Serão cinco dias de encontro, reflexão e criação coletiva que reafirmam a educação popular como território de resistência, sonho e transformação.
A Semana da Educação Popular é um chamado para participar e contribuir. O convite é dirigido às juventudes, educandes, educadores sociais e populares, cursinhos populares e a todos que fazem a educação popular acontecer no dia a dia: pessoas que ensinam e aprendem, que criam, questionam e ocupam. Aqui, ninguém é só plateia, cada participante é autor do que se produz nesses dias.
Inspirada na pedagogia de Paulo Freire e na potência das culturas periféricas, a Semana propõe pensar juntos as áreas temáticas que atravessam nossas vidas e nossas espaços de educação: geopolítica e conflitos atuais, cotas e identidade racial, diversidade sexual e gênero, neurodivergência e saúde mental, violência de gênero e feminicídio, entre outros. São temas escolhidos pela própria comunidade, porque na educação popular a pauta nasce de quem vive a realidade, não de quem observa de fora.
No centro de tudo, uma provocação: e se olharmos para a educação popular como linguagem? Uma forma de dizer ao mundo e de dizer a si mesmo, que se expressa no grafite, na literatura periférica, no zine, no hip hop, na percussão, na dança, no slam, no canto popular.
A programação tem : seminário, cortejo poético, aulões temáticos, rodas de conversa, saraus, oficinas e o congresso de encerramento. Foi pensada para que essa linguagem circule, se misture e ganhe corpo na voz de quem participa.
Vem construir com a gente. "Vida loka é quem estuda!" (Sérgio Vaz)