENTAÇÃO E ROBÓTICA NA SALA DE AULA COMO ESTRATÉGIA METACOGNITIVA

Lívia Leite (UFPE), Vancleide Jordão (UFPE)

Resumo: Pensar a formação de educadores constitui objetivo central nos diversos campos da educação, permitindo múltiplos olhares que conduzem à reflexão sobre as práticas pedagógicas. Nesse contexto, a busca por estratégias potencialmente metacognitivas configura-se como uma meta urgente para a construção de sujeitos críticos, autônomos e socialmente atuantes. A oficina proposta visa oferecer aos participantes a vivência prática de uma estratégia pedagógica centrada na argumentação escolar, promovendo o aprendizado por meio da experiência, da reflexão e do diálogo. Para tanto, serão utilizados kits de robótica, de modo a organizar uma ciranda pedagógica que torne o conteúdo da argumentação mais acessível, vivenciado e refletido. Os participantes serão instigados a formular, defender, revisar e refinar argumentos a partir de temas ou problemas propostos, favorecendo processos colaborativos de construção do conhecimento. A dinâmica será estruturada em três momentos principais: (1) Introdução, com a apresentação dos objetivos e a contextualização da importância da argumentação e da robótica na educação; (2) Vivência prática, na qual os participantes, organizados em grupos, desenvolverão atividades utilizando recursos de robótica para elaborar e sustentar argumentos sobre temas relevantes, estimulando o diálogo e a reflexão coletiva; (3) Discussão e fechamento, momento de socialização das experiências e aprendizagens, permitindo a construção conjunta de sentidos e saberes. O referencial teórico-metodológico da proposta ancora-se nas contribuições de Leitão e De Chiaro, Vygotsky, Paper, buscando assim, fomentar o desenvolvimento de competências docentes voltadas à elaboração e aplicação de estratégias pedagógicas baseadas na argumentação, promovendo a metacognição por meio de práticas reflexivas e dialógicas. Espera-se que a oficina contribua para o fortalecimento do pensamento crítico, da consciência sobre os próprios processos cognitivos e da tomada de decisões fundamentadas, aproximando os participantes da robótica enquanto recurso didático inovador.

Palavras-chave: Argumentação. Metacognição. Robótica Educacional. Formação de Educadores. 


10. ARGUMENTAÇÃO EM AULAS COM A METODOLOGIA ATIVA DA APRENDIZAGEM BASEADA EM CASOS (ABC): VIVÊNCIAS E PRÁTICAS

Valter César Montanher (IFSP)

Resumo: A oficina visa oferecer aos participantes a experiência prática da aprendizagem baseada em casos (ABC), promovendo a argumentação escolar e favorecendo a construção do conhecimento por meio da vivência, reflexão crítica e diálogo. A oficina adota princípios das metodologias ativas, privilegiando a participação dos docentes como protagonistas, a aprendizagem pela experiência e o diálogo reflexivo como eixo central. Pretende-se que os educadores compreendam a potencialidade dos casos de ensino, formas de integrá-la em seus contextos de ensino, como promover a argumentação durante as discussões em grupo e como escrever um caso com potencialidade de ser uma Estratégia Potencialmente Argumentativa EPAs. Espera-se que os participantes aprendam a reconhecer o papel da argumentação no processo de ensino-aprendizagem com casos; experimentar a ABC como estratégia de ensino para fomentar a argumentação em sala de aula; refletir coletivamente sobre desafios e possibilidades de implementar práticas argumentativas na escola com essa Estratégia Potencialmente Argumentativa EPAs. A oficina será estruturada em três momentos interdependentes: vivência prática da ABC; os participantes serão organizados em grupos reduzidos e receberão um caso elaborado a partir de situações escolares reais que envolvem dilemas ou controvérsias conceituais, pedagógicas ou sociais. Os grupos discutirão o caso, elaborarão argumentos a favor e contra as soluções propostas, considerarão diversas perspectivas e apresentarão as conclusões do grupo em plenária. A reflexão será coletiva, focando na identificação das habilidades argumentativas, análise das potencialidades e desafios da estratégia, e sugestões de adaptações para diferentes níveis de ensino. A oficina finalizará com a construção colaborativa de um quadro de estratégias para a ABC. A metodologia adota princípios de metodologias ativas, destacando a participação dos docentes, a aprendizagem pela experiência e o diálogo reflexivo. Por fim, discutiremos como escrever um caso, com propostas de temas controversos pelos participantes.

Palavras-chave: Argumentação. Aprendizagem Baseada em Casos. Metodologias ativas. Pensamento crítico.

