Sobre o 3º Fórum de Arqueologia e Turismo na Amazônia
A perspectiva do 3º Fórum de Arqueologia e Turismo na Amazônia é avançar os debates e estudos sobre esses tópicos na região, identificando os obstáculos ainda enfrentados na visitação de sítios arqueológicos amazônicos. O fórum busca promover o diálogo com outros centros de pesquisa, bem como com instituições que realizam a atividade de visitação, além de incentivar a apresentação desses estudos em seminários temáticos e grupos de trabalho.
A discussão sobre o assunto é de grande relevância, considerando que sítios arqueológicos da região são visitados, como a Caverna da Pedra Pintada, localizada no Parque Estadual Monte Alegre/PA. Tal sítio, datado de 12.000 anos atrás, é o mais antigo da Amazônia.
A importância da discussão aumenta com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30) na Amazônia, já que o patrimônio arqueológico também é ameaçado pelas mudanças climáticas, sendo considerado um bem não renovável protegido pela Lei nº 3924 de 1961. Assim, o evento também tem a finalidade de contribuir com a preservação e a socialização do patrimônio arqueológico amazônico.
Auditório do Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio
Goeldi
Av. Perimetral, 1901 - Terra Firme, Belém – PA
PROGRAMAÇÃO
06 DE NOVEMBRO
8:00 – 9:00 - Credenciamento
9:00 -
Mesa de abertura
9:30
- 12:00
Mesa
1: Arqueologia e Turismo em áreas de proteção ambiental
Mediação:
Silvio José de Lima Figueiredo
Públicos em visita ao patrimônio arqueológico
– Silvio Figueiredo – Núcleo de Altos Estudos Amazônicos/Universidade Federal
do Pará
Entre o sonho e a realidade - a musealização
do patrimônio arqueológico do Parque Estadual Monte Alegre (PA) – Edithe da
Silva Pereira – Museu Paraense Emílio Goeldi
Gestão, visitação e políticas públicas para o
Parque Estadual Monte Alegre - Jorge Luis dos Santos Braga – Instituto de
Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade
Experiências do Arqueoturismo no Parque
Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas – Laís Mercedes - Instituto de Desenvolvimento
Florestal e da Biodiversidade
Visitação a sítios arqueológicos na Serra do
Cabral (MG) – desafios do presente para preservar o passado – Christiane Lopes
Machado - Rhea Estudos e Projetos
12:00 - 14:00 – Intervalo
14:00
– 15:50
Mesa
2: Experiências de visitação em comunidades
Mediação:
Iris Pereira de Moraes - Ewejimi
Arqueologia,
patrimônio arqueológico e comunidades tradicionais na Amazônia: experiências e
potencialidades arqueoturísticas no território quilombola dos Povos do Aproaga –
Iris Pereira de Moraes - Ewejimi – Mestrado Profissional de Sociologia em rede
Nacional/Universidade Federal do Amapá
Experiências de etnoturismo e ancestralidade dos
povos indígenas de Rondônia - Gasodá Paiter Surui - Superintendência Estadual
dos Povos Indígenas de Rondônia
Visitação na Terra Indígena São Marcos,
Roraima - Irmânio Samento de Magalhães – Universidade Federal de Roraima -
Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos
Reapropriações e ressignificações do
patrimônio arqueológico no sítio Macurany-Parintins/AM - Clarice Bianchezzi – Universidade
do Estado do Amazonas
16:10
– 18:00
Mesa
3:Uso público
do patrimônio arqueológico: experiências diversas
Mediação: Marcela Nogueira de Andrade
