Vivemos um momento em que as crises deixaram de ser fenômenos isolados para se entrelaçarem em complexos desafios globais. As emergências climática, sanitária, econômica e democrática não apenas coexistem — elas aprofundam desigualdades, fragilizam ecossistemas e testam limites das instituições e dos acordos internacionais. É neste cenário que este evento pretende promover um diálogo transversal e propositivo.
Ao longo de uma semana de debates, o evento buscará conectar temas que habitualmente são tratados de forma fragmentada para construir pontes entre os cenários e as soluções possíveis. Organizado em nove mesas temáticas, o seminário percorrerá desde os conceitos que unem a saúde humana à saúde dos ecossistemas, até os mecanismos concretos de financiamento e as barreiras políticas que impedem a ação climática. Debateremos os limites da diplomacia internacional diante dos interesses econômicos, a transformação necessária dos sistemas alimentares e o papel do Brasil nesse cenário. Assim como, os impactos da desinformação, as políticas ambientais, as estratégias de adaptação que emergem dos territórios mais vulneráveis. Mais do que apontar problemas, o seminário pretende amplificar vozes, questionar narrativas e indicar caminhos que fortaleçam a resiliência, a justiça climática e a efetividade das políticas públicas — sempre com um olhar atento à participação social como pilar da transformação.