14° Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial

14° Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial

presencial Espaço Expressa - Jundiaí - São Paulo - Brasil

Programação do Mês do Patrimônio

O 14º Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial integra a programação do Mês do Patrimônio Histórico e Cultural de Jundiaí.

A programação completa do Mês do Patrimônio está disponível no link: Mês do Patrimônio 2026 – Cultura Jundiaí.

Sobre o 14° Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial

Cultura, natureza e território: Novas abordagens para a proteção do patrimônio cultural a partir da Carta de Jundiaí


Apresentação e Proposta

O Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial é uma realização do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da Secretaria Municipal de Cultura de Jundiaí (SMCULT) em parceria com as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) Jundiaí, Itu, São Paulo, São Roque e a Unidade de Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa do Centro Paula Souza. Em 2018, passou a integrar a programação do Mês do Patrimônio Histórico e Cultural de Jundiaí.

Por ocasião do 7°  Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial de Jundiaí, ocorrido no Complexo  FEPASA, entre 22 a 24 de agosto de 2019, como um dos resultados da experiência buscando projetá-la para o futuro, foi elaborada coletivamente a Carta de Jundiaí. Na plenária de encerramento daquela edição do Simpósio se reuniram os membros da comissão organizadora, da comissão científica e demais participantes para propor e discutir recomendações que foram registradas nesse documento. Foram elencadas doze recomendações quanto aos estudos, intervenções e políticas públicas voltadas para o patrimônio histórico cultural material e imaterial de Jundiaí e região em diálogo com diversos contextos territoriais, institucionais e epistemológicos. 

Nessas recomendações são ressaltadas perspectivas futuras para a profissionalização na área da cultura, as relações entre cultura e desenvolvimento local e regional, a ênfase nos lugares de memória, ampliação dos diálogos interinstitucionais inclusive no âmbito internacional. 

Passados sete anos da elaboração dessa carta, na décima quarta edição do Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial em 2026, faz-se necessário retomar aquelas recomendações e refletirmos sobre os caminhos trilhados e os que precisamos percorrer, trazendo reflexão, avaliação e novas luzes para a proposta da Carta de Jundiaí. 


Objetivos

Avanços ocorreram, desafios antigos permanecem e novos surgem. É o momento de avaliarmos o alcance das nossas iniciativas, projetos, regulações e intervenções considerando a ênfase no patrimônio industrial ferroviário e nas memórias do trabalho, além da consolidação e ampliação dos interlocutores. Nunca é demais acionarmos a escuta da comunidade em geral, dos educadores, dos pesquisadores, instituições e coletivos que não só fomentam o conhecimento e a preservação dos bens culturais, mas que contribuem cotidianamente para as relações de pertencimento, para a significação e ressignificação dos lugares de memória e para a defesa da cultura como direito de todos.

Acrescentam-se, de maneira brutal, as preocupações com a emergência climática, com os desastres e crimes ambientais que põem em risco a existência da biodiversidade, do patrimônio ambiental e da vida de milhares de seres, recaindo principalmente sobre as populações mais vulneráveis a violência desse processo.

Os conflitos multifacetados e ampliados em escala local e global ameaçam a sobrevivência das comunidades tradicionais na luta pelas terras raras e outras fontes de energia em que não se teme a eliminação sumária de povos originários e civilizações milenares. 


Resultados esperados

O 14° Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial ocorre num contexto de profundas ameaças, buscando contribuir com o conhecimento dos bens e práticas culturais, com a educação patrimonial e com os necessários avanços sonhados com a Carta de Jundiaí de 2019. Importante mais do que nunca conectar as questões do patrimônio de todos, da gente, com as demandas locais, regionais e globais que apontam para o genocídio, etnocídio e epistemicídio. Se equivocadamente foi construída pelos saberes hegemônicos a separação entre natureza e cultura, somos levados a lutar em todas as frentes para o fim dessa separação. 

 

Eixo 1: Identidade, memórias e manifestações populares

 

[...] mesmo que queimem a escrita, Não queimarão a oralidade. Mesmo que queimem os símbolos, Não queimarão os significados. Mesmo queimando o nosso povo, Não queimarão a ancestralidade (Nego Bispo, 2015, p. 45).