Panorama do Arqueoturismo no Brasil - Marcela
Nogueira de Andrade – Programa
de Pós-graduação em Antropologia/Universidade
Federal do Pará
Entre Pedras e Histórias: O Futuro do Sítio
AP-CA-18 como Destino Turístico em Calçoene, Amapá - Lucio Flavio Costa Leite –
Instituto de Pesquisas
Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá
Arqueologia e Educação em prol do Turismo em
Unidades de Conservação - Eduardo Kazuo Tamanaha – Instituto de Desenvolvimento
Sustentável Mamirauá
Arqueologia e inclusão: o catálogo
arqueológico acessível - Helena Lima - Museu Paraense Emílio Goeldi
07 DE NOVEMBRO
9:00
- 12:00
Mesa
4: Usos e reapropriações do patrimônio arqueológico como produto cultural
Mediação:
Edithe Pereira
Patrimônio arqueológico como identidade do
povo paraense - Edithe Pereira
- Museu Paraense Emílio Goeldi
As
Revoltosas: Arqueologia nas Artes Visuais – Cristiane Martins – Amazônia
Ancestral
Revitalização Cultural: conexões entre o
acervo arqueológico e o artesanato cerâmico - Jéfferson Paiva de Sousa – Pós-graduação
em Diversidade Sociocultural/ Museu Paraense Emílio Goeldi
Grafismos arqueológicos na cerâmica de
Icoaraci - Levy Cardoso
Produtos Artesanais com referências da
Arqueologia Amazônica - Lídia Mara Pereira Abrahim
Arqueologia e Design - perpetuando símbolos
através de objetos - Isabela Sales
12:00 às 14:00 – Intervalo
14:00
– 15:50
Mesa
5: Impactos ao patrimônio arqueológico em grandes obras urbanas
Mediação: Rubens da Silva Ferreira
Preservação do patrimônio arqueológico e desenvolvimento
urbano em tempos de "transformação rápida" nas cidades - Rubens da
Silva Ferreira – Faculdade de Turismo/ Universidade Federal do Pará
Participação social no processo de socialização do Sítio
Arqueológico do Cais do Valongo, Pequena África, Rio de Janeiro/RJ - Jeanne
Crespo - Centro Nacional de Arqueologia/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional
Licenciamento e arqueologia nos centros históricos - a
ação institucional do IPHAN - André Luís dos Santos Andrade - Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional/Pará
Obras urbanas em Belém e preparação para a COP 30 - Julia
Gorayeb – Secretaria Municipal de Turismo
Megaeventos e grandes projetos urbanos: Belém na COP 30 –
Olga Freitas - Universidade Federal do Pará/Universidade Federal do Paraná
16:10 – 18:00 Grupos de Trabalho
GT 1 Arqueologia, visitação e turismo
GT 2 Gestão do patrimônio cultural
08 DE NOVEMBRO
09:00 –
12:00
Mesa 6:
Turismo arqueológico urbano
Mediação: Renata
de Godoy
Patrimônios da Humanidade e turismo: visões a
partir de uma arqueologia brasileira – Renata de Godoy – Programa de Pós-graduação em
Antropologia/Universidade
Federal do Pará
Arqueologia e Projeto Roteiros Geo-Turísticos:
sobreposição de tempos, sujeitos e gestos – Magaly Caldas – Programa de Pós-graduação em
Geografia/Universidade Federal
do Pará
Sítio Arqueológico Cemitério da Soledade: o Lugar e o
Outro Mundo - Sabrina Campos – Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico
e Cultural/Secretaria de Cultura
Rolé dos
Favelados como instrumento de inclusão na cidade e o Circuito da Herança
Africana na Pequena África do Porto do Rio de Janeiro - Cosme Vinícius
Felippsen - Rolé dos Favelados/RJ
15:00 - Rota Patrimonial do Parque Cemitério
Soledade
Local: Parque Cemitério Nossa Senhora da Soledade
Av.
