Allan Kardec afirma, nO Livro dos Espíritos, que “Falsíssima ideia formaria do Espiritismo quem julgasse que a sua força lhe vem da prática das manifestações materiais e que, portanto, obstando-se a tais manifestações, se lhe terá minado a base. Sua força está na sua filosofia, no apelo que dirige à razão, ao bom senso”.1 É por esta assertiva que devemos empregar tempo e esforço para estudá-lo com esmero e responsabilidade, visto que não trata apenas de conhecimento para o intelecto, mas também para o aperfeiçoamento moral da nossa agência humana.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo censo 2022, o Brasil tem cerca de 4 milhões de pessoas que se declararam espíritas, além de 40 milhões de simpatizantes. O que nos leva a perceber o crescimento do Espiritismo, chegando a ser o terceiro maior grupo religioso. Contudo, partindo da afirmação acima mencionada, devemos nos indagar, como espíritas, como estamos compreendendo e vivenciando o Espiritismo na atualidade?
No esforço de fornecer contributos para o aprimoramento do pensamento reflexivo à luz dos princípios codificados por Allan Kardec, o 3º CONUESC, sob o tema geral A Filosofia Espírita: uma cosmovisão do Universo e de suas leis, circundará o estudo e a reflexão do Espiritismo enquanto ciência da observação e doutrina filosófica. Para ajudar, neste propósito, o congresso trará como base as obras de estudiosos espíritas, tais como González Soriano, Herculano Pires, Léon Denis, Ney Lobo entre outros.
Em uma linha continua com as edições anteriores, o 3º CONUESC tem como objetivo geral de alavancar e incrementar o estudo aprofundado e contínuo dos princípios da Doutrina Espírita para a promoção da evolução moral da humanidade ante os desafios dos tempos atuais.
1Livro dos Espíritos. Parte Quarta. Das esperanças e consolações. Conclusão. VI. (93º edição, 2013, p. 467).