2022 chegou e ainda estamos
num “novo normal” que transformou nosso cotidiano em uma dinâmica “nada
normal”. Claro que, com tanto negacionismo da vida não fechamos os olhos para o
desenvolvimento e a ação e os resultados da ciência. A vacina chegou, e junto com ela, um sopro de alegria, um
alimento para nossa alma esperançar...
A vacina lutou e ainda luta contra
todas as formas de negacionismo: uso da máscara, passaporte vacinal, vacina
para as crianças... Contudo, as ações aguerridas dos profissionais na atenção à
saúde, na pesquisa, na manutenção da vida através de outras políticas e
práticas conseguiram reverter, ainda que de forma transitória, os impactos da
pandemia sentidos em todo o país, em cada cidade e em muitas casas.
A pressão pelo retorno às
aulas em todos os níveis de educação, o chamamento à proteção da economia, a
fome ampliando seus tentáculos e a morte que a todo tempo espreita a todos. Parece
que ainda lutamos pelas mesmas bandeiras que trazíamos antes da pandemia: pelo
direito à educação, à saúde, à moradia, ao emprego, à segurança... à vida. Os professores ainda estão na luta pelo
retorno decente e protetivo às aulas... a academia resiste! Por que será? Os
professores querem ficar em casa? Esqueceram de ensinar em sala de aula?
Viraram blogueirinhos? Nada disso, queremos o retorno, mas um retorno com
condições sanitárias adequadas. Não queremos chorar nossos mortos em sala de
aula. No momento que escrevemos esta apresentação, lamentamos a perda de um
discente da UFRB, que nos detalhou que se contaminou provavelmente no ônibus a
caminho para o estágio. Dói... dói muito! Tememos entrar para as estatísticas
também. Hoje o Brasil computa 650 mil
mortes (03/03/2022).
Hoje, o mundo vive uma guerra(Conflito
na Ucrânica) que os brasileiros nas periferias das zonas urbanas e zonas rurais
desconhecem as reais causas. Já apontamos em Jornadas anteriores o cenário do
conservadorismo no Brasil e no mundo e suas consequências no dia a dia da
população, nos serviços e nos bens que circulam. E hoje compreendemos sua
marcha, e seus desdobramentos políticos, econômicos, sociais e no campo da
saúde pública. Era assim antes da pandemia. É para lá que queremos voltar?
A pandemia arrasta reflexos de
todas as nuances. E é com esta leitura crítica, seguindo o rigor dos protocolos
sanitários, que a VII Jornada Nordeste de Serviço Social traz a todos, todas e
todes a seguinte temática: O BRASIL EM PANDEMIAS: SAÚDE, ÉTICA, ECONOMICA E
SOCIAL. O evento ocorrerá no período de 29/08 a 04/09 do corrente e será
mediado por tecnologia.
A VII JNSS trará em sua
composição a submissão de trabalhos nas modalidades comunicação oral e mesas
redondas, agregando um total de 10 (dez) grupos de trabalhos; 6 (seis)
minicursos com temáticas relevantes e necessárias para o fazer profissional.
Sendo assim, vocês poderão usufruir das contribuições de profissionais nas
áreas do sociojurídico, instrumentos técnicos operativos, educação e a atuação com segmentos
específicos: idosos, população trans, de rua e PCDs. Enfim, muita produção e
muitas trocas ocorrerão no nosso evento. Sim, nosso evento! A jornada Nordeste
é de todos o Brasil. Ensino, pesquisa,
extensão, projetos de intervenção, reflexões e ações são apresentados através da Jornada para que
todos possam falar do que vivem, pensam e fazem.
Então, ao tempo que
agradecemos o empenho da equipe geral, monitores, comissão científica, palestrantes
e todos os participantes, que fizeram a história deste evento que completa em
2022, sete anos, convidamos a todos e todas para continuarem essa construção
ampliando o espaço de resistência e de proposta com seus trabalhos,
participação nos debates e nos minicursos. Sabemos que no Brasil sobreviver a primeira
infância não é fácil. Mas, conseguimos e chegamos a 7ª edição de um evento que
hoje tem repercussão e respeito regional, nacional e na seara internacional.
E como estamos num ano onde a
mudança passa pelas nossas mãos, a partir do processo legítimo de cidadania que
é o voto direto, convocamos a todos, todas e todes a fazerem esse momento eleitoral,
um gesto de reorientação das práticas protetivas da vida em todas as suas
instâncias: estadual e federal, depende de nós!
É necessário a mudança! Porque
não queremos mais mortes nem nas ruas, nas comunidades, nas estradas, nas filas
de hospitais, nos interiores desse país, das periferias
às capitais. É preciso mudar por todos que perderam a batalha da covid19:
VALTER ALMEIDA DA SILVA: PRESENTE!!!!
Para finalizar, vamos repetir
o grito que está em nossas gargantas....#FORANEGACIONISTAS.
Profa. Beth Alcoforado
(UPE)
Profa. Deliane Macedo (UPE)
Profa. Maria Lana Monteiro
(UPE)
Coordenadoras da VII JNSS