Serzedelo Corrêa, 514 - Batista Campos, Belém - PA
PROGRAMAÇÃO PÓS-EVENTO
09 DE NOVEMBRO
08:30 Roteiro Geo-Turístico do Complexo do
Feliz Lusitânia ao Ver-o-Peso
Local Concentração Saída: Forte do Castelo – Área Externa
Praça Dom Frei Caetano Brandão, s/n -
Cidade Velha, Belém - PA
Grupos de Trabalho
Sobre Submissão de resumos
O Evento 3º FÓRUM DE ARQUEOLOGIA E TURISMO NA
AMAZÔNIA aceitará inscrições para apresentações de trabalhos versando sobre
duas temáticas: 1. Arqueologia, visitação e turismo; 2. Gestão do patrimônio cultural.
Grupos de Trabalho
1. Arqueologia,
visitação e turismo
A visitação de sítios arqueológicos,
de diversos tipos, é a principal temática do GT 1. Trata-se de estudos e
pesquisas sobre os sítios arqueológicos e visitações in situ, ou seja, onde
estão localizados os sítios. Envolve temas relacionados aos processos e
experiências de visitação e arqueoturismo, estruturas e aparatos turísticos,
guiamento e condução, impactos da visitação, impactos da instalação de
estruturas, planejamento de fluxos e estudos de capacidade de carga. Além
disso, aborda visitação em áreas naturais e áreas protegidas que contenham
patrimônios arqueológicos e pesquisas com as comunidades do entorno, ameaças ao
patrimônio arqueológico e aos direitos dessas comunidades.
2. Gestão do patrimônio cultural
A gestão do patrimônio, com ênfase ao
patrimônio arqueológico (mas não excluindo outras
categorias de patrimônio)
compõe a temática do GT 2. A gestão, em sentido amplo, corresponde aqui
aos processos das práticas turísticas e de visitação que garantem a organização
de patrimônios e acervos para democratizar acessos aos públicos, mediação intercultural, a visitação de
exposições, espaços museais e centros culturais, estudos de público, educação
patrimonial, interpretação do patrimônio, utilização de temas arqueológicos na
composição de produtos (cerâmica, moda, joias etc) e na indústria criativa.
Inclui ainda perspectivas decoloniais na pesquisa e tratamento das informações
e práticas diversas.
O período de submissão de resumos será de 17 junho a 12 de agosto de 2024. Os resumos deverão ser enviados no formulário
online pelo Google Forms:https://forms.gle/WxqDhCeZTt7Lz5Qk7
As devolutivas dos resumos serão encaminhadas aos
e-mails informados no referido site no dia 16 de setembro de 2024.
Regras de submissão
MODALIDADE DE SUBMISSÃO DE
RESUMOS
APRESENTAÇÃO
ORAL
A apresentação oral de resultados de pesquisas
finalizadas ou em andamento de doutoras/doutores, mestras/mestres,
graduadas/graduados ou graduandas/graduandos, com tempo de até 15min de
exposição, dependendo da quantidade de trabalhos aceitos. A submissão das propostas para
apresentações de comunicações orais iniciará dia 17 de junho de 2024.
PÔSTER
Apresentação de projetos, resultados de
pesquisas finalizadas ou em andamento de doutoras/doutores, mestras/mestres,
graduadas/graduados, graduandas/graduandos e demais interessados no formato de
banners. A submissão das propostas
para apresentações de pôsteres terá início dia 17 de junho de 2024.
Sobre a diagramação do banner/pôster – Dever ser livre, de acordo com as
possibilidades das/os autoras/es. Deseja-se que no cabeçalho do banner tenha a
logo e nome do evento, modelo que será disponibilizado em breve nesta página.
NORMAS PARA A SUBMISSÃO DE
RESUMOS
1. O resumo deve ser composto de
uma sequência de frases concisas e escrito em um único parágrafo, sem
subdivisões e sem recuo de parágrafo.
2.O documento deve ser encaminhado
em formato PDF na página do evento;
3.O resumo deve conter o
título do trabalho em letras maiúsculas: Fonte Arial, tamanho 12, negrito e
centralizado;
4.O resumo (arquivo anexado) NÃO
DEVE possuir a identificação de autores;
5.O texto do resumo deve ter no
mínimo 200 e no máximo, 400 palavras.
6. Não serão aceitos gráficos,
figuras, quadros, fotos, tabelas ou referências bibliográficas;
7.A formatação do resumo deve
obedecer às seguintes normas: estar em formato PDF; Folha A4; Fonte Arial,
tamanho 12; Espaçamento simples; texto justificado; Margens superior e esquerda
de 3,0 cm, margens inferior e direita de 2,0 cm;
8.Ao término do resumo, após dois
espaços simples, grafar, em negrito, a expressão: “Palavras-chave” e informar,
no máximo 3 (três) palavras-chave relacionadas ao tema, separadas entre si por
ponto;
Os trabalhos selecionados serão publicados em Anais
como resumos expandidos, enviados até data ainda a ser definida.
Normas para elaboração do resumo expandido.
1.O trabalho deverá ser preparado em papel A4, com todas as margens
2,5 cm, fonte Times New Roman 12, espaçamento simples. O texto deverá ter
alinhamento justificado e ser enviado arquivo em texto (.doc, .docx).
2.Os trabalhos deverão conter no mínimo 1.000 e no máximo 1.500
palavras, do título às referências (incluindo o texto, figuras, gráficos,
tabelas etc.). Poderão ser redigidos em português ou em espanhol.
3.O trabalho deverá apresentar as seguintes seções: Título; Autores;
Resumo/Palavras chaves; Introdução; Metodologia; Resultados e Discussão;
Conclusão/Considerações Finais e Referências.
4.O texto deverá iniciar com o TÍTULO do trabalho em letras
maiúsculas centralizadas e em negrito (Times New Roman 12).
5.Após duas linhas (espaços) do título deverão estar os NOMES
completos dos autores, alinhados à direita. Incluir uma nota de rodapé após o
último sobrenome de cada autor para indicar a titulação acadêmica mais elevada,
vínculo institucional e e-mail (Fonte: Times New Roman 9).
6.Duas linhas (espaços) após a indicação da autoria deve ser
incluído um RESUMO de100 a 150 palavras contendo
informações básicas do trabalho (como objetivos, metodologia, resultados). Uma
linha abaixo, inserir 3 a 5 palavras-chave (separadas com ponto final).
7.Os Subtítulos das seções não deverão ser numerados e conter apenas
a primeira letra inicial maiúscula. Utilizar o formato Times New Roman 12,
recuado 1,25 cm da margem esquerda.
8.A seção Introdução deve ser breve, apresentar e justificar o
problema estudado, incluindo os objetivos do trabalho realizado. Os parágrafos
também deverão ser recuados 1,25 cm da margem esquerda.
10.A seção Metodologia deve ser
concisa, mas suficientemente clara, de modo que o leitor entenda as estratégias
metodológicas escolhidas.
11.Na seção Resultados e Discussão
devem constar os dados obtidos. Procure mencionar outros estudos e obras
publicadas nos últimos anos, comparando-os com os resultados, além do
posicionamento dos autores sobre o assunto.
12.Quadros, tabelas e/ou figuras
(fotografias, gráficos, desenhos) devem apresentar qualidade necessária para a
boa reprodução (no mínimo 300dpi de resolução). Cada um deles deve ser numerado
e nomeado com um título na parte superior, indicando a fonte na parte inferior.
13.A seção Conclusão (ou
Considerações finais) deverá ser elaborada em frases objetivas, com base nos
resultados apresentados.
14.A seção Referências deverá
relacionar apenas as/os /autoras/autores e as obras citados no texto, conforme as
normas dispostas nas Diretrizes para Autores da Revista Amazônica: https://www.periodicos.ufpa.br/index.php/amazonica
Modelo de cabeçalho para pôster
Medidas sugeridas para a confecção do pôster: 1,20m (alt.) x 90cm (larg.)