 

O eixo visa suscitar o debate e a reflexão sobre a centralidade das práticas culturais nos territórios, enfatizando a sua importância para a valorização das múltiplas e diversas identidades socioculturais.   As festas, celebrações e expressões da cultura popular são compreendidas como manifestações que unem e conectam gerações por meio da transmissão de saberes, fazeres, costumes e tradições que fortalecem a memória coletiva e configuram-se como elementos fundamentais na valorização do patrimônio cultural, em sua dimensão material e imaterial.

Ao enfatizar o reconhecimento e o valor dessas práticas culturais - que englobam múltiplas manifestações, como a música, a dança, a culinária, as expressões artísticas, os rituais, as indumentárias, os elementos decorativos entre outras – evidencia-se o importante papel das comunidades locais como protagonistas na salvaguarda deste patrimônio cultural. 

Entre os propósitos deste eixo, destaca-se também os desafios contemporâneos relacionados à continuidade dessas manifestações diante das transformações culturais em curso, do processo de mercantilização da cultura e das tensões entre tradição e inovação e entre políticas institucionais e práticas comunitárias. Pretende-se também fomentar o diálogo sobre a relação dessas manifestações culturais com a economia criativa que visa conciliar o papel dessas práticas culturais na geração de trabalho e renda para as comunidades locais e dinamizar o empreendedorismo cultural. 

 

Eixo 2: Educação Patrimonial: identificação, valorização e salvaguarda 


[...] Enquanto vocês tratarem o Outro como pobre, e, portanto, como alguém que tem que ser melhorado, educado, civilizado – porque no fundo é isso, civilizar o pobre! –, vocês vão estar sendo cúmplices de todo esse sistema de destruição do planeta que permitiu aos ricos serem ricos (Viveiros de Castro, Entrevista ao El País, setembro de 2015).

 

O eixo tem como intuito valorizar a educação patrimonial como um processo formativo e participativo que contribui para a sensibilização, identificação, valorização e proteção do patrimônio cultural, em suas dimensões material e imaterial, articulando saberes acadêmicos e saberes populares. Pretende-se conhecer e partilhar experiências sobre projetos, experiências e práticas educativas voltadas à educação patrimonial que valorizem os saberes locais, as memórias coletivas e as diferentes formas de expressão cultural, integrando escolas, universidades, instituições culturais e comunidades. Pretende-se conhecer essas iniciativas que contribuam para a formação de sujeitos críticos e conscientes de seu papel na valorização e preservação do patrimônio, bem como identificar práticas que articulem a preservação e o uso responsável dos bens culturais assegurando a transmissão desse patrimônio às futuras gerações.

 

Eixo 3: Patrimônio cultural, turismo e sustentabilidade

 

A partir do reconhecimento dos objetos na paisagem, e no espaço, somos alertados para as relações que existem entre os lugares. Essas relações são respostas ao processo produtivo no sentido largo, incluindo desde a produção de mercadorias à produção simbólica. (Milton Santos, 2002, p. 45)

Paisagem e espaço não são sinônimos. A paisagem é o conjunto de formas que, num dado momento, exprimem as heranças que representam as sucessivas relações localizadas entre homem e natureza. O espaço são essas formas mais a vida que as anima. (Milton Santos, 2002, p. 66)

Parte-se da compreensão de que as paisagens são resultantes das interações entre sociedade e natureza, expressando modos de vida, memórias, identidades culturais, saberes e atividades produtivas que conferem singularidade aos lugares. Nesse contexto, discutem-se ações e estratégias de preservação que visam articular proteção e gestão patrimonial, conservação ambiental, participação social e sustentabilidade.

Sua análise requer compreender as relações entre técnica, sociedade e espaço, incorporando também a dimensão da sustentabilidade como pressuposto para a preservação do patrimônio cultural, a valorização da diversidade sociocultural e a construção de territórios mais resilientes diante dos riscos socioambientais que se acentuam no período contemporâneo. 

A pesquisa científica, a educação patrimonial e a ação extensionista encontram na paisagem cultural uma relação espaço-tempo repleta de possibilidades e desafios em que a materialidade da cultura, as relações sociais e o desenvolvimento urbano e econômico e a conservação ambiental   oferecem amplas possibilidades de análise, interpretação e gestão de áreas protegidas patrimonializadas.

Essa perspectiva amplia as possibilidades de interpretação e intervenção sobre os territórios, orientando ações voltadas à preservação do patrimônio, e à construção de modelos de desenvolvimento socialmente inclusivos. A articulação entre patrimônio, turismo e paisagem cultural para além dos interesses econômicos imediatos está associada à preservação, valorização e gestão ambiental a partir de abordagens integradas que considerem simultaneamente as escalas local, regional e global.

Inscrições

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Atividades

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Datas importantes

Inscrição de trabalhos (resumos expandidos, relatos de experiência e pôsteres): até 27/07

Divulgação dos trabalhos aceitos: até 14/08

Realização do Simpósio: 27 a 29 de agosto de 2026

Envio dos trabalhos completos para análise dos pareceristas e posterior publicação nos Anais do Simpósio: até 12/10

Normas de Submissão

Resumo Expandido - Relato de Experiência - Pôster


É aberta a possibilidade de submissão de Resumos Expandidos, de Relatos de Experiência e de Pôsteres de pesquisas finalizadas ou em andamento que versam sobre a temática do evento. Uma comissão científica será responsável pela análise e seleção dos trabalhos enviados. Os trabalhos aceitos, para apresentação durante o evento, serão divulgados através de e-mail e na Plataforma Even3. 

Os autores que tiverem seus resumos expandidos e relatos de experiência aprovados e apresentados no simpósio, poderão submeter os trabalhos completos à comissão organizadora até o dia 12/10/2026. Os trabalhos completos enviados serão analisados pela Comissão Científica e, sendo aprovados, serão publicados nos anais digitais do 14º Simpósio do Patrimônio Material e Imaterial, em consonância com os padrões exigidos pelo ISBN. Os trabalhos publicados ficarão disponíveis por tempo indeterminado na internet e indexados na plataforma de pesquisa Google. 

Para a modalidade de submissão de Pôster, não será necessário que os autores imprimam os trabalhos, pois os pôsteres serão projetados digitalmente na apresentação de trabalhos do eixo correspondente, conforme a programação do evento.

Submissões

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Convidados

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Comissão Científica

Prof. Dr. Célio Garcia (Fatec Jundiaí/ Fatec Santana de Parnaíba) 

Prof. Dr. Francisco Del Moral Hernandez (Fatec Jundiaí/ Fatec Campinas/ Unidade de Pós-graduação)

Prof. Me. Mário Lamas Ramalho (Fatec Jundiaí)

Profa. Dra. Gabrielle Cifelli (Fatec Itu/ Fatec Barueri)

Profa. Dra. Mariana Garcia de Abreu Tenani (Fatec Jundiaí)

Profa. Dra. Renata Cardias (Fatec São Roque)

Profa. Dra. Sueli Soares dos Santos Batista (Fatec São Paulo, Fatec Tatuapé e UPEP - Unidade de Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa)

Profa. Ma. Adriana Perroni Ballerini (Fatec Jundiaí)

Profa. Ma. Tatiana Domingos (UNIP Jundiaí)

Profa. Esp. Tânia Rita Gritti Ferraretto (Fatec Jundiaí)

Comissão Organizadora

Arq. Fernando Maranha Peche (DPH - Jundiaí)

Profa. Dra. Gabrielle Cifelli (Fatec Itu/ Fatec Barueri)

Profa. Dra. Sueli Soares dos Santos Batista (Fatec São Paulo, Fatec Tatuapé e UPEP - Unidade de Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa)

Profa. Ma. Adriana Perroni Ballerini (Fatec Jundiaí)

Profa. Ma. Tatiana Domingos (UNIP - Jundiaí)

Maria Aparecida Souza Munarolo (Pós graduada em Responsabilidade Social, Empresarial e Sustentabilidade - Anhanguera - Jundiaí)

Milene Eduada Moraes Carvalho (Graduanda em Tecnologia em Gestão de Eventos - Fatec Jundiaí)

Vitória Eichenberger (Doutoranda em Geografia - Unicamp)

Local do Evento

O evento ocorrerá na parte da manhã na Sala de Cinema São Paulo-Minas e na parte da tarde no Prédio 3 da Fatec Jundiaí

Restaurantes e Lanchonetes próximos ao Espaço Expressa


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