O 4º Seminário Efeitos de Gênero (SEGE) tem como propósito reunir pesquisadoras(es), grupos de pesquisa, professores(as), estudantes, coletivos e pessoas da sociedade civil interessadas nas discussões sobre relações de gênero, promovendo o diálogo interdisciplinar e a troca de experiências acadêmicas e políticas. Em sua quarta edição, o SEGE coloca no centro do debate as "políticas do cuidado e a equidade de gênero", questões em voga na contemporaneidade, que podem ser constatadas nos dados alarmantes de violência de gênero, que atingem, prioritariamente, sujeitos mais vulneráveis socialmente, como mulheres, crianças, pessoas negras, indígenas e LGBTQIAPN+.
Os efeitos da pandemia de COVID-19 chamou nossa atenção para a urgência em refletirmos sobre o trabalho de cuidado, bem como a desvalorização histórica dessa modalidade. Ainda é preciso lembrar a importância de enfrentarmos as discussões sobre equidade de gênero, em um país que é marcado por desigualdades profundas e históricas. Logo, o evento propõe uma reflexão crítica sobre as performances de gênero em intersecção com marcadores como raça, classe, geração, religião e território, evidenciando práticas de resistência diante das opressões estruturais. Integrando os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o SEGE reafirma seu compromisso com uma sociedade mais justa e plural. Os resultados esperados do evento consistem na integração de pesquisadoras(es), grupos de pesquisa, professores(as), estudantes, coletivos e sociedade civil, promovendo redes de colaboração interdisciplinar e interinstitucional; o fomento ao debate crítico sobre Gênero, Diversidade, Direitos Humanos e Inclusão, contribuindo para a formação de uma consciência social mais ampla e comprometida com a justiça social; na produção e circulação de conhecimento científico por meio de conferências, mesas-redondas, comunicações orais e publicações decorrentes do evento; na visibilização de práticas de resistência protagonizadas por mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, negras, indígenas e outros grupos historicamente marginalizados; na incorporação das discussões de gênero às práticas acadêmicas, educacionais e comunitárias, a partir das trocas estabelecidas no evento; e na estimulação de práticas inclusivas nas instituições participantes, com impacto em políticas internas de equidade e diversidade.

