Saudações antimanicomiais!
Sim, a mobilização antimanicomial segue viva neste pedaço do sertão, na região do Submédio Opará (o Velho Chico), reverberando o processo de Reforma Psiquiátrica, iniciado no país no final da década de 70.
E trazemos boas novas: nosso 11º Fórum de Mobilização Antimanicomial/7ª Mostra de Atenção Psicossocial do Sertão do Submédio São Francisco (11º FMA/7ª MAP) está no forno. Pisaremos na saudade desse evento imperdível nos dias 14, 15 e 16 de outubro de 2026, no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco - UNIVASF, na cidade de Juazeiro-BA.
Foi fácil definir o que precisávamos enfrentar como eixo de nossas conversas: a patologização da vida e da medicalização do social, acirrada em níveis absurdos e com diversas roupagens na contemporaneidade. Depois de intensa produção coletiva, construímos o seguinte tema central: "Cuidado em território: a vida além do diagnóstico"
No seio do 11º FMA/7ª MAP, está sendo tecido o 2º Encontro Nordeste 2 da Rede Unida, que destaca a potência da formação para a construção de outros mundos, mais justos, acolhedores e alegres.
O 11º FMA/7ª MAP opera a compreensão de que a Luta Antimanicomial é de muitas gentes e frentes. São ofertadas diversas atividades, como oficinas/vivências, minicursos, rodas de compartilhamento de trabalhos e experiências nos diversos territórios, cirandas narrativas, terreiradas (grandes debates), Práticas Integrativas e Complementares (PICS), arte em suas diversas linguagens.
A proposição axial é promover encontros, trocas e aprendizados que reconheçam e estimulem a produção de mais vida nas vidas vividas, como tanto destaca Emerson Merhy, uma das pessoas que estarão nas rodas conosco, imprimindo um charme especial para nosso evento.
A própria organização do FMA.MAP é um dispositivo pedagógico, em que muito se aprende sobre a força dos modos solidários: não há saída se não for no coletivo. O evento sempre se materializou por meio de muitas mãos e parcerias e se prova como um dos frutos mais potentes da mobilização antimanicomial. Sim: vamos viver na luta por um sertão sem manicômios, por um Brasil sem manicômios!
Assim, guarde a data! Fica marcado nosso (re)encontro! Seguramente esta será mais uma preciosa oportunidade de reafirmar que cuidar é, antes de tudo, reconhecer o valor de cada existência, para além dos diagnósticos, fortalecendo territórios de vida, para seguir construindo, coletivamente, modos sociais mais inclusivos!