 

DIA 03 DE JUNHO DE 2026

11. ARGUMENTAR E CONTRA-ARGUMENTAR: UM EXERCÍCIO DE ÉTICA E RESPONSABILIDADE

Milene Maciel Carlos Leite (UERJ), Bárbara Bela Carvalho dos Santos (UERJ)

Resumo: Nesta proposta, objetivamos promover o exercício de argumentação e contra-argumentação, a partir de um debate regrado de três temas polêmicos: 1. O aborto deve ser legalizado no Brasil? 2. Jogadores famosos têm a obrigação de se posicionar contra o racismo? 3. O Estado deve oferecer apoio financeiro direto para que mulheres pobres possam exercer plenamente o direito à maternidade? Os presentes serão divididos em 6 grupos. O primeiro grupo terá que defender que o aborto deve ser legalizado. O grupo 2, que estabelecerá um debate de ideias com o grupo 1, terá que defender que o aborto no Brasil não deve ser legalizado. A mesma divisão ocorrerá entre os grupos 3 e 4 e 5 e 6, a partir dos temas 2 e 3. Os presentes terão um tempo determinado para realizar pesquisas e se preparar para o debate. Um representante de cada grupo assumirá a palavra e um mediador controlará o tempo de fala. Serão permitidas réplicas e tréplicas. A experiência foi elaborada no Estágio Supervisionado realizado no Instituto de Aplicação da UERJ (CAP-UERJ) para o Ensino Médio. Na presente proposta, busca-se mostrar como argumentar é defender um ponto de vista sobre determinada questão. Isto é, para argumentar, é necessário acionar uma série de dados científicos, históricos, filosóficos, assim como exemplificações de fatos recentes, experiências pessoais, entre outras estratégias. É possível argumentar, inclusive, em favor de um ponto de vista que não é seu. Esse é o valor do contra-argumento: entender as estratégias argumentativas de quem pensa diferente de você. Entendemos que a cidadania se constrói também a partir do respeito ao diferente. Por fim, a atividade busca mostrar, na prática, como argumentar exige ética e responsabilidade na escolha dos argumentos, já que aquilo que defendemos tem consequências na vida das pessoas e, consequentemente, na sociedade, em geral.

Palavras-chave: Argumentação. Contra-argumentação. Estratégias argumentativas. Debate regrado.


12. ARGUMENTAÇÃO E POESIA: LEITURA E ANÁLISE LINGUÍSTICA-SEMIÓTICA NA ESCOLA

Ana Elvira Luciano Gebara (FGV/SP), Leonor Werneck dos Santos (UFRJ)

Resumo: O objetivo desta oficina é apresentar o papel da argumentação na constituição dos sentidos, em textos como letras de canção e poemas, nos quais a estrutura argumentativa, muitas vezes, não está explícita nem aparece de forma canônica. Para isso, iremos identificar as estratégias de leitura para esses gêneros, valendo-nos das reflexões a respeito da análise linguística-semiótica, para discutir e propor formas de abordá-los na educação básica a partir da arquitetura argumentativa dos textos - cada um em sua especificidade. A oficina foi pensada para receber, como público-alvo, professores da educação básica e licenciandos, mas outras pessoas interessadas, mesmo que não sejam das áreas de Educação, Letras e Linguística, também podem participar. A oficina enfatizará a abordagem textual-discursiva nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Começaremos com as noções de argumentação que os participantes da oficina conhecem. A seguir, discutiremos essas noções, partindo do sentido amplo e, em seguida, de como a argumentação aparece nos diversos gêneros, exemplificando com os textos selecionados para análise (“O operário em construção”, de Vinicius de Moraes; “Construção”, de Chico Buarque; “Espelho”, de Mia Couto; “Retrato”, de Cecília Meireles; “Versos de Natal”, de Manuel Bandeira). Durante a oficina, os inscritos serão instigados a levantar hipóteses, debater as estratégias argumentativas e refletir acerca das possíveis abordagens didático-pedagógicas dos textos analisados e da temática da argumentação. Espera-se que os participantes reflitam sobre estratégias múltiplas de argumentação, sobre as especificidades da argumentação em textos poéticos e sobre a articulação entre os eixos integradores da BNCC, especialmente leitura e análise linguística-semiótica.

Palavras-chave: Ensino. Argumentação. Letra de Canção. Poema. 


