O I Encontro de Educação do Campo do Baixo Tocantins, com o tema “Territórios que educam: saberes, direitos e resistências entre campos, águas e florestas”, a ser realizado de 16 a 18 de novembro de 2026, constitui-se como espaço de formação, diálogo, intercâmbio de experiências e fortalecimento da Educação do Campo na Amazônia paraense. Promovido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) – Campus Abaetetuba, por meio da Licenciatura em Educação do Campo (LEdoC), o evento reunirá estudantes, docentes, pesquisadores(as), movimentos sociais, comunidades tradicionais e demais sujeitos comprometidos com uma educação construída a partir dos territórios e de suas múltiplas formas de existência.
Realizado no coração do Baixo Tocantins, o Encontro parte da compreensão de que campos, águas e florestas também educam. São territórios onde circulam memórias, ancestralidades, modos de vida, práticas de trabalho, lutas, conhecimentos e experiências coletivas que desafiam modelos educacionais distanciados das realidades amazônicas. Nesse sentido, o evento pretende aproximar universidade, institutos federais, escolas, movimentos sociais e comunidades, reconhecendo os povos do campo, das águas e das florestas como sujeitos produtores de conhecimentos e de projetos próprios de educação e sociedade.
Ao longo dos três dias, a programação contemplará mesas de diálogo, palestras, cirandas formativas, apresentações de trabalhos, comunicações acadêmicas, relatos de experiências e atividades culturais, favorecendo o encontro entre diferentes gerações, instituições, comunidades e experiências de Educação do Campo no Baixo Tocantins e em outros territórios amazônicos.
Os dois primeiros dias serão desenvolvidos no IFPA Campus Abaetetuba, constituindo espaços de debate, formação, socialização de pesquisas e experiências e articulação entre as Licenciaturas em Educação do Campo, instituições parceiras, escolas, movimentos e comunidades.
No terceiro dia, 18 de novembro, o Encontro seguirá para uma comunidade quilombola de Abaetetuba, deslocando simbolicamente e concretamente o espaço formativo para o território. Mais do que uma visita, esse momento será concebido como uma vivência formativa e intercultural, orientada pela escuta, pelo diálogo e pelo reconhecimento dos saberes, das memórias, das territorialidades, das lutas e das formas de organização comunitária quilombola. A comunidade torna-se, assim, espaço de formação e produção de conhecimento, reafirmando uma das ideias centrais que dão sentido ao Encontro: o território também é escola, memória, resistência e lugar de ensinar e aprender.
O I Encontro nasce, portanto, como espaço de encontro entre saberes acadêmicos e saberes comunitários, entre diferentes experiências de Educação do Campo e entre sujeitos que fazem da educação um instrumento de defesa da vida, dos direitos e dos territórios amazônicos.
Territórios que educam são territórios que resistem, ensinam, guardam memórias e semeiam futuros entre campos, águas e florestas.