13. SÃO TANTAS EVIDÊNCIAS PARA EXPLORAR NA ESCRITA ARGUMENTATIVA DO ENSINO MÉDIO

Rebeca Emerich Alvarez (UERJ), Myllena Paiva Pinto de Oliveira (UERJ)

Resumo: A oficina pretende oferecer aos participantes a vivência prática de ensino da argumentação, tomando a evidencialidade como categoria linguístico-discursiva fundamental para a sustentação de pontos de vista. Pretende-se que os participantes experienciem atividades de reflexão/uso de marcas evidenciais, tais como verbos de percepção, construções reportativas e construções conformativas, voltadas para o desenvolvimento da argumentação em textos escritos, principalmente em paradigmas discursivos estabilizados socialmente, como o ENEM. Consequentemente pretende-se também discutir como esses recursos podem capacitar a mobilização de diferentes vozes e fontes em produções escritas. A atividade será organizada em três momentos: (i) vivência inicial: análise de trechos de redações do ENEM, com foco em marcas evidenciais na construção de argumentos e sua relação com as competências avaliativas. Pretende-se também explicitar o que se compreende por evidencialidade e discutir por que essa categoria, embora relevante, é frequentemente negligenciada no ensino; (ii) experimentação prática: desenvolvimento e experimentação de atividades didáticas que explorem a evidencialidade como estratégia de argumentação; (iii) reflexão coletiva: debate sobre o desenvolvimento de como a evidencialidade pode ser adaptada ao cotidiano do Ensino Médio, discutindo desafios e possibilidades de implementação em diferentes contextos escolares. O público-alvo da oficina são professores da Educação Básica, licenciandos e/ou formadores interessados em práticas de escrita argumentativa que aproximem a teoria linguística e a prática pedagógica. Espera-se que os participantes, ao vivenciar a oficina, desenvolvam maior consciência sobre o papel da evidencialidade na construção de argumentos e se sintam motivados a incorporar essa estratégia em suas próprias práticas docentes.

Palavras-chave: Evidencialidade; ENEM; Ensino Médio. 


14. OS CONECTORES MICRO E MACROSSINTÁTICOS NA ARGUMENTAÇÃO: UMA PROPOSTA TEXTUAL-FUNCIONALISTA

Ana Cláudia Machado dos Santos (UFF), Ana Beatriz Arena (UERJ)

Resumo: O objetivo desta oficina é proporcionar aos participantes uma vivência prática sobre o papel dos conectores micro e macrossintáticos na construção do texto e na orientação argumentativa do discurso sob o enfoque textual-funcionalista. Pretende-se que os envolvidos aprendam a identificar os diferentes níveis de articulação (microestrutural, intermediário e global), distinguindo relações lógico-semânticas e discursivo-argumentativas, sempre em diálogo com os efeitos de sentido que emergem no uso real da língua. A atividade será conduzida de modo interativo, combinando análise coletiva de exemplos autênticos — retirados de gêneros diversos, como artigos de opinião, charges, comentários do leitor editoriais, postagens digitais, propagandas, tirinhas — com momentos de experimentação prática. No primeiro momento, a mediação docente apresentará questões norteadoras para reflexão crítica, estimulando os participantes a perceberem não somente como um mesmo conector pode atuar de forma distinta em contextos diferentes, mas também qual é a relação dessa atuação com o nível de articulação e com o gênero textual em questão Em seguida, haverá dinâmicas em grupo, nas quais os participantes serão convidados a classificar e discutir usos de conectores, reescrever trechos modificando a articulação e observar as consequências argumentativas dessas escolhas. Para encerrar, será realizada uma roda de conversa em que os participantes compartilharão suas percepções sobre o papel pedagógico dessa abordagem no ensino da leitura e da produção textual. O público-alvo prioritário são professores da educação básica, licenciandos e pós-graduandos, mas a proposta também se abre a pesquisadores e interessados em estratégias de ensino-aprendizagem voltadas ao fortalecimento da competência argumentativa no âmbito da língua em uso.

Palavras-chave: Conectores. Argumentação. Ensino. Linguísticas Textual e Funcional. 


15. INTERLOCUÇÃO DA CONSTRUÇÃO FORMAL DOS INTEIROS COM O ÁBACO DOS INTEIROS, CONCRETO E VIRTUAL

Luisa Rodriguez Doering (UFRGS), Cydara Cavedon Ripoll (UFRGS)

Resumo: Nesta oficina serão apresentadas as ferramentas Ábaco físico dos Números Inteiros e Ábaco Virtual dos Números Inteiros, concebidas como recursos que permitem convidar estudantes a refletir sobre números inteiros, formular conjecturas e descobrir, por meio da própria manipulação, as regras de sinais envolvidas nas operações. Pretende-se discutir propostas que oportunizem desafios decorrentes do uso desses materiais, destacando a estreita relação entre tais ferramentas e aspectos elementares da construção formal do conjunto dos números inteiros, bem como das propriedades de suas operações. São objetivos da oficina: i) apresentar as ferramentas (concreta e virtual); ii) propor atividades adequadas aos anos finais do Ensino Fundamental que incentivem a resolução de problemas por meio desses materiais; iii) discutir a potencialidade pedagógica das atividades; iv) ressaltar que o Ábaco possibilita reflexão, formulação de conjecturas e dedução das regras de sinais; v) evidenciar que essas ferramentas traduzem aspectos fundamentais da construção do universo numérico Z. A oficina será organizada em dois momentos. No primeiro, serão apresentados os Ábacos físico (construído com materiais recicláveis) e virtual (disponível em plataforma digital), explicitando pré-requisitos para seu uso, sua relação com a BNCC e as diferenças entre ambos. Serão propostas atividades que permitam explorar múltiplas representações de um número inteiro, operações com inteiros e a descoberta e dedução das regras de sinais para adição, subtração e multiplicação. No segundo momento, os participantes serão convidados a refletir sobre a relação entre a construção formal dos números inteiros e os materiais manipuláveis, de modo a reconhecer neles elementos estruturantes dessa construção, aqui entendida como aquela apresentada em disciplinas de Licenciatura ou Bacharelado em Matemática, cuja ênfase recai na consistência lógica e não na simbologia. Considera-se que a adequação da oficina ao evento se justifica pelo fato de que essas ferramentas permitem que estudantes descubram regras de sinais por meio de argumentação, dispensando a memorização mecânica.

Palavras-chave: Operações com números inteiros, Ábaco (Virtual) dos Números Inteiros, Tijolos Táteis, Inclusão, Deficiência visual. 


16. RESOLUÇÃO E PROPOSIÇÃO DE PROBLEMAS PARA FOMENTAR O DESENVOLVIMENTO DA ARGUMENTAÇÃO, PROVA E DEMONSTRAÇÃO DAS CÔNICAS NO ENSINO MÉDIO

Mário Barbosa da Silva (IFSP)

Resumo: As pesquisas em Educação Matemática e os documentos curriculares em âmbito nacional e internacional, têm enfatizado que atividades fundamentadas na resolução e proposição de problemas, associadas aos processos de argumentação, prova e demonstração matemática, e auxiliadas por recursos tecnológicos, podem contribuir para desenvolver diversas habilidades cognitivas, bem como para a construção e a compreensão de conceitos e conteúdos matemáticos e o desenvolvimento do pensamento matemático do estudante da Educação Básica. No Ensino Médio, não raros os conteúdos de secções cônicas sejam desenvolvidos de maneira meramente mecânica, superficial e sem promover a devida compreensão. Ressalte-se que, mesmo após estudarem esses conteúdos, estudantes ainda apresentam lacunas em sua aprendizagem, sem demonstrar domínio e nem compreensão adequada. Diante desse cenário, cabe aos professores, cientes dessa realidade, empregar métodos de ensino que promovam a compreensão e a construção efetiva desses conceitos. A presente oficina tem por objetivo desenvolver atividades através da resolução e proposição de problemas, fomentando a argumentação, a prova e a demonstração das equações das cônicas. Os participantes construirão um cone duplo intersectado por uma superfície plana, utilizando o GeoGebra, a fim de compreender como essas curvas são geradas. Na sequência, receberão atividades fundamentadas na resolução e proposição de problemas para desencadear a construção e a compreensão dos conceitos da circunferência, parábola, elipse e hipérbole com o auxílio do software de geometria dinâmica. A oficina é destinada a estudantes da formação inicial, professores da Educação Básica em exercício, a formadores e pesquisadores da área em Educação Matemática. Destaca-se, ainda, que as atividades foram planejadas para desenvolver gradativamente os aspectos argumentativo dos participantes com intuito de promover a dedução das equações de cada cônica.

Palavras-chave: Resolução e Proposição de Problemas; Argumentação, Prova e Demonstração; GA; GeoGebra.


17. APRENDER A ENSINAR COM ARGUMENTAÇÃO: DESENHANDO SUAS PRÓPRIAS ESTRATÉGIAS POTENCIALMENTE ARGUMENTATIVAS - EPAs

Sylvia De Chiaro (UFPE), Raquel Cordeiro Nogueira Lima (UFPE)

Resumo: A argumentação, entendida como prática discursiva central para a construção crítica do conhecimento, constitui eixo fundamental da formação cidadã. Preparar professores para trabalhar com argumentação significa capacitá-los não apenas a reconhecer o valor deste discurso, mas a se tornarem designers argumentativos, capazes de elaborar e aplicar estratégias didáticas potencialmente argumentativas (EPAs) alinhadas a seus objetivos pedagógicos. Essa perspectiva amplia a noção de conhecimento de conteúdo para o conhecimento pedagógico do conteúdo em argumentação, articulando a capacidade de desenho pedagógico argumentativo com a habilidade mediacional docente. A Oficina proposta parte da necessidade de oferecer um espaço formativo em que docentes planejem, experimentem e reflitam sobre estratégias que promovam a emergência da argumentação e potencializam ambientes pedagógicos dialógicos, reflexivos e críticos, independentemente do segmento educacional ou da área do conhecimento em que atuam. O objetivo é favorecer a aprendizagem dos participantes na elaboração de EPAs, a partir da identificação, compreensão e exercício de cada um dos critérios de potencialidade argumentativa, a saber: (1) debatibilidade do tema; (2) legitimação da argumentação como caminho de resolução da questão proposta; (3) estímulo aos elementos constitutivos da argumentação (argumentos, contra-argumentos e respostas) e aos movimentos discursivos deles decorrentes (justificação e negociação de significados); (4) grau de estruturação da EPA, considerando clareza de etapas, tempos e papéis; e (5) previsão de ações discursivas que sustentem o diálogo argumentativo. O quadro teórico-metodológico ancora-se em Shulman, Leitão, Rapanta e De Chiaro, bem como nas pesquisas do Grupo de Estudo e Pesquisa em Argumentação na Educação - GEPAEd. Espera-se que os participantes aprendam a desenhar e aplicar estratégias autorais de ensino pautadas na argumentação, exercitando diferentes níveis de estruturação e ações mediacionais. Assim, a Oficina visa fomentar uma postura docente crítica, criativa e reflexiva, capaz de sustentar práticas educativas orientadas pela argumentação.

Palavras-chave: Ensino pela argumentação. Estratégia potencialmente argumentativa. Capacidade de desenho pedagógico em argumentação. Habilidade mediacional em argumentação. 


18. FRIDAS: DA INVISIBILIDADE À VOZ - O MODELO TOULMIN NO EMPODERAMENTO ARGUMENTATIVO DAS MULHERES NA CIÊNCIA

Samantha Floriano Silva (UFF), Felipe Franco Pereira Carneiro (UFF)

Resumo: Entre páginas e memórias não se encontram com facilidade expoentes femininos na história da matemática. Seja que não se conheça, seja que silenciadas, percebe-se as narrativas contadas apenas por um olhar que se detém em personagens de mesmas características. Assim que não se conhece, pode parecer que não exista. Portanto, em esforços que submetam a realidade à consciência crítica, há a necessidade latente do conhecimento da própria história de maneira integral: observando cada personagem que assim o construiu. A Oficina Fridas tem como objetivo promover práticas de argumentação no modelo de Stephen Toulmin (2014) no contexto das reflexões sobre o perigo da história única - termo estabelecido pela escritora Chimamanda Ngozi Adichie (2019). Nesta perspectiva, pretende-se possibilitar o desenvolvimento da contra-argumentação crítica acerca da invisibilização das mulheres na história da matemática. Deste modo, espera-se que seja oportunizado um momento de reflexão sobre estratégias pedagógicas que visem respeitar as narrativas plurais e assim incluir a representatividade na sala de aula. A dinâmica da oficina é ancorada na utilização do material didático Fridas, que são jogos pedagógicos que visam a divulgação e popularização dos trabalhos de mulheres e seus legados históricos. O material foi construído durante o curso de Especialização em Ensino de Matemática, na Universidade Federal Fluminense, pela primeira autora. Para a contextualização dos participantes no enredo da oficina, primeiramente serão promovidos debates sobre a representatividade no âmbito da construção do conhecimento humano e histórico. Estabelecida essa imersão no eixo temático da oficina, os participantes serão convidados a pensar no processo de argumentação dialógica e a criar um argumento contundente para que se debata sobre a relevância deste tema. A Oficina Fridas pretende, então, promover reflexão coletiva tendo o silenciamento das vozes femininas como um alicerce para se pensar métodos de argumentação que visem a inclusão no contexto da educação brasileira.

Palavras-chave: Empoderamento Argumentativo. Modelo Toulmin. Invisibilidade das Mulheres. História Única. 


19. ARGUMENTAÇÃO EM SALA DE AULA A PARTIR DE PROBLEMAS INTENCIONALMENTE ARGUMENTATIVOS

Maria Eduarda de Brito Cruz (UFAC), Verônica Tavares Santos Batinga (UFRPE)

Resumo: A oficina tem como objetivo promover discussões sobre o processo de elaboração de problemas intencionalmente argumentativos como estratégia didática para o ensino e aprendizagem de ciências em sala de aula, visando o desenvolvimento da comunicação, argumentação científica, pensamento crítico, autonomia e tomada de decisões frente a problemas sociocientíficos, que envolvem aspectos de natureza social, ética, política, econômica, ambiental ou tecnológica. O problema trata de uma situação que o sujeito ou um grupo quer ou precisa resolver, entretanto, não dispõe de um caminho rápido e direto que leve a resolução. Compreende-se a argumentação como uma a atividade de natureza discursiva e social que se realiza pela defesa de diferentes pontos de vista e a consideração de objeções e perspectivas alternativas, com o objetivo de aumentar ou reduzir a aceitabilidade dos pontos de vista em questão. Busca-se ainda que os participantes reflitam sobre as potencialidades pedagógicas dos problemas argumentativos e concluam a oficina com propostas elaboradas para futura aplicação em seus contextos profissionais. A atividade será organizada em dois momentos: o primeiro será voltado à discussão sobre conceituações, objetivos e modelos de argumentação na perspectiva dialógica, a finalidade dos problemas em sala de aula, conceituações de problema, tipologias de problemas (problemas científicos, cotidianos e problemas escolares), etapas da resolução de problemas, características de problemas intencionalmente argumentativos, e elementos que devem ser considerados pelos professores para a sua elaboração. O segundo momento será dedicado à prática, na qual os participantes irão elaborar problemas intencionalmente argumentativos com a integração de diferentes tipos de conteúdos científicos relacionados às suas áreas e contextos de atuação. Ao final, os problemas elaborados serão apresentados ao grande grupo, para promover a troca de experiências, discussão e reflexão coletiva. A oficina é destinada a professores da Educação Básica e do Ensino Superior e estudantes de Licenciatura.

Palavras-chave: Professores; Ensino de Ciências, Interação, Controvérsia. 


20. PLANEJAMENTO DE AÇÕES ARGUMENTATIVAS A PARTIR DE QUESTÕES-PROBLEMA

Robson Domingos da Cruz Santos (UFS), Ana Carla de Oliveira Santos (UFS)

Resumo: A argumentação, como uma atividade discursiva que se caracteriza pelo confronto de pontos de vista e se realiza pela justificação destes, torna-se uma prática essencial para debater informações controversas, pois promove um ambiente favorável à avaliação, à reflexão de ideias e ao potencial para mudanças de concepções. Sabendo que suscitar a argumentação em sala de aula é uma tarefa complexa, esta oficina tem por objetivo desenvolver a capacidade dos professores de elaborar e refinar questões-problema que sirvam como ponto de partida para a mediação argumentativa, planejando de forma intencional as ações discursivas (pragmáticas, argumentativas e epistêmicas). A oficina é direcionada a professores da Educação Básica (especialmente da área de Ciências da Natureza), licenciandos e formadores de professores. Adotando uma abordagem de aprendizagem ativa inspirada no ciclo da metodologia Lesson Study, a oficina se inicia com uma etapa prática de Diagnóstico e Problematização, na qual os participantes, em grupos, recebem questões-problema e elaboram um mini-planejamento de mediação com base em suas experiências. Após essa vivência, no segundo momento, de Fundamentação e Imersão, são introduzidos conhecimentos acerca de ações discursivas, de De Chiaro e Leitão, para instrumentalizar os participantes, utilizando o referencial para analisar os mesmos exemplos de questões trabalhados anteriormente pelos grupos. Com essas novas ferramentas, a oficina avança para o Ciclo Prático de Refinamento, no qual os grupos revisitam seus planejamentos para aprimorá-los, construindo um novo "planejamento" que contém a questão-problema e um roteiro de mediação explícito. Em seguida, passam por um momento de apresentações, recebendo feedback estruturado e colaborativo. Por fim, na etapa de Sistematização e Compartilhamento, os grupos se reúnem para concluir as alterações e posterior compartilhamento. Espera-se que os participantes aprimorem não apenas a elaboração de questões-problema, mas também sua intencionalidade ao planejar as ações discursivas que guiarão o debate em sala de aula.

Palavras-chave: Argumentação; Planejamento; Ações discursivas; Lesson Study.

Submissões Encerradas

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Normas para submissão de resumos

SUBMISSÕES ENCERRADAS

O evento receberá submissões de resumos em duas fases:

  • 1ª fase (01 a 23/09/2025): submissão de propostas para (I) coordenação de mesa-redonda participativa e para (II) ministração de oficinas práticas (ver as descrições dos gêneros em Atividades);
  • 2ª fase (01/10 a 20/11/2025 [prorrogado até 30/11]): submissão de resumos para participação nas seguintes atividades: (III) Debater na mesa-redonda participativa; (IV) Expor um painel interativo de experiências inspiradoras; (V) Apresentar na sessão de comunicação oral (ver as descrições dos gêneros em Atividades).

ATENÇÃO ÀS ORIENTAÇÕES!

  • Cada participante poderá submeter até duas propostas de resumos, independentemente da modalidade escolhida e da fase de inscrição. Ou seja, o limite máximo é de duas submissões por participante. Por exemplo, é possível que o mesmo participante ministre uma oficina prática e apresente uma comunicação; ou, é possível que o mesmo participante seja debatedor em uma mesa-redonda participativa e exponha um painel interativo de experiências inspiradoras;
  • É importante destacar que, antes do evento, haverá a divulgação da "Programação Geral e Caderno de Resumos". Após o evento, os resumos deverão ser expandidos em artigos completos (aguarde para mais informações), com vista à confecção e publicação do Anais (proceedings). 

INSCRIÇÃO NO EVENTO OCORRERÁ SOMENTE NO PERÍODO DE PAGAMENTO DAS TAXAS.


2ª fase de submissões de resumos

De 01/10 a 20/11/2025 [prorrogado até 30/11]


    Modalidade (III): Submissão de resumos para integrar mesa-redonda participativa

    O que é uma mesa-redonda participativa? Veja o vídeo


    • Envie seu resumo no período de 01/10 a 20/11/2025 [prorrogado até 30/11] e, depois de receber a carta de aceite, faça sua inscrição a partir de 08/12/2025; 

    • O participante deverá escolher uma única mesa temática, dentre as aprovadas e divulgadas pela organização do evento (acesse aqui), cuja proposta esteja alinhada às suas vivências, interesses e/ou campo de atuação;

    • O resumo submetido deverá estar coerentemente articulado ao tema específico da mesa escolhida; 

    • Cada resumo poderá ter apenas um(a) autor(a), sendo obrigatório que este esteja inscrito no evento e efetue o pagamento da taxa de inscrição referente à sua categoria, dentro do prazo de inscrições que consta no cronograma;

    • Os resumos podem ser escritos em português, espanhol ou inglês;

    • O resumo deve ser submetido em arquivo editável (*.doc ou *.docx) via sistema do evento, sendo uma versão com identificação de autoria e outra versão sem identificação.



    O resumo deve seguir as normas de formatação abaixo: 


    • Sem formatações especiais ou inserção de logotipos ou informações sobre o evento;

    • Na primeira linha, título da proposta (em caixa alta, negrito, centralizado, fonte Arial tamanho 12);

    • Duas linhas abaixo, com alinhamento à direita, fonte Arial tamanho 12, nome completo do autor;

    • Na linha seguinte, nome completo da instituição de vínculo do autor, seguido da sigla da instituição entre parênteses, por exemplo: Universidade Federal Fluminense (UFF);

    • Duas linhas abaixo, alinhamento justificado, espaço 1, fonte Arial tamanho 12, texto do resumo, de 250 a 300 palavras, contendo: (a) Uma breve contextualização da experiência, desafio, prática ou inquietação pedagógica que motivam o interesse em participar da mesa, relacionada à argumentação em contextos escolares e demonstrando adesão à proposta temática específica da mesa escolhida; (b) A forma como o(a) candidato(a) pretende dialogar com os demais participantes da mesa, destacando como sua vivência ou perspectiva pode contribuir para o debate coletivo. O resumo não deve conter resultados de pesquisa, nem se configurar como apresentação formal, mas sim como uma proposta de interlocução fundamentada, que valorize a escuta, o compartilhamento de experiências e a construção conjunta de sentidos em torno da temática da mesa escolhida;

    • No resumo, o autor deve indicar de forma explícita para qual das 12 mesas-redondas participativas submeteu a sua proposta (acesse o resumo das mesas-redondas aprovadas);

    • Na linha seguinte, alinhamento justificado, espaço 1, fonte Arial tamanho 12, devem constar quatro palavras-chave (iniciais maiúsculas, separadas por ponto final).


    Modalidade (IV): Submissão de resumos para participar de painel interativo de experiências inspiradoras

    O que é um painel interativo de experiências inspiradoras? Veja o vídeo


    • Envie seu resumo no período de 01/10 a 20/11/2025 [prorrogado até 30/11] e, depois de receber a carta de aceite, faça sua inscrição a partir de 08/12/2025; 

    • O resumo deve ter aderência à proposta dessa modalidade: dar visibilidade a experiências concretas e práticas pedagógicas voltadas à argumentação;

    • Cada resumo poderá ter até três autores, sendo obrigatório que todos estejam inscritos no evento e efetuem o pagamento da taxa de inscrição referente à sua categoria, dentro do prazo de inscrições que consta no cronograma;

    • Os resumos podem ser escritos em português, espanhol ou inglês;

    • O resumo deve ser submetido em arquivo editável (*.doc ou *.docx) via sistema do evento, sendo uma versão com identificação de autoria e outra versão sem identificação;

    • A apresentação dos painéis acontecerá em forma de “carrossel” e cada expositor deverá estar preparado para conversar sobre suas experiências com uma fala em torno de 10 minutos.

    O resumo deve seguir as normas de formatação abaixo: 

    • Sem formatações especiais ou inserção de logotipos ou informações sobre o evento;

    • Na primeira linha, título da comunicação (em caixa alta, negrito, centralizado, fonte Arial tamanho 12);

    • Duas linhas abaixo, com alinhamento à direita, fonte Arial tamanho 12, nome completo do primeiro autor;

    • Na linha seguinte, nome completo da instituição de vínculo do primeiro autor, seguido da sigla da instituição entre parênteses, por exemplo: Universidade Federal Fluminense (UFF);

    • Na linha seguinte, nome completo do segundo autor, se for o caso;

    • Na linha seguinte, nome completo da instituição de vínculo do segundo autor, seguido da sigla da instituição entre parênteses, se for o caso;

    • Na linha seguinte, nome completo do terceiro autor, se for o caso;

    • Na linha seguinte, nome completo da instituição de vínculo do terceiro autor, seguido da sigla da instituição entre parênteses, se for o caso;

    • Duas linhas abaixo, alinhamento justificado, espaço 1, fonte Arial tamanho 12, texto do resumo, de 250 a 300 palavras, contendo: (a) Contexto da experiência (descrever brevemente o espaço institucional, educacional e/ou social em que a prática foi desenvolvida: nível de ensino, público envolvido, local, duração etc.); (b) Motivações e desafios enfrentados (apontar o(s) problema(s), inquietações ou necessidades que impulsionaram a criação da experiência. Pode incluir desafios contextuais, pedagógicos ou formativos); (c) Potencial formativo e efeitos observados (apontar os aprendizados decorrentes da experiência, tanto do ponto de vista dos sujeitos envolvidos quanto das práticas pedagógicas; descrever transformações, mobilização de competências argumentativas ou impactos relevantes, mesmo que não mensurados formalmente); (d) Reflexões e possibilidades de (re)aplicação (indicar lições aprendidas, limites percebidos e potenciais de reaplicação ou adaptação da prática em outros contextos educacionais);

    • Na linha seguinte, alinhamento justificado, espaço 1, fonte Arial tamanho 12, devem constar quatro palavras-chave (iniciais maiúsculas, separadas por ponto final).


    Modalidade (V): Submissão de resumos para apresentar trabalho em sessão de comunicação oral

        O que é uma sessão de comunicação oral? Veja o vídeo


        • Envie seu resumo no período de 01/10 a 20/11/2025 [prorrogado até 30/11] e, depois de receber a carta de aceite, faça sua inscrição a partir de 08/12/2025;

        • O resumo deve ter aderência à proposta desta modalidade: apresentação oral e discussão de pesquisas acadêmicas que abordem a argumentação em contexto educacional;

        • Cada resumo poderá ter até três autores, sendo obrigatório que todos estejam inscritos no evento e efetuem o pagamento da taxa de inscrição referente à sua categoria, dentro do prazo de inscrições que consta no cronograma;

        • Os resumos podem ser escritos em português, espanhol ou inglês;

        • O resumo deve ser submetido em arquivo editável (*.doc ou *.docx) via sistema do evento, sendo uma versão com identificação de autoria e outra versão sem identificação;

        • O tempo de apresentação para os relatos de experiência e as comunicações orais será de 15 minutos por trabalho.

        O resumo deve seguir as normas de formatação abaixo: 


        • Sem formatações especiais ou inserção de logotipos ou informações sobre o evento;

        • Na primeira linha, título da comunicação (em caixa alta, negrito, centralizado, fonte Arial tamanho 12);

        • Duas linhas abaixo, com alinhamento à direita, fonte Arial tamanho 12, nome completo do primeiro autor;

        • Na linha seguinte, nome completo da instituição de vínculo do primeiro autor, seguido da sigla da instituição entre parênteses, por exemplo: Universidade Federal Fluminense (UFF);

        • Na linha seguinte, nome completo do segundo autor, se for o caso;

        • Na linha seguinte, nome completo da instituição de vínculo do segundo autor, seguido da sigla da instituição entre parênteses, se for o caso;

        • Na linha seguinte, nome completo do terceiro autor, se for o caso;

        • Na linha seguinte, nome completo da instituição de vínculo do terceiro autor, seguido da sigla da instituição entre parênteses, se for o caso;

        • Duas linhas abaixo, alinhamento justificado, espaço 1, fonte Arial tamanho 12, texto do resumo, de 250 a 300 palavras, contendo: (a) breve exposição da temática a ser tratada; (b) justificativas; (c) objetivos; (d) quadro teórico-metodológico; (e) resultados obtidos ou esperados. Na linha seguinte, alinhamento justificado, espaço 1, fonte Arial tamanho 12, devem constar quatro palavras-chave (iniciais maiúsculas, separadas por ponto final);

        • Na linha seguinte, alinhamento justificado, espaço 1, fonte Arial tamanho 12, devem constar quatro palavras-chave (iniciais maiúsculas, separadas por ponto final).


        Caso você ainda esteja com dúvidas sobre a diferença entre a modalidade (IV) "Painel interativo de experiências inspiradoras" e a modalidade (V) "Sessão de comunicação oral", veja o vídeo

        E caso ainda haja outras dúvidas, entre em contato com a comissão organizadora pelo e-mail: sae2026.contato@gmail.com

        Local do Evento